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A Petrobras está negociando a venda da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, com a norte-americana Chevron, de acordo com três fontes com o conhecimento do assunto.

Uma das fontes indicou que estão avançadas as negociações para a venda do ativo, que esteve no foco das investigações da operação Lava Jato sobre corrupção envolvendo a estatal brasileira.

A negociação ocorre no momento em que companhias de petróleo dos EUA estão buscando expandir as operações de refino para absorver os grandes volumes de petróleo de “shale” que estão sendo extraídos no país.

Segundo uma fonte da indústria de petróleo nos EUA, a companhia norte-americana “está muito perto de adquirir Pasadena”, refinaria com capacidade de processamento de 110 mil barris por dia.

No Brasil, uma segunda fonte com conhecimento da situação, que também pediu para não ser identificada, confirmou as negociações com a Chevron.

“Pode ser sim, Pasadena pode ser vendida (para Chevron). Há conversas em andamento, e só posso dizer isso”, disse.

O processo de venda de Pasadena —cuja compra pela Petrobras teria causado prejuízo para a estatal de mais de meio bilhão de dólares, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU)— foi iniciado em fevereiro deste ano.

Em maio, a Petrobras iniciou a fase vinculante do processo de venda do ativo, em que interessados habilitados em uma fase anterior da negociação recebem cartas-convite com instruções detalhadas e orientações para realização de due dilligence.

Depois disso, a estatal não divulgou mais informações sobre o processo de venda.

Procuradas nesta quinta-feira, a Petrobras e a Chevron não comentaram o assunto imediatamente.

Quando anunciou a venda de Pasadena, a Petrobras afirmou que o negócio incluiria todo o sistema de operações de refino, tanques com capacidade de armazenamento de 5,1 milhões de barris de petróleo e derivados, terminal marítimo e estoques associados.

Há alguns anos, a Petrobras reconheceu, por conta dos problemas de corrupção, baixas contábeis de 530 milhões de dólares relacionadas a ajustes no valor percebido da refinaria, em um caso que atingiu também a ex-presidente Dilma Rousseff, que na época da compra da refinaria era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Em 2014, quando questionada sobre os problemas na aquisição de Pasadena, a então presidente Dilma afirmou que recebeu informações incompletas das diretorias da Petrobras responsáveis pela negociação, que a induziram a aprovar o negócio, segundo ela.

Na época da compra de Pasadena, Dilma também era ministra da Casa Civil do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao todo, a Petrobras pagou cerca de 1,2 bilhão de dólares por Pasadena, em negócio que envolveu inicialmente 50 por cento do ativo, por 360 milhões de dólares, em 2005.

Após uma disputa em uma câmara de arbitragem com a sócia Astra Oil, a petroleira brasileira foi obrigada a desembolsar milhões de dólares adicionais pela outra metade do ativo.

Fonte: Reuters

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O menor crescimento esperado para as economias da América Latina este ano elevou a previsão de desemprego, que deve se manter próximo de 9,3%, segundo relatório da CEPAL e da OIT divulgado nesta terça-feira.

"Neste novo cenário menos otimista espera-se que, em média, a taxa de desemprego urbano apresente poucas mudanças em relação a 2017, situando-se por volta de 9,3%", aponta o relatório conjunto da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Depois que a região atingiu sua taxa mais alta em 12 anos no ano passado (9,3%), em maio previu-se um desemprego de 9% para 2018, o primeiro declínio em quatro anos em decorrência de uma recuperação econômica modesta.

No entanto, a expansão da economia regional foi menos dinâmica do que o esperado. A estimativa de crescimento regional para 2018 reduziu de 2,2% no final de 2017 para 1,3% em outubro de 2018.

E embora no primeiro semestre de 2018 tenha registrado pela primeira vez uma redução do desemprego de 0,1 ponto percentual - após sete semestres de aumentos interanuais - essa queda não se repetirá para o segundo semestre do ano, prevê o relatório.

