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A recessão global causada pela covid-19 tende a acelerar o deslocamento do dinamismo da economia mundial para a Ásia, onde, com a China à frente, um melhor controle da pandemia já começa a resultar numa retomada mais rápida e vigorosa do que em outras regiões. Além da China, Vietnã, Taiwan e Coreia do Sul são exemplos de países que terão desempenho econômico acima da média mundial, pelas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esse movimento aponta para a continuidade das tensões comerciais entre China e Estados Unidos e para a manutenção da alta demanda chinesa por matérias-primas produzidas pelo Brasil, como soja, minério de ferro, celulose e carne.
 

O crescimento de 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês no terceiro trimestre, na comparação com igual período de 2019, reforçou esse cenário. A recuperação da China é marcada por medidas concentradas no crédito e no apoio às empresas, ao passo que a pandemia, segundo especialistas, parece contida.

Com isso, o FMI espera avanço de 1,9% na economia do país este ano, ante retração de 4,4% no PIB global. Como os EUA deverão registrar retração de 4,3%, a chegada da China ao posto de maior economia do mundo, ultrapassando a americana, poderá ocorrer em 2028, segundo estudo da agência de classificação de risco Austin Rating, feito a pedido do Broadcast/Estadão. A agência extrapolou as estimativas do Fundo até 2031.
 

Pelo estudo, a economia dos EUA, que em 1990 era 15 vezes maior que a chinesa, hoje equivale a apenas 1,4 vez o PIB da China. Quando se considera o câmbio por paridade do poder de compra (PPC), cálculo que leva em conta níveis de preços e o poder de compra na conversão de moedas, o PIB chinês já está acima do americano desde 2017.

E tudo indica que a retomada chinesa veio para ficar. Segundo Fabiana D’Atri, economista do Bradesco e diretora econômica do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), diversos dados da economia chinesa vêm surpreendendo de forma positiva nos últimos meses.

Em setembro, o destaque foi o início da recuperação do consumo, trajetória que parece ter se mantido este mês – na Golden Week, semana completa de feriados que ocorre todo ano em outubro no país, em torno de 600 milhões de chineses viajaram, conforme a agência de notícias oficial Xinhua.

Incentivos. O fato de a recuperação do consumo chinês só ter começado em setembro chama a atenção. No Ocidente, incluindo Brasil e EUA, o consumo e as vendas do varejo puxam a retomada. Na China, porém, a produção industrial, as exportações e os investimentos em infraestrutura e no mercado imobiliário vieram na frente. Para Fabiana, a opção do governo local por não adotar transferências de renda para mitigar a crise segue a tradição de sempre concentrar as medidas de estímulo no lado da oferta.

 Além de seguir a tradição, essa opção tende a dar maior sustentabilidade à retomada da economia na China, lembra a economista do Bradesco. Isso porque os investimentos em infraestrutura tendem a manter a roda girando enquanto as obras são executadas. Já a recuperação do consumo será puxada por maior segurança das famílias em relação ao controle da pandemia e ao mercado de trabalho – no Ocidente, a retirada das transferências diretas poderá provocar um “soluço” no consumo.
 

Conforme as projeções do FMI e a análise de economistas, a recuperação de diversos países seguirá por 2021. De 2022 em diante, Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, prevê que a China retomará o ritmo de crescimento entre 5% e 6% ao ano, enquanto os EUA devem voltar ao patamar anual de crescimento em torno de 2%.

Com a aproximação da China do posto de maior economia do mundo, o clima de confronto com os EUA – que começou com uma guerra comercial – tende a continuar, pois o governo americano vê a ascensão chinesa como uma perda histórica de protagonismo, diz Agostini.

Mesmo sem Trump, tensão deve continuar

Para Lia Vals, pesquisadora do Ibre/FGV, as tensões tendem a continuar mesmo se o presidente Donald Trump perder a eleição em novembro. “Os EUA, com a antiga hegemonia, veem a China como potência em ascensão que vai disputar espaço com eles, especialmente na questão da tecnologia, que é o grande ponto.” Na visão do ex-embaixador do Brasil em Pequim, Marcos Caramuru, membro do Conselho Consultivo do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), mesmo com o maior dinamismo econômico, por enquanto o aumento da influência geopolítica da China se dá em âmbito regional, na Ásia.
 

A força da indústria chinesa, mesmo na crise, para fornecer a vários países medicamentos, testes e equipamentos de proteção, inaugurou uma “diplomacia da covid-19”, mas o resultado da estratégia no Ocidente é duvidoso. Para Caramuru, a imagem internacional do país está desgastada, com “fake news” sobre a covid-19 e certa “inveja” ocidental da retomada chinesa.

Goste-se ou não da China, o país é o maior parceiro comercial de cerca de 100 países, disse Caramuru. Assim, “racionalmente”, não há saída além de tentar negociar um bom relacionamento com os chineses. Para o Brasil, é importante ficar de fora dessa disputa, afirmou Lia. “Não somos nada nessa briga. Não temos nada a ganhar de um lado nem do outro.”

País será ‘locomotiva’ do mundo, diz Eichengreen

A forte retomada da economia da China, sinalizada nos dados do terceiro trimestre do Produto Interno Bruto (PIB) do país, mostra que colocar o novo coronavírus sob controle – e mantê-lo assim – é o melhor para o crescimento econômico, segundo o economista americano Barry Eichengreen, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley. “Puro e simples”, diz Eichengreen, também pesquisador associado do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, em inglês), em entrevista por e-mail.

