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China confirma ataque a petroleiro no Estreito de Ormuz no início desta semana
O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou nesta sexta-feira que um navio-tanque carregado com produtos petrolíferos e tripulação chinesa foi atacado no Estreito de Ormuz e expressou profunda preocupação com as embarcações afetadas pelo conflito em curso no Oriente Médio.
Há cidadãos chineses a bordo da embarcação, mas até o momento não há relatos de vítimas entre a tripulação, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, durante uma coletiva de imprensa regular.
A mídia chinesa Caixin noticiou na quinta-feira que um navio-tanque de produtos petrolíferos de propriedade chinesa, com a inscrição “CHINA OWNER & CREW”, foi atacado perto do Estreito de Ormuz na segunda-feira.
O ataque ocorreu antes de uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, em Pequim, na quarta-feira, quando discutiram a reabertura do estreito.
A China continua sendo uma das principais compradoras de petróleo iraniano desde o início da guerra com o Irã, e suas importações do Irã permaneceram praticamente inalteradas em março.
A embarcação atacada ainda não foi oficialmente identificada.
Fontes de segurança marítima disseram acreditar que a embarcação danificada era o navio-tanque de produtos petrolíferos e químicos JV Innovation, com bandeira das Ilhas Marshall, que relatou um incêndio no convés a navios próximos na segunda-feira.
O incidente ocorreu ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, no Golfo Pérsico, perto de Mina Saqr, segundo o relatório.
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã deixou centenas de navios e cerca de 20.000 marinheiros presos no Golfo Pérsico, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz foi severamente prejudicado por novos ataques a embarcações nesta semana.
Os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar tiros na quinta-feira, enquanto Washington aguardava a resposta de Teerã a uma proposta americana que visava cessar-fogo, deixando, por ora, questões controversas, incluindo o programa nuclear iraniano, sem solução.
FONTE: REUTERS