No primeiro semestre do ano, o desemprego no Brasil atingiu 14,7%, enquanto na Argentina subiu para 9,4%. No Uruguai foi de 8,7%, na Colômbia de 10,7%, no Equador de 5%, no México de 3,5%, no Peru de 7,1% e no Paraguai de 7,4%.

CEPAL e OIT também projetam "que a transição para a sustentabilidade energética gerará mais de um milhão de empregos na América Latina e no Caribe até 2030".

Da mesma forma, a transição para uma economia circular, "na qual a eficiência e a vida útil dos materiais é melhorada ao promover a durabilidade e a capacidade de reparação, remanufatura, reutilização e reciclagem", geraria 4,8 milhões de empregos em 2030.

"A criação de empregos nos setores de reprocessamento de aço, alumínio, madeira e outros metais mais do que compensará as perdas associadas à extração de minerais e outros materiais", explicou o relatório.

FONTE:JORNAL ESTADO DE MINAS

 

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Ministros avaliam que prática gera no trabalhador apreensão, insegurança e angústia

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, reformou decisão da segunda instância, e condenou a Telefônica Brasil S.A. a pagar uma indenização de R$ 3.500, por danos morais, a um vendedor que – fora do horário de trabalho – era “cobrado” quanto ao atendimento de metas, por meio do aplicativo WhatsApp.

Conforme a ementa do acórdão da Turma do TST, agora publicado, “condutas como esta extrapolam os limites aceitáveis no exercício do poder diretivo do trabalho dos empregados pelo empregador, gerando ao trabalhador apreensão, insegurança e angústia”.

“Nesse contexto, embora o Tribunal Regional tenha entendido pela ausência de ato ilícito apto a ensejar prejuízo moral ao empregado, sob o fundamento de que não havia punição para aqueles que não respondessem às mensagens de cobrança de metas, é desnecessária a prova do prejuízo imaterial, porquanto o dano moral, na espécie, é presumido (in re ipsa), pressupondo apenas a prova dos fatos, mas não do dano em si”- conclui o acórdão do julgamento em que o recurso de revista foi conhecido por divergência jurisprudencial e provido.

Caso

Na reclamação trabalhista inicial, o vendedor afirmou que sofria assédio moral da Telefônica, com pressões excessivas por resultados e ameaças de demissão se não atingisse metas. A situação, conforme alegou, afetou sua vida privada, sua imagem pessoal e sua integridade psicológica.

As testemunhas ouvidas no processo confirmaram que os empregados eram cobrados durante e depois do expediente pelo WhatsApp, e que os “números” de cada vendedor eram expostos tanto nas mensagens pelo aplicativo quanto no mural da empresa. Segundo uma depoente, se alguém não respondesse às mensagens enviadas fora do horário de trabalho, o gerente perguntava o motivo.

O juízo da 48ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG) julgara improcedente o pedido de indenização. Segundo a sentença, os depoimentos das testemunhas não demonstraram que havia pressão excessiva: “A pressão por cumprimento de metas é inerente à função de vendedor, e a conduta da empresa neste sentido, por si só, não caracteriza assédio moral, mais ainda quando não comprovado de forma cabal eventual abuso”.

Ao confirmar a sentença, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região registrou que o WhatsApp “está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, inclusive em ambientes corporativos”. Para o TRT, o uso do aplicativo “pode até ser benéfico”, e o que deve ser combatido é o “uso pernicioso decorrente do excesso de trabalho”, o que não ficou demonstrado no caso. “Se o empregado não quisesse responder ou até mesmo ler a mensagem, poderia assim proceder”, registrou a decisão.

No julgamento do recurso no TST, o ministro-relator Alexandre Agra Belmonte distinguiu o “uso” do “abuso”. E acrescentou: “Se não era para responder, por que enviar a mensagem por WhatsApp? Mandou a mensagem para qual finalidade? Se não era para responder, deixasse para o dia seguinte. Para que mandar mensagem fora do horário de trabalho?”.