Para o economista, o sucesso na retomada econômica pós-covid dependerá, “primeiro e mais do que tudo”, do controle da pandemia. Segundo ele, isso fica claro na comparação dos Estados Unidos com a China.

 “Os Estados Unidos aplicaram estímulos fiscais e monetários massivos, mas se saíram mal no controle da pandemia, enquanto os estímulos fiscal e monetário da China foram mais moderados, mas o seu controle da pandemia foi muito superior”, afirma Eichengreen.
 

Com isso, a China será claramente a locomotiva da recuperação da economia global após a recessão causada pela pandemia do novo coronavírus. A crise e o sucesso chinês para vencê-la deverá acelerar a chegada do gigante asiático ao posto de maior economia do mundo, ultrapassando os EUA, mas esse movimento já vinha de muito antes, segundo Eichengreen. O que puxa esse processo é o crescimento mais acelerado da renda per capita dos chineses.

Para Eichengreen, o desempenho da China ajudará a economia mundial como um todo. “À medida que ela se recupera, vai sugar mais importações de matérias-primas do resto do mundo, incluindo a soja do Brasil. Um crescimento chinês mais rápido tem certamente um saldo positivo para a economia mundial”, diz o professor.

Embora seja um importante fornecedor de matérias-primas, não necessariamente o Brasil será mais beneficiado do que os demais países

“Um crescimento chinês mais rápido é bom para as exportações de soja do Brasil, mas é bom também para as exportações de maquinário da Alemanha”, completa Eichengreen.

Guerra comercial

Sobre os efeitos da guerra comercial entre EUA e China, o economista afirma que “o mais importante” agora é saber quem vencerá a eleição presidencial americana. “No médio prazo, bancos de investimento dos EUA são unânimes na avaliação de que a economia americana crescerá mais rapidamente com (o candidato do Partido Democrata, Joe) Biden do que com (o presidente Donald) Trump. E, para a economia mundial, ter uma segunda locomotiva (americana) é melhor do que ter apenas uma (a China)”, responde ele.

“Acrescente a isso o fato de que medidas para conter a covid-19 funcionariam melhor com Biden, o que será bom, mais tarde, para o crescimento. Também para a economia mundial, políticas mais previsíveis e menos tensão comercial saindo da Casa Branca com Biden seriam outro fator positivo.”

FONTE: ESTADÃO

 

Banco Central do Brasil

Banco Central do Brasil - Imagem: Shutterstock

O Senado trava um embate para estabelecer novas metas ao Banco Central no projeto de autonomia do órgão. A votação da proposta, que chegou a ser prevista para quarta-feira foi adiada para o dia 3 de novembro. Senadores ainda se dividem sobre a inclusão de um novo mandato à instituição: fomentar o pleno emprego.

 A redação atual do projeto estabelece dois novos objetivos a serem perseguidos pela instituição: suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego no País. Historicamente, o BC sempre foi contrário a propostas como essas, por entender que o foco deve estar voltado para o controle da inflação e a estabilidade do sistema financeiro. Senadores têm insistido, porém, na ideia de que a autarquia também precisa se responsabilizar pelo crescimento econômico.
 

Os novos objetivos fazem parte do Projeto de Lei Complementar nº 19, de 2019, apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) e relatado pelo senador Telmário Mota (PROS-RR). No mais recente relatório, o texto estabelece que “o Banco Central do Brasil tem por objetivo fundamental assegurar a estabilidade de preços”. Na sequência, traz que “sem prejuízo de seu objetivo fundamental, o Banco Central do Brasil também tem por objetivos zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego”.

O foco na atividade econômica e no emprego sempre foi criticado pelo BC, embora tenha forte apelo entre parlamentares. A visão dos congressistas é de que o BC não pode se limitar a controlar a inflação por meio da Selic (a taxa básica de juros), mas também atuar para que o País cresça. Seria uma espécie de “duplo mandato” – controle da inflação e crescimento -, em formato semelhante ao do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

 O BC brasileiro, no entanto, sempre enxergou de outra forma. Tanto o atual presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, quanto seus antecessores defendem que, ao controlar a inflação, o BC contribui para o crescimento do País no longo prazo. Além disso, a questão do crescimento e da geração de emprego já são consideradas nas decisões sobre a Selic. Existe ainda o entendimento de que, mesmo no Fed, o controle da inflação é o objetivo que se sobrepõe na calibragem dos juros básicos.
 

Na prática, ao se estabelecer objetivos adicionais – como o pleno emprego – o BC estaria sujeito a mais críticas e, tecnicamente, também poderia ter mais dificuldades para atuar. Como subir juros (para controlar a inflação) sem prejudicar o emprego no curto prazo?

Em um primeiro momento, Mota defendeu que “atribuir mandato duplo abriria espaço para o Banco Central ser afetado pelo ciclo político, sendo potencialmente mais pressionado a estimular a atividade econômica e o emprego no curto prazo”. No relatório mais recente, porém, o parlamentar afirmou que “é possível contemplar na atuação do Banco Central as legítimas preocupações com o pleno emprego, sem dar azo aos riscos cogitados na minha última manifestação”.

Alterações

Com o projeto na pauta, parlamentares ainda se dividem sobre as metas da instituição na proposta. Um dos principais defensores de mais objetivos para o BC é o líder do MDB na Casa, Eduardo Braga (AM). Na terça-feira, ele apresentou uma emenda (sugestão de mudança ao texto) que estabelece o pleno emprego como objetivo a ser perseguido pelo BC, por meio de uma redação mais enfática que o projeto atual – este, por sua vez traz, o emprego como objetivo acessório, e não principal.

