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Um visitante desavisado do 8º Fórum Mundial da Água, que acontece nesta semana em Brasília, poderia sair do evento convicto de que os recursos hídricos no país estão resguardados, dada a tecnologia que revolucionou a produção agrícola no campo, setor que é o grande consumidor de água no Brasil.

Já um outro, que assistisse a uma palestra na sala ao lado, poderia ser convencido de que nunca se teve tanta insegurança no setor.

Isso porque, embora tenha prezado pela diversidade dos temas e origem dos palestrantes, oriundos de mais de cem países, o que se tem visto dentro de parte dos painéis até aqui foi, na maioria das vezes, a falta de visões opostas sobre o tema em discussão.

Um dos painéis, por exemplo, trazia o debate sobre o uso da água para agricultura e produção de alimentos —a estimativa é que 67% do consumo no país seja do setor.

Frisou-se a necessidade de aumentar a captação da água da chuva e o uso de tecnologias, mas pouco se falou sobre o gasto atual da água.

Na mesma mesa, o representante de uma associação de produtores do oeste da Bahia expôs como o Brasil é apenas o sexto país no mundo em área irrigada e como existe potencial para crescimento.

Na saída, o ministro Blairo Maggi (Agricultura) chamou de exagerados e de "lenda urbana" dados que apontam o alto consumo de água para produção de alguns alimentos —carnes, por exemplo.

Outra mesa, sem espaço para perguntas do público e que reuniu os governadores Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), seria para debater "crises hídricas no Brasil", mas se transformou em resumo das obras feitas pelos governos.

Presente, o ministro Helder Barbalho (Integração Nacional) elogiou Alckmin pelo empréstimo ao Nordeste de bombas da Sabesp que haviam sido usadas na captação do volume morto do sistema Cantareira. As bombas agora são usadas na obra de transposição do rio São Francisco.

Barbalho também apresentou dados sobre o uso da água, questionou os riscos em relação à seca e exaltou as obras do São Francisco, "a maior do Brasil".

O que poderia ser uma ponderação à parte dos dados apresentados pelos governadores ocorreu nesta quarta, um dia depois.

Na Vila Cidadã (área do fórum que não cobra ingresso), quatro entidades entregaram ao relator especial da ONU para água e saneamento, Leo Heller, uma denúncia pelo fato de o país não conseguir estabelecer o acesso a água como um direito humano.

Presente na sessão, a tecnóloga em saneamento Zelia Souza, 50, lamentou que a fala dos políticos na mesa que deveria discutir a crise hídrica tenha sido só expositora. "Faltou um contraponto. Eu esperava que alguém fosse efetivamente analisar a questão. Não me interessa o que um político tem a dizer sobre o tema."

estrutura

Diversas mesas trataram ainda do aumento da produtividade e do desenvolvimento com consumo consciente.

Para a marisqueira Janete Sena e sua comunidade às margens do rio Paraguaçu, na Bahia, o desenvolvimento proposto por grandes empresas está equivocado.

Ela estava em um painel sobre crimes ambientais, mas só pôde debater com comunidades locais, sem contato com causadores dos danos.

A falta de informação sobre palestras e a lotação de salas também foram marcas dos primeiros três dias do fórum —que continua até sexta (23).

Até quarta-feira (21), o aplicativo na internet com a programação do evento ainda não trazia os nomes de painelistas de todas as sessões.

Funcionários contratados para receber o público na entrada das salas também não tinham essas informações.

Na programação oficial, a maioria dos painéis de alto nível não tinha dados de todos os participantes. Filas foram constantes nos corredores.

O ex-presidente da ANA (Agência Nacional