FONTE: JOTA

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A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou mudanças nas regras para o interrogatório em audiências de processos trabalhistas. As alterações estão previstas no PL 6509/16, do deputado Carlos Bezerra (MDB/MT). A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A principal mudança impede que a parte assistida por advogado esteja presente durante o depoimento da outra parte. A intenção é que um depoimento não influencie o outro, regra já presente no Código de Processo Civil (Lei 13.105/15) e adotada na jurisprudência trabalhista.


Segundo o relator, deputado Lucas Vergilio (SD/GO), o projeto torna lei o que já é hábito nas audiências trabalhistas. Ao incluir a determinação na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43), retira a lacuna existente na legislação.

“A finalidade desta regra é a de evitar que uma das partes seja favorecida pela possibilidade de predeterminar seu depoimento de acordo com o que ouviu da outra, o que significaria afronta à igualdade no processo.”

A proposta moderniza o texto da CLT ao retirar expressões referentes ao “presidente da sessão” ou “juiz temporário”, relacionadas à extinta representação classista na Justiça do Trabalho.

Além disso, o texto deixa claro que o juiz poderá interrogar os litigantes por sua iniciativa ou a pedido de outra parte; e que o livre interrogatório poderá ser usado como meio de prova no processo.

FONTE: AMO DIREITO

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Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, 137.336 postos formais de trabalho foram criados no mês de setembro, número medido a partir da diferença entre contratações e demissões. A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em setembro de 2013. Para esclarecer esse fenômeno, o Jornal da USP no Ar conversou com o professor Wilson Amorim, do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP.

A crise econômica também atingiu o mercado de trabalho e o especialista revela que setembro foi o único mês, desde 2014, que mostrou expressividade na criação de postos de emprego. Apesar de a situação apresentar uma leve recuperação, o País ainda não atingiu as taxas de geração de emprego de antes do início da crise, que eliminou quase 3 milhões de postos de trabalho no setor privado, completa Amorim. O maior questionamento é em relação a quando acontecerá essa retomada, considerando o aumento populacional e a maior demanda por emprego.

Os setores de destaque na geração de postos de trabalho foram as áreas de serviços e indústria de transformação. O professor explica que duas questões contribuem para o cenário, além da maior concentração de empregos em serviços no Brasil. A sazonalidade é uma delas, em que ocorre o aumento de ocupação e geração de empregos no segundo semestre, com crescimento da área de produção industrial até meados de novembro e do setor de serviços até dezembro. Outra questão é o dinamismo que a indústria de transformação fornece à economia, pois ela gera demandas para outros campos de trabalho.

Amorim também trata das novas modalidades de contratação propostas pela Reforma Trabalhista, o contrato intermitente e o regime de jornada parcial. A iniciativa permitiu a abertura de novas possibilidades formais de relação empregatícia, mas somou apenas uma pequena parcela na geração de empregos. O especialista afirma que a perspectiva para os próximos meses é de aumento da contratação sazonal, favorecida por essas novas modalidades, porém ressalta que a situação brasileira ainda é incerta. Para o professor, a definição da política econômica pelo novo governo, uma nova legislação trabalhista em vigor e a evolução da tecnologia são âmbitos de mudança para o País que requerem tomada de novas direções.

FONTE: JORNAL DA USP

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Nos últimos cinco anos, quase 400 empresas brasileiras passaram para as mãos de estrangeiros no País. Eles desembolsaram R$ 133 bilhões nesse período para comprar participações em companhias nacionais. O movimento vem crescendo desde 2014, mas ganhou destaque no ano passado, quando as transações envolvendo capital externo avançaram 40% – de 75, em 2016, para 108. 

Neste ano, a expectativa é que, definido o cenário eleitoral na próxima semana, novas operações sejam anunciadas, elevando ainda mais a presença de grupos internacionais no País. Na lista de anúncios esperados, estão operações envolvendo duas gigantes nacionais: Embraer e Braskem.