Contrário a essa proposta, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) tenta retomar o conteúdo do projeto aprovado em fevereiro pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O tucano apresentou ontem emenda para suavizar o mandato do BC no projeto, mantendo a estabilidade de preços como objetivo central. Como meta acessória, sugere Tasso, o banco “também tem por objetivos suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e zelar pela solidez e eficiência do Sistema Financeiro Nacional”.
 

No início da pandemia de covid-19, o governo apontou o projeto de autonomia do BC como prioridade no Senado, apesar de uma proposta de autoria do próprio Executivo tramitar na Câmara. Nesta semana, quando o Senado fez sessões presenciais para votar indicações do presidente Jair Bolsonaro, o governo tentou desengavetar o projeto de autonomia e aproveitar a agenda para a votação.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

SINDMAR (@SINDMAR) | Twitter

O projeto que facilita a navegação comercial da costa brasileira, conhecido como BR do Mar, só deve deslanchar na Câmara quando a briga pela presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) estiver resolvida. A avaliação é do deputado João Carlos Gurgel (PSL-SP), escolhido para relatar a medida que tem como objetivo aumentar o volume de cargas da chamada navegação de cabotagem, entre portos ou pontos da costa de um mesmo país.

Apesar de uma sessão plenária ter sido marcada para a próxima terça-feira, a disputa pela CMO já atrasou a previsão do governo, que queria avançar na apreciação do BR do Mar nesta semana. Além disso, não há garantias de que o imbróglio envolvendo a comissão do Orçamento esteja resolvida até a próxima sessão. “Nós temos ainda aqui o problema da CMO, que está travando a pauta da Câmara. Terá sessão na terça-feira. Se já estiver instaurada a CMO, a sessão vai a frente”, diz Gurgel.

Enquanto a solução não vem, o deputado aproveita o tempo para se inteirar do projeto e ouvir os setores, já que recebeu o relatório do texto somente no último dia 16. A nomeação chegou dois meses depois de a proposta chegar ao Congresso, enviada pelo governo em regime de urgência constitucional para ser votado em 45 dias, prazo já estourado.

“Eu vou apresentar tão logo sinta segurança de que o trabalho está feito de forma correta. Se ele for motivo de trancar pauta, não vou deixar o País parado por causa dele, essa é minha posição. A hora que destravar (a CMO), eu coloco o projeto para ser discutido e votado”, afirma Gurgel.

Entre os pilares do projeto estão as regras mais flexíveis para afretamento de embarcações estrangeiras para uso na cabotagem. Com isso, o Executivo espera aumentar a frota e impulsionar a participação do modal no transporte de cargas. O relator, por sua vez, já avisa que seu parecer fará ajustes no texto do governo, que recebeu 83 emendas de deputados.

Fretes
Sem adiantar quais alterações trará em seu parecer, o deputado afirma que um dos pontos discutidos com o governo é sobre o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRRM). Diversas emendas sugerem a redução ou a isenção do frete para navegação de longo curso. O pleito vem principalmente do agronegócio, já que a alíquota de 25% tem peso significativo no preço de fertilizantes.

“O que posso te adiantar é que estamos buscando um meio termo, ajuste que contemple (o Ministério da) Economia e contemple a Infraestrutura. São várias coisas que estamos discutindo, prazo, alíquota”, afirma o deputado.

Gurgel, que era sargento da Polícia Militar, também ressalta ter vontade de incluir no seu parecer uma regulamentação sobre a competência de fiscalização no transporte de cabotagem. “Eu queria já nesse projeto regular a atuação da segurança pública. Vai gerar um novo mercado, uma nova BR. E a competência não está muito clara. É competência da Marinha? É. É competência da PF? É”, comenta o deputado, que já se vê praticamente vencido na discussão.

“Há um consenso de não querer misturar. Talvez eu não vá fazer o que eu gostaria que fosse, para não prejudicar o projeto, mas talvez apresente projeto em separado sobre essa questão”, diz ele.

A medida, enviada pelo governo em agosto, tem como objetivo aumentar o volume de cargas da navegação de cabotagem. O governo espera ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.

O texto, porém, perdeu, no fim de setembro, o status de urgência – ou seja, se não fosse votado, trancaria a pauta da Câmara.

Fonte: Estadão

 

Bandeiras da campanha do Brexit diante do Parlamento britânico, em Londres, em outubro de 2019.

REUTERS/Henry Nicholls

Com janeiro a aproximar-se a passos largos, e a consequente saída do Reino Unido da União Europeia, os portos britânicos preparam-se para o Brexit, com ou sem acordo comercial.

Depois de quase quatro décadas com as mercadorias a circular livremente, os portos da Grã-Bretanha enfrentam agora o desafio de levantar fronteiras aduaneiras com os 27 Estados-membros do bloco europeu, o seu maior parceiro comercial.

 Laurence Dettman é inspetor de saúde no Porto de Hull, no norte de Inglaterra e explica que estavam preparados para o Brexit se ocorresse sem problemas, "mas as coisas avançaram, como avançaram, politicamente. Este ano tem sido uma preocupação, até agora, com as questões da Covid-19. Não se pode dizer que estejam confiantes de que tudo vai correr bem, longe disso."
 

