Na quarta-feira, 8 de julho, a Conttmaf solicitou ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apoio para a formulação de uma agenda estratégica de fortalecimento da formação profissional marítima nacional.
Em um ofício enviado ao ministro Luiz Marinho, a Conttmaf apresentou ao chefe da pasta as deliberações decorrentes de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pelo Sindmar no dia 6 de julho, a qual debateu questões relacionadas a denúncias de comercialização indevida de cursos oferecidos por instituições privadas de ensino.
Ao fim da AGE, oficiais e eletricistas aprovaram um Plano Nacional de Mobilização em Defesa do Ensino Profissional Marítimo (EPM) com 10 proposições.
Entre as reivindicações dos marítimos, consta a inclusão do EPM como um dos eixos estratégicos da Qualifica PAC – Comissão Interministerial de Qualificação Profissional, Emprego e Inclusão Socioeconômica do Programa de Aceleração do Crescimento.
Com isso, o EPM se tornaria um instrumento de fortalecimento da política nacional de qualificação da gente do mar brasileira e de preparação da força de trabalho diante do novo ciclo de investimentos em infraestrutura logística, transportes e economia do mar.
“Não faz sentido que o Estado brasileiro realize investimentos de centenas de bilhões de reais em infraestrutura logística e transporte sem investir, na mesma medida, na qualificação dos brasileiros que operarão esses ativos estratégicos. Infraestrutura e qualificação profissional constituem políticas públicas indissociáveis”, disse o presidente da Conttmaf e do Sindmar, Carlos Müller.