Os números – levantados pela Transactional Track Record (TTR), que acompanha o volume de fusões e aquisições no mundo – refletem o cenário econômico nacional e externo. Enquanto o Brasil patina na retomada da economia, com empresas em dificuldade e real desvalorizado, o mundo vive uma onda de elevada liquidez. Isso fez os ativos brasileiros virarem alvo de estrangeiros, que veem o Brasil como um mercado consumidor importante.

“Estamos com limite de poupança interna e o mundo tem capital em abundância. Esses recursos que vêm do exterior são até necessários para que as empresas continuem operando”, afirma o professor do Insper, Sérgio Lazzarini, autor do livro Capitalismo de Laços – Os donos do Brasil e suas conexões. 

Ele lembra que empresas importantes para a economia brasileira caíram na Lava Jato e foram obrigadas a vender ativos para pagar dívidas – a exemplo de Odebrecht que se desfez de vários negócios, como a Odebrecht Ambiental, vendida para a canadense Brookfield. “Na recessão, quem tinha dinheiro para marcar território eram os estrangeiros.” 

Os americanos, chineses e franceses foram os que mais se aproveitaram dessa fase de “Brasil barato”, segundo o levantamento da TTR, feito a pedido do Estado. No ranking por número de transações, os EUA fecharam 75 operações entre 2014 e 2018; China, 23; e França, 22. 

Um dos negócios fechados recentemente pelos americanos foi o da multinacional Archer Daniels Midland Company (ADM), que comprou ativos da empresa brasileira Algar Agro. O negócio incluiu as instalações de processamento de oleaginosas em Uberlândia (MG) e Porto Franco (MA). 

Os chineses foram mais ativos no setor de infraestrutura – o que virou alvo de crítica por parte do candidato Jair Bolsonaro (PSL). Ele sinalizou restrição ao capital chinês, especialmente no setor de energia, se for eleito. Nos últimos anos, os asiáticos injetaram bilhões de reais no setor para comprar hidrelétricas das estatais Cesp e Cemig e a distribuidora de energia CPFL. 

Além disso, controlam o Porto São Luís (MA) e têm outros negócios em andamento, como a aquisição da Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira. Os franceses, na terceira posição no ranking da TTR, também compraram ativos importantes na área de energia renovável, petróleo, aeroportos (Aeroporto de Salvador) e tecnologia. 

“Esse movimento vai além da crise; são decisões estratégicas de investidores que olham um horizonte mais longo e veem que, independentemente de quem for governar o Brasil, as reformas são necessárias para o País voltar a crescer”, diz Thiago Rocha, diretor da área de fusões e aquisições do Credit Suisse. Ele afirma que tem percebido um aumento do interesse dos estrangeiros pelo País, especialmente dos europeus.

Fonte: Estadão

 

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Situação econômica é delicada

Prejuízos seriam enormes

antiga proposta de abertura comercial unilateral da economia brasileira, isto é, de redução do Imposto de Importação por decisão do Poder Executivo, voltou a circular no contexto do debate sobre as medidas a serem tomadas pelo novo governo.

Se vier a ser, de fato, implementada, essa ideia eminentemente acadêmica terá consequências reais negativas, porque parte de um diagnóstico errado. Além disso, não está acompanhada de iniciativas que contribuam efetivamente para o aumento da competitividade do país.

O raciocínio de quem defende a abertura unilateral embute um erro: pensar que a baixa produtividade do Brasil é resultado do custo das importações.

No governo Collor, quando o Imposto de Importação médio era cinco vezes maior do que o atual, foi feita uma abertura desse tipo, que resultou no fechamento de empresas, no aumento do desemprego e na desnacionalização de diversos setores da nossa economia.

A produtividade, porém, teve ganhos apenas pontuais e ficou estagnada nas duas décadas seguintes, pois as medidas necessárias para aumentar a competitividade da economia não foram tomadas.