O Porto de Hull não enfrenta, para já, as perturbações esperadas no condado de Kent. O Porto de Dover está a construir um depósito de desalfandegamento com espaço para até 2.000 camiões.

Mais de 80% das mercadorias que passam pelos dois portos do rio Humber são provenientes da União Europeia, segundo o porta-voz da Associated British Ports, Dafydd Williams:

"Todos os consumidores notariam se algo acontecesse nos portos de Humber. O maior exemplo disso seria no setor da energia. Assim, cerca de 10% de toda a energia do Reino Unido é fornecida por materiais que atravessam os portos Humber. Para além disso, todos os alimentos e os fornecimentos médicos em proporções significativas passam também por aqui. Se algo acontecesse aqui ou não se conseguisse manter os portos abertos, seria apenas uma questão de duas ou três semanas até que a nação ficasse realmente em dificuldades".

Caso o Reino Unido e a União Europeia não consigam chegar a um acordo de comércio livre antes do final do ano, serão aplicadas tarifas a muitas mercadorias, trazendo mais perturbação, burocracia e despesas.

De acordo com um estudo da Universidade London School of Economics, o custo de um Brexit sem acordo, para a economia do Reino Unido, será três vezes superior ao da pandemia da Covid-19.

FONTE: EURONEWS

Plataforma da Petrobras na Bacia de Campos, litoral do RJ - Bruno Domingos

Imagem: Bruno Domingos

Estudo do Dieese feito a pedido do Sindipetro Norte Fluminense, entidade ligada à Federação Única dos Petroleiros (FUP), revelou que de acordo com dados de julho de 2020, a parte do litoral fluminense da bacia de Campos, que já foi a estrela em termos de produção da Petrobras, teve uma queda de 45% nos volumes de petróleo nos últimos 10 anos, e hoje opera com 21 unidades. Juntas, as plataformas produzem uma média diária de 659,4 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Em 2010, estas mesmas plataformas produziam 1,2 milhão de boe/d, informou a FUP em nota.

 Ainda segundo a FUP, a Petrobras, que já teve o predomínio absoluto das plataformas da região, hoje é minoria em operação. De 2010 a maio de 2020, a companhia deixou de utilizar 38 plataformas que operavam na bacia de Campos.
 

“Estas foram paralisadas, vendidas ou hibernadas pela empresa – e atualmente nada produzem, embora já tenham produzido cerca de 440 mil boe/dia em 2010”, segundo a federação, destacando que há 10 anos a bacia de Campos representava 79% da produção nacional e hoje essa fatia é de 33%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a política de redução da Petrobras na região já cortou 56 mil postos de trabalho em todos os setores da economia das cidades de Campos e Macaé, destacou a FUP no estudo.

 “Na bacia de Campos, somente a Petrobras cortou 25% dos empregos entre 2014 e junho de 2020. A empresa fechou 4.282 postos de trabalho, a maioria através de Plano de Demissão Voluntária. Para cada quatro postos de trabalho da companhia na bacia de Campos, um foi fechado”, afirmou a FUP.
 
FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

 

 

FAQ eSocial

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nesta quinta-feira (22) uma nova rodada de flexibilização de normas trabalhistas.

Um dos pontos do pacote trata da revisão das normas de segurança no trabalho para o setor de agricultura, pecuária, silvicultura e aquicultura. Com isso, o governo diz que as empresas economizarão cerca de R$ 4 bilhões por ano, com redução de multas e despesas.

Além disso, o Descomplica Trabalhista, nome dado ao programa de revisão de regras e redução de burocracia, revogou 48 atos portarias do antigo Ministério do Trabalho.

O governo também anunciou uma simplificação do eSocial – sistema de envio de dados trabalhistas. Segundo o Ministério da Economia, o formulário foi enxugado. Por exemplo, o CPF passa a ser o único número de identificação do trabalhador, dispensando a necessidade de outros dados como PIS.

“Uma redução da burocracia para a geração de oportunidades”, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, ressaltando que os direitos do trabalhadores estão preservados.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou ao evento ladeado pelos generais Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, e Walter Braga Netto, ministro da Casa Civil.

Ao discursar, disse que o governo retomará a agenda de reformas –as tributária e administrativa estão paradas no Congresso– e disse que as medidas de desburocratização anunciadas no evento vão na linha do objetivo inicial do governo de facilitar a vida de investidores.

"Queríamos tirar o Estado ou o governo do cangote das pessoas. Em algumas semanas, vamos apresentar 2 mil simplificações para tirar o estado do cangote da população", afirmou.

As NRs são um conjunto de normas de segurança e medicina do trabalho que devem ser seguidas obrigatoriamente pelas empresas que tenham empregados regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Desde o ano passado, o governo iniciou o processo de corte de 90% dessas regras. São 37 normas regulamentadoras, conhecidas como NRs, que reúnem 6,8 mil regras distintas.

Para o governo, esse arcabouço regulatório representa um grande potencial de multas a empresas por fiscais do trabalho e uma carga que impacta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros.

A flexibilização da NR 31, do setor agropecuário, foi anunciada pelo presidente em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do ministro Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura).

Segundo Bianco, as 48 portarias revogadas eram “inúteis” e o ato teve apoio dos representantes dos patrões, empregados e do governo numa comissão de revisão das normas trabalhistas.

Ele citou, por exemplo, que as regras determinavam que pequenos produtores de vacas tivessem que fazer um plano de prevenção de riscos ambientais todos os anos.

