A Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Afins - FNTTAA, representada pela sua Assessora Institucional, Ana Maria Canellas, está participando do Simpósio Brasileiro de Hidrografia 2026, cujo tema é "A contribuição da Hidrografia para a Infraestrutura da Economia Azul", que vem sendo realizado nos dias 9 e 10 de setembro ano, no Espaço Multiuso do Sebrae Rio, Av. Marechal Câmara/Centro, Rio de Janeiro.

O Simpósio objetiva formar um ambiente de fomento às atividades hidrográficas em todo o Brasil, apontando as oportunidades e os desafios no que diz respeito à participação da Hidrografia no desenvolvimento sustentável da economia do mar e águas interiores. Durante o Simpósio estão sendo debatidos assuntos como o monitoramento ambiental para as diversas atividades no mar e nas vias interiores, iniciativas de empregos de energia renovável, expansão do transporte de cargas pelas vias interiores, a política de concessões de hidrovias, entre outros. O evento é composto de palestras e painéis de debate.

A abertura do referido evento foi realizada pelo Vice-Almirante Ricardo Jaques Ferreira, Diretor de Hidrografia e Navegação, com a palestra "A DHN e a Economia Azul". Posteriormente, foram realizadas apresentações sobre a praticagem no Brasil, a hidrografia na infraestrutura para projetos de energias renováveis e o Plano Geral de Outorgas (PGO) Hidroviário, que é o principal instrumento estratégico do Governo Federal para estruturar a exploração de rios navegáveis no Brasil por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPPs). Elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e aprovado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o plano busca reverter o subaproveitamento do modal hidroviário nacional. 

Atualmente, o Brasil possui mais de 42.000 km de rios potencialmente navegáveis, mas utiliza economicamente menos de 20.000 km. O PGO visa atrair investimentos privados para expandir essa malha, focando na sustentabilidade, eficiência logística e barateamento de fretes.

A implementação do Plano Geral de Outorgas (PGO) Hidroviário e os investimentos privados estimados em cerca de R$ 30 bilhões até 2026 funcionam como um poderoso motor de geração de emprego e renda, impactando a economia brasileira de forma direta, indireta e pelo "efeito multiplicador". Segundo estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV), o setor de transportes e infraestrutura possui um dos maiores retornos em cadeia: cada R$ 1 milhão investido pode gerar mais de R$ 3,3 milhões em produção econômica agregada.