O Brasil tem o 8º maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo, mas não figura nem sequer entre os vinte maiores exportadores e importadores mundiais. Assim, torna-se clara a necessidade de nos integrarmos mais e melhor ao mercado internacional – e esse acesso vai requerer uma maior abertura do país. No entanto, a maneira correta de buscarmos essa inserção é por meio de acordos comerciais.

Ao negociar esses acordos, asseguramos a entrada em novos mercados, pois as tratativas se baseiam no princípio da reciprocidade – um lado faz concessões às importações em troca do mesmo procedimento das outras nações. Hoje, o país só tem acesso livre de barreiras a menos de 8% de todo o comércio internacional de bens, valor muito abaixo de outras economias, como Japão (17%), Estados Unidos (24%) e União Europeia (45%).

Se o governo fizer uma abertura unilateral, nossos parceiros comerciais não terão interesse em negociar conosco, sobretudo no setor no qual somos mais competitivos e em que enfrentamos barreiras em todos os principais mercados: o agronegócio. Os prejuízos a nossas exportações seriam enormes.

Por fim, realizar a abertura unilateral sem adotar as medidas que garantam condições mínimas de concorrência com os produtos estrangeiros seria condenar milhares de empresas ao fechamento e seus trabalhadores ao desemprego. Sem uma reforma tributária que alinhe nosso sistema à média dos países do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), sem investimento em infraestrutura e logística, e sem a desburocratização do comércio exterior, não há como obter sucesso com uma abertura desse tipo.

Estudo realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) com dados oficiais do governo brasileiro demonstra que o custo da burocracia na aduana equivale a um imposto de 14% na importação e de 13% na exportação. A mera execução dos programas já em vigor para reduzir esse encargo, como é o caso do Portal Único de Comércio Exterior, é suficiente para promover uma significativa abertura comercial da economia brasileira, trazendo benefícios também às empresas exportadoras.

Vale, ainda, ressaltar que acordos comerciais requerem a aprovação do Congresso Nacional, processo que confere legitimidade e segurança jurídica à decisão. Já a abertura unilateral pode ser feita por meras medidas administrativas do Poder Executivo, com a participação unicamente de burocratas reunidos a portas fechadas, num processo sem transparência e com decisões que podem ser alteradas a qualquer momento, resultando em insegurança jurídica para as empresas brasileiras.

FONTE: PODER360

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Diante do crescimento da produção e exportação de petróleo previsto para 2019, a Petrobras terá que voltar ao mercado para contratação de novas embarcações que fazem o escoamento da produção das plataformas para a costa, os chamados navios aliviadores, depois de cortar sua frota a partir de um programa de eficiência operacional implementado nos últimos dois anos.

“A produção de petróleo hoje é superior à capacidade de refino. Com o aumento da produção, portanto, haverá um crescimento da exportação, o que exigirá mais aliviadores”, disse o gerente-geral de programação de refino, transporte e comercialização da Petrobras, Roberto Ken Nagao, ao Valor.

Segundo ele, a companhia conseguiu cortar em 27%, a sua frota de embarcações desse tipo, neste ano, por meio de iniciativas de integração de sistemas. A otimização da frota, que caiu de 37 navios para 27, a permitiu à companhia economizar cerca de US$ 66 milhões entre janeiro e setembro.

Essa economia com o aluguel das embarcações foi possível graças a uma melhoria operacional nas operações de ‘offloading’ (transferência do óleo), por meio da integração de sistemas, de acordo com a Petrobras. Nagao explica que o corte da frota de aliviadores foi feito por meio da otimização das operações. Segundo ele, o programa de eficiência operacional reduziu a ociosidade dos navios. “Com isso, conforme os contratos de aluguel das unidades foram vencendo, optamos por não renová-los. Não houve rompimento de contratos, foi um processo”, disse.

Segundo o gerente, o processo de integração de sistemas teve início em 2016, mas só neste ano passou a ser plenamente utilizado para otimizar as operações. “O planejamento das operações de offloading ficou mais integrado ao sistema de planejamento de abastecimento de cada refinaria. Adotamos um sistema com algorítimos que considera os níveis de estoque, a programação de alocação às refinarias, a gestão a bordo dos navios, as datas de alívio e de abastecimento às refinarias”, contou Nagao.