O processo de flexibilização das normas começou em agosto de 2019, com a publicação da nova NR 12, que trata de segurança no trabalho com máquinas e equipamentos, e da nova NR 1, que dá disposições gerais sobre saúde e segurança. Na ocasião, o governo revogou a NR 2, sobre inspeção prévia.

Em setembro do ano passado, foram enxugadas mais três normas regulamentadoras: NR 3, sobre embargo e interdição; a NR 24, que trata das condições de higiene e conforto nos locais de trabalho; e a NR 28, de fiscalização e penalidades.

O Ministério da Economia informou, na época, que, com a revisão da NR 28, caiu para 4 mil o número de possibilidades de multa para todo o setor produtivo. Isso não significa, porém, que uma mesma empresa está submetida todas essas linhas de fiscalização, pois cada setor tem regras específicas.

Para a construção civil, são 600 itens de fiscalização, enquanto que para o seto de mineração são 534, por exemplo.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

 

 

(iStock/Getty Images)

As pessoas estão sentindo na pele (e na cabeça) as dificuldades de permanecerem tanto tempo em trabalho remoto em um ano pressionado pelas incertezas trazidas pela pandemia. Para algumas, o home office completou sete meses – e sem previsão de retorno ao trabalho presencial.

Pesquisa realizada pela Oracle e Workplace Intelligence com 12 mil funcionários de 11 países mostra que as pessoas nunca estiveram tão estressadas e ansiosas. Para 70% dos brasileiros, 2020 foi o ano mais estressante de suas vidas.

Vantagens trazidas pelo home office, como redução do tempo no trânsito, foram consumidas por jornadas extras de trabalho. Entre os brasileiros, 42% disseram que estão trabalhando ao menos 40 horas a mais por mês – percentual acima da média global (35%). O Brasil também sai na frente entre os que fazem 5 horas adicionais ou mais por semana: 60%, contra a média de 52%.

A pesquisa trouxe outros dados preocupantes: 90% dos brasileiros disseram que problemas de saúde mental no trabalho afetaram sua vida doméstica. E 21% relataram casos da síndrome de Burnout.

Comparados aos trabalhadores de outros países, os brasileiros são os que mais perderam o sono devido ao estresse e ansiedade relacionados ao trabalho (53%).

Por que esse quadro tão sombrio? 

Maicon Rocha, gerente de soluções de recursos humanos na Oracle Brasil, diz que os dados de estresse no trabalho permitem fazer um paralelo com o cenário político, econômico e social do país.

“A pandemia trouxe um cenário de várias incertezas. Incerteza sobre o emprego, sobre a renda, sobre o futuro do país. O momento político e econômico também ficou muito delicado. Tudo isso contribuiu para deixar o trabalhador brasileiro em estado de alerta, fazendo com que ficasse entre os mais estressados do mundo”, diz Maicon.

Mas como tudo isso se reverteu para o trabalho e saúde mental? 

Todas essas preocupações agravaram, segundo Maicon, outros fatores de estresse diário no trabalho, como pressão para atender a padrões de desempenho (44%), lidar com tarefas rotineiras e tediosas (46%) e com cargas de trabalho imprevisíveis (39%). Esses fatores já existiam, mas pioraram na pandemia.

“As pessoas estão trabalhando cada vez mais horas. Quando você menos percebe, marcou reuniões para o horário do almoço ou tarde da noite Está em casa mesmo”, afirma o executivo da Oracle.

A pressão por produzir mais, segundo ele, às vezes parte do próprio funcionário. “A pessoa pensa que precisa se colocar em uma posição essencial, por isso se pressiona a performar de casa da mesma forma que era no escritório. Aumentam o trabalho e a pressão.”

Luana Castro, gerente de TI da Michael Page, diz que muitas empresas já perceberam que trabalhar horas a mais não melhora o desempenho do funcionário. “A performance não está ligada à quantidade de tempo, mas em estar focado em produzir mais.”

E como ficou a vida pessoal? 

Foi muito prejudicada, óbvio. Para 87% os brasileiros, uma das principais dificuldades do trabalho remoto é equilibrar a vida pessoal com a profissional. Mais de 40% disseram que não conseguiram separar uma coisa da outra.

“Primeiro, as pessoas passaram por muitas incertezas. Não sabiam se seriam demitidas, se o salário seria reduzido, não havia uma legislação específica para isso. Isso gerou muita ansiedade, preocupação. Depois, entrou a questão da jornada tripla de trabalho, pais e mães tentando equilibrar a vida profissional com a pessoal, cuidar dos filhos e de todas as outras tarefas”, afirma Luana Castro, gerente de TI da Michael Page.

Maicon diz que a combinação de todos esses fatores gerou uma tempestade perfeita. “De uma hora para outra, todos entraram em estado de alerta, precisando trabalhar de casa e gerir o lado pessoal, os relacionamentos, a família, os problemas da casa com um mundo profissional repleto de anseios, obrigações, responsabilidades.”

Que sintomas as pessoas relataram? 

De acordo com a pesquisa, 87% dos brasileiros enfrentaram desafios enquanto trabalhavam remotamente, com destaque para a falta de distinção entre vida pessoal e profissional (43%) e lidar com desafios crescentes de saúde mental, como estresse e ansiedade (45%).

Por que esse quadro não é bom para o trabalho? 

Porque tudo isso prejudica o desempenho do funcionário, além de comprometer o ambiente de trabalho. De acordo com a pesquisa, 66% dos brasileiros disseram que o estresse, ansiedade ou depressão no local de trabalho reduziram a produtividade e aumentaram a falta de tomada de decisão (61%).

O que as empresas devem fazer? 

Ajudar seus funcionários, pois é isso que os colaboradores esperam de seus empregadores. “As pessoas estão pedindo ajuda, levantando a mão, pedindo ajuda para seus empregadores enxergarem o problema e oferecerem algum tipo de ajuda” afirma Maicon.

O lado bom, segundo Luana, é que várias companhias já abriram os olhos para a necessidade de promover a saúde mental dos colaboradores. “Houve um momento em que as empresas se preocuparam em colocar a atividade física na lista de benefícios. Agora, houve um aumento de oferta de terapias online.”

Tudo isso indica que as pessoas odeiam o home office? 

Não, não é isso. É a combinação dos fatores estressantes do trabalho com a sobrecarga de trabalho em um ambiente de muitas incertezas. De acordo com a pesquisa, 62% dos brasileiros consideram o trabalho remoto mais atraente agora do que antes da pandemia.

Fonte: UOL 6Minutos

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A automação acelerou sua presença nas empresas com o coronavírus, segundo o último estudo do Fórum Econômico Mundial

Que a chegada da pandemia do coronavírus tenha virado de cabeça para baixo as economias mundiais, estrangulando seu tecido empresarial e com ela, deixando milhões de trabalhadores em sérios apuros, é um fato de tal magnitude, que tem causado, da mesma forma , que as fórmulas para se adaptar a esta nova situação sofrem uma aceleração forçada no tempo. A robotização, paradigma do desenvolvimento tecnológico e fruto do progresso industrial, estará a partir de agora muito mais presente nas empresas, resultando numa equalização da força de trabalho entre homens e máquinas. É o que aponta o último estudo do Fórum Econômico Mundial (WEF na sigla em inglês), onde alerta que, em decorrência da irrupção abrupta do covid-19 e a conseqüente recessão geral dos países, até 2025 “em apenas cinco anos”, a distribuição das tarefas será da 50% entre humanos e robôs, o que pode resultar em maior desigualdade.

No relatório intitulado The Future of Jobs 2020(The Future of Jobs 2020), o WEF toma como referência para tirar suas conclusões as pesquisas realizadas com líderes empresariais seniores - principalmente diretores de RH e diretores de estratégia -, que representam quase 300 empresas globais e, juntos, empregam oito milhões de trabalhadores. Segundo suas estimativas, em 2025 o índice de automação da força de trabalho será de 47%, ante os atuais 33%, enquanto os empregos executados por seres humanos representarão 53%, bem abaixo dos atuais 67%. “A automação e uma nova divisão de trabalho entre humanos e máquinas irão deslocar 85 milhões de empregos em todo o mundo em empresas de médio e grande porte em 15 setores e 26 economias”, diz a análise, que em vez disso,da Quarta Revolução Industrial , como a inteligência artificial, e nos campos da criação de conteúdo ”.

“A integração dos robôs nas empresas está ligada ao advento da Quarta Revolução Industrial ou também chamada de Indústria 4.0. Seu objetivo é combinar os processos automáticos atuais e as tecnologias inteligentes que existem hoje para criar novas linhas automatizadas que permitem o acesso a todos os dados necessários em tempo real ”, afirma Ander San Vicente, engenheiro industrial.

Essa mudança na distribuição do trabalho preocupa os sindicatos, que concentram seus temores naquele grupo de trabalhadores que poderia ficar à margem desse novo avanço. “O que o futuro da implementação tecnológica nos leva é a uma redução drástica do emprego como a conhecemos. Muito se fala em treinamento para que esses novos nichos de trabalho sejam preenchidos. Mas por mais que queiramos correr, já existe uma parte da população que não terá possibilidade de acessá-los ”, avisa Gonzalo Pino, secretário de Política Sindical da UGT.“ A necessidade de adequação das capacidades dos trabalhadores às a incorporação de novas tecnologias nos processos produtivos é algo que vem ocorrendo historicamente.

“Com a integração de novas tecnologias como robótica, nanotecnologia ou inteligência artificial, não se pretende deixar o trabalhador sem emprego, mas sim permitir-lhe realizar tarefas com maior valor acrescentado e que as máquinas façam esse trabalho mais monótono ”, acrescenta San Vicente.

O predomínio da tecnologia na melhoria contínua da eficiência e da produtividade implica também, na opinião dos representantes dos trabalhadores, a necessidade de alteração do quadro regulamentar da concepção de trabalho. “A ruptura tecnológica que está ocorrendo na esfera produtiva tem que ser governada. Aspiramos governar a partir da negociação coletiva e do diálogo social com um objetivo, acreditamos que os benefícios que isso acarreta são distribuídos de forma equitativa. Que toda a sociedade seja beneficiada por essa transformação tecnológica ”, afirma Gutiérrez. “Devemos ir na direção de que todos os processos que estão sendo introduzidos a partir da tecnologia sejam revertidos para a sociedade. O robô paga ou não paga impostos? Deve remunerá-los na medida em que a massa de trabalhadores for reduzida ”, diz Pino.

"A Covid-19 acelerou a chegada do futuro do trabalho", disse Saadia Zahidi, diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial. “A aceleração da automação e as consequências da recessão provocada pela pandemia acentuaram as desigualdades existentes nos mercados de trabalho e reverteram os avanços no emprego que se materializaram desde a crise financeira global de 2007-2008. É um duplo cenário de dificuldades que representa mais um entrave para os trabalhadores em um momento tão difícil ”, completa.