Fonte: Valor

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A Petrobras iniciou na véspera, com seus parceiros do Consórcio BM-S-11, a produção de petróleo e gás natural na área de Lula Extremo Sul, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio da plataforma P-69, a oitava unidade instalada no campo de Lula, disse a petroleira nesta quarta-feira em comunicado.

A plataforma, do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás), está localizada a aproximadamente 290 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro e tem capacidade para processar diariamente até 150 mil barris de óleo e comprimir até 6 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Conforme a Petrobras, a P-69 irá produzir por meio de oito poços produtores, tendo também sete poços injetores.

FONTE:REUTERS

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Enquanto os dois candidatos à Presidência têm demonstrado preocupação com a participação de estrangeiros na infraestrutura, um levantamento mostra que o capital externo está avançando no setor. É o dinheiro vindo de fora que tem garantido os investimentos em petróleo e gás, eletricidade, água, transporte e comunicações no País. Os estrangeiros, que em 2010 respondiam por 27% dos investimentos privados em infraestrutura no Brasil, agora, respondem por 70%. 

A crise econômica e a Operação Lava Jato, que afetou em cheio o negócio das grandes empreiteiras, fizeram os investidores nacionais perderem relevância nas obras de infraestrutura. Nesse período, o volume total de investimentos privados anunciados no setor também despencou: de US$ 142 bilhões, em 2010, para US$ 49,3 bilhões no ano passado. 

Os dados são de um levantamento da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) com base nos investimentos privados anunciados para o setor e coletados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Para o presidente da Sobeet, Luís Afonso Lima, o levantamento deixa claro que o novo governo não pode menosprezar os investidores estrangeiros. “É preciso estimular esse investidor, porque o nacional não está dando conta.” 

Os estrangeiros, segundo o estudo, têm investido mais em projetos novos – cujo potencial para gerar emprego e renda é maior – do que os brasileiros. Desde 2004, a parcela de capital externo destinada a projetos que começaram do zero foi de 28%, ante 23% do capital nacional. 

No programa de Jair Bolsonaro (PSL), a proposta é expandir ferrovias, rodovias e aeroportos, principalmente, com recursos privados. Mas o candidato já declarou restrições à presença chinesa na infraestrutura. O programa de Fernando Haddad (PT) fala em impulsionar o financiamento nacional, com a criação de um fundo constituído com reservas internacionais. A equipe do candidato considera arriscado depender do capital externo. 

Para o especialista em infraestrutura Claudio Frischtak, presidente da consultoria Inter.B, o investimento estrangeiro é muito bem-vindo, desde que obedeça às leis. “Nossa infraestrutura está completamente depreciada”, diz o economista. Neste ano, o investimento público e privado na infraestrutura deve representar 1,7% do PIB. Segundo o Ipea, seriam necessários aportes de 4,15% do PIB ao ano, por duas décadas, para modernizar o setor.

"O investimento estrangeiro é uma alternativa, não sei se para sempre, mas nessa transição, enquanto o setor público estiver muito acanhado, temos de contar com ele”, diz Frischtak.

O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, Venilton Tadini, não vê problemas no avanço do investimento estrangeiro na infraestrutura. “O importante é ter agências reguladoras devidamente estruturadas.” 

Fonte: Estadão

 

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Em um país extenso como o Brasil, a dependência de um único modal de transporte pode motivar sérios transtornos, como vimos no decorrer da greve dos caminhoneiros, que durante dias paralisou diversos setores e causou diversos prejuízos financeiros ao país. Assim modais de transporte alternativos começam a se destacar. A cabotagem, por exemplo, desde 2008 registrou crescimento anual médio de 10%. Porém com os acontecimentos do final do último semestre, a lista de setores empresariais que sondam o potencial do transporte marítimo entre portos nacionais não para de crescer, alavancando ainda mais a cabotagem, que expandiu cerca de 13% durante este período, de acordo com a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem e Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima.