Interrupção do teletrabalho

Conforme reconhecido por 43% das empresas pesquisadas no relatório, elas vão reduzir sua força de trabalho devido à integração da tecnologia, enquanto 41% planejam expandir o uso de terceirizados para trabalhos especializados e 34% planejam expandir sua força de trabalho devido a integração tecnológica. Como tem acontecido nos últimos anos, o túnel de entrada da robotização está focado principalmente no processamento de informações e dados, tarefas administrativas e trabalhos manuais de rotina para trabalhos administrativos e produtivos. O relatório do Fórum Econômico Mundial adverte que metade dos trabalhadores que manterem seus empregos nos próximos cinco anos devem “fazer cursos para fortalecer suas habilidades básicas”.

Para fundamentar a previsão de agravamento da desigualdade, o WEF conta com estudo realizado pelo ADP Research Institute em que, após analisar as consequências do impacto do coronavírus no mercado dos Estados Unidos, resolveu que “as repercussões do Crise financeira global de 2008 em pessoas com níveis educacionais mais baixos, em comparação com a covid-19, as atuais são muito mais importantes e têm maior probabilidade de exacerbar as desigualdades existentes ”.

Outra das fórmulas de trabalho que a presente votação resolveu, e parece que também o fará, pelo menos no futuro imediato, é o teletrabalho. De acordo com o relatório, 84% dos empregadores estão preparados para digitalizar processos de trabalho e afirmam que “existe a possibilidade de que 44% de sua força de trabalho vá trabalhar remotamente”. No entanto, 78% dos empregadores acreditam que este novo formato de trabalho terá um impacto negativo na produtividade dos seus trabalhadores, por isso procuram conceber um sistema viável que mantenha a eficácia das tarefas realizadas à distância.

FONTE: EL PAÍS

 

Alta foi de 33,1% no período, elevando taxa de desemprego de 10,7% para 14%.

Dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em cinco meses, aumentou em cerca de 3,4 milhões o número de desempregados diante da pandemia do novo coronavírus, uma alta de 33,1% no período.

Em maio, a população desempregada no Brasil somava 10,1 milhões de pessoas. Ao final de setembro, esse contingente era de 13,5 milhões.

Brasil registrou alta de 33,1% no número de desempregados diante da pandemia — Foto: Economia/G1

Brasil registrou alta de 33,1% no número de desempregados diante da pandemia — Foto: Economia/G1

Já a população ocupada no mercado de trabalho diminuiu em 1,5 milhão no mesmo período. Segundo a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, a alta no desemprego é explicada pelo maior número de pessoas voltando a procurar emprego diante da flexibilização do isolamento social pelo país.

“Há um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações até o mês de julho quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, explicou Maria Lúcia.

Com o aumento do número de desempregados, a taxa de desemprego ficou em 14%.

Na comparação com a quarta semana de setembro, terminada no dia 26, houve um pequeno recuo tanto do número de desocupados quanto da taxa de desemprego - eram, respectivamente, 14 milhões de pessoas e 14,4%, recordes de toda a série. No entanto, o IBGE classifica a diferença como estabilidade estatística.

O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil. Esta foi a última edição da pesquisa semanal.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.

Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes a julho, quando o país atingiu taxa de desemprego recorde, de 13,8%, com mais de 13,1 milhões de brasileiros em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho.

14 estados têm taxa de desemprego superior à média nacional

De acordo com o levantamento, das 27 Unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, 14 tiveram taxa de desemprego superior à média nacional.

A menor taxa foi observada em Santa Catarina (7,8%), enquanto a maior foi registrada na Bahia (19,6%).

Em 14 estados, taxa de desemprego em setembro superou a média nacional.  — Foto: Economia/G1

Em 14 estados, taxa de desemprego em setembro superou a média nacional. 

Somente dois estados registram redução do número de desempregados entre maio e setembro: Santa Catarina, com uma queda de 1,5%, e Mato Grosso, com um recuo de 3,4%.

Dentre os estados que tiveram alta no contingente de desempregados, Sergipe foi o que apresentou a maior variação, de 126,2%, seguido pelo Maranhão, com avanço de 93,7%, e Ceará, com aumento de 83,5%.

FONTE: G1

 

 

Busca por "salários" - Jornal Estado de Minas | Notícias Online

(foto: Getty Images)

O ex-presidente do Banco Central (BC) e do BNDES Pérsio Arida defendeu, na noite desta quarta-feira, 21, que é possível gastar mais para dar condições mínimas de vida para as pessoas menos favorecidas. Ele fez esta afirmação durante uma “live” organizada pela FEA-USP, ao discorrer sobre sua visão em relação ao programa Renda Cidadã.

Para isso, de acordo com o ex-banqueiro central, o governo deveria agir para cortar gastos, incluindo os elevadíssimos salários públicos e despesas. “Dá para gastar mais e dar condições mínimas para as pessoas”, afirmou. O mesmo, segundo ele, vale para os investimentos em educação e saneamento. “Cortar gastos e investir em educação não é uma escolha econômica, mas moral”, disse.
 

Hiperinflação

Ao ser instado a falar sobre sua participação na equipe econômica que criou o Plano Real e debelou a hiperinflação no País, Arida lembrou do paper que escreveu a quatro mãos com o economista André Lara Resende, o embrião do Plano Real chamada de “proposta Larida” de estabilização econômica.