Para estimular o crescimento da cabotagem no Brasil, cerca de US$ 1 bilhão é investido anualmente na renovação da frota. Apesar de ser reconhecido como mais lento que o transporte rodoviário, fator que influencia na sua desvalorização, este modal possui diversos pontos positivos como o frete mais barato em diversos trajetos, taxa de emissão de CO2 que representa apenas um décimo da das rodovias e um terço da das ferrovias, além da eficiência energética.

São diversos os benefícios da cabotagem, mas o que realmente tem impulsionado esta alternativa de transporte é o tabelamento dos fretes rodoviários, condição que ampliou o custo logístico das empresas após a paralisação dos caminhoneiros. Com altos fretes, o transporte rodoviário se tornou menos competitivo e as organizações estão em busca de alternativas mais viáveis para reduzir os custos e a cabotagem, que já era usada em alguns casos, se torna financeiramente mais atrativa e viável em ocorrências de pouca urgência.

Em empresas de grande porte, a cabotagem já é utilizada como alternativa, mas nas pequenas e médias empresas, ela ainda é uma novidade em avaliação, que pode se consolidar com a divisão de contêineres por diversos negociadores. “Em um país como o Brasil, que as rodovias são supervalorizadas, os outros modais vão na contramão e surgem como alternativa em momentos como esse. Com a greve dos caminhoneiros, ficou evidente a importância do desenvolvimento de outras alternativas de transporte. No entanto, isso não significa a morte do transporte rodoviário, todos os modais têm a sua importância e valor na cadeia logística. O que deve ser feito é um planejamento adequado de qual etapa e casos cada um se torna a melhor opção, otimizando todo o processo”, explica a Asia Ship g , multinacional referência no transporte internacional de cargas.

FONTE:EXAME

 

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Chile é o segundo principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul

Brasil e Chile concluíram na sexta-feira (19) discussões para um acordo de livre comércio, informou o Ministério das Relações Exteriores, encerrando as negociações iniciadas em abril do ano passado após quatro rodadas.

"O novo acordo contribuirá para impulsionar os fluxos de comércio e investimentos entre o Brasil e o Chile, nos setores tanto de bens quanto de serviços. Constituirá, ao mesmo tempo, um vetor de aproximação entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico e de reforço da integração regional", afirmou o ministério em nota enviada à imprensa no sábado (20).

O Chile é o segundo principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul. Em 2017, o intercâmbio comercial bilateral alcançou US$ 8,5 bilhões, alta de 22%. De janeiro a setembro deste ano, o comércio entre os dois países somou US$ 7,21 bilhões, expansão de mais de 13% em relação ao mesmo período de 2017.

O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América Latina e principal destino dos investimentos chilenos no exterior, com estoque de US$ 31 bilhões, informou o ministério.

O futuro acordo deverá ser assinado antes do final do ano e complementa um tratado anterior entre o Mercosul e o Chile, sob o qual os países já removeram as tarifas de importação ao comércio bilateral.

Segundo o ministério, o novo acordo incluirá 17 temas de natureza não tarifária, como comércio de serviços; comércio eletrônico; telecomunicações; medidas sanitárias e fitossanitárias; obstáculos técnicos ao comércio; facilitação de comércio; propriedade intelectual; e micro, pequenas e médias empresas.

Entre as primeiras medidas, Brasil e Chile comprometeram-se a eliminar a cobrança de roaming internacional para dados e telefonia móvel entre os dois países.

"Será a primeira vez que o Brasil assume, em acordo bilateral de comércio, compromissos em matéria de comércio eletrônico; boas práticas regulatórias; transparência em anticorrupção; cadeias regionais e globais de valor; gênero; meio ambiente; e assuntos trabalhistas", afirmou a pasta.

FONTE: Reuters