“Eu e o André (Lara Resende) escrevemos o paper que ficou conhecido como a proposta Arida de anos antes. O documento repercutiu muito mal, não foi bem aceito pela academia”, disse.
 

A proposta Arida tinha como fio condutor a indexação e contemplou o entendimento do impacto que o congelamento de preços teria no imaginário popular. Mas de acordo com o ex-BC, à época, o Brasil tinha um líder que tinha um projeto para o País e com capacidade para galvanizar as ideias e as pessoas. Hoje, de acordo com Arida, não faltam boas ideias nem pessoas capacitadas, mas sim um líder para coordenar tudo isso.

“Temos boas ideias e pessoas capacitadas, mas infelizmente temos o Bolsonaro, que não tem visão de futuro”, criticou.

FONTE: Estadão Conteúdo

 

Reprodução: Pixabay.com

Embora não se possa admitir, em abstrato, a penhora de remuneração com base no parágrafo 2º do artigo 833 do Código de Processo Civil, é possível determinar a constrição, à luz da interpretação dada ao inciso IV da mesma norma quando, concretamente, ficar demonstrado nos autos que tal medida não compromete a subsistência digna do devedor e sua família.

Com esse entendimento, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça admitiu a possibilidade de penhorar o salário de uma devedora para arcar com o pagamento de honorários advocatícios. O acórdão deu interpretação à decisão recente da Corte Especial, que fixou entendimento diverso por maioria apertada. Nos dois casos, a relatora é a ministra Nancy Andrighi.

O artigo 833 do CPC é o que define o que é impenhorável. O inciso IV, no que interessa, coloca como impenhorável os vencimentos, os subsídios, os salários, as remunerações destinadas ao sustento do devedor e de sua família.

Depois, o parágrafo 2º diz que a impenhorabilidade o inciso IV "não se aplica à hipótese de penhora para pagamento de prestação alimentícia, independentemente de sua origem".

O que Corte Especial decidiu

Em 3 de agosto, a Corte Especial encerrou o julgamento de recurso no qual definiu que, ao abrir exceção à regra da impenhorabilidade de verba alimentar para pagamento de "prestação alimentícia", o parágrafo 2º do artigo 833 do Código de Processo Civil abarca somente alimentos familiares, indenizatórios ou voluntários.

No voto da ministra Nancy, que foi acompanhada por outros seis ministros, ela esclareceu que o termo "prestação alimentícia" não se aplica às demais verbas de natureza alimentar, como os honorários advocatícios.

"Logo, não é possível a penhora de verbas remuneratórias para o pagamento de honorários advocatícios", concluiu.

Ficaram vencidos seis ministros, dentre os quais o ministro Raul Araújo, que apontou que o legislador do CPC 2015 conferiu ao intérprete certa margem de liberdade para mitigar a regra da impenhorabilidade, o que deve ocorrer de acordo com o caso concreto.

Como interpretou a 3ª Turma

Em 13 de outubro, a 3ª Turma do STJ aplicou o precedente e não permitiu a penhora do salário da devedora para o pagamento de honorários advocatícios. Mas o voto da ministra Nancy abriu a expressa possibilidade de isso ocorrer.

"Há de ser reconhecida a possibilidade de que nova penhora de parte da remuneração da recorrida seja posteriormente determinada, com base na interpretação dada por esta Corte ao artigo 833, IV, do CPC/15, desde que demonstrado, concretamente, que tal medida não compromete a sua subsistência digna e de sua família", apontou a relatora

A posição foi ressaltada no voto levando em consideração que, no caso concreto em julgamento, o valor dos honorários cobrados é de R$ 800, enquanto que a renda mensal da devedora é de R$ 6,5 mil. O percentual da dívida em relação ao salário é de 12%. No julgamento da Corte Especial, o pedido de penhora era de 15% dos vencimentos.

Segundo a ministra Nancy, "decidiu-se que, embora não se possa admitir, em abstrato, a penhora de remuneração com base no parágrafo 2º do artigo 833 do CPC/15, é possível determinar a constrição, à luz da interpretação dada ao artigo 833, IV, do CPC/15, quando, concretamente, ficar demonstrado nos autos que tal medida não compromete a subsistência digna do devedor e sua família".

FONTE: DIREITO NEWS

Reprodução/Instituto Butantan

Segundo o ministério, o processo de aquisição ocorreria somente após o imunizante ser aprovado e obter o registro junto à Anvisa.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (21) que o governo federal não comprará a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com ele, antes de ser disponibilizada para a população, a vacina deverá ser “comprovada cientificamente” pelo Ministério da Saúde e certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O povo brasileiro não será cobaia de ninguém. Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”, escreveu Bolsonaro em publicação nas redes sociais.

Ontem (21), após reunião virtual com governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que previa 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Segundo o ministério, o processo de aquisição ocorreria somente após o imunizante ser aprovado e obter o registro junto à Anvisa. Para auxiliar na produção da vacina, a pasta já havia anunciado o investimento de R$ 80 milhões para ampliação da estrutura do Butantan.

A CoronaVac já está na Fase 3 de testes em humanos e, segundo Instituto Butantan, ela é uma vacina segura, ou seja, não apresenta efeitos colaterais graves. Ao todo, os testes serão realizados em 13 mil voluntários e a expectativa é que sejam finalizados até dezembro.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, ou seja, comprove que ela realmente protege contra o novo coronavírus, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. A CoronaVac prevê a administração de duas doses por pessoa.

Fonte: Agência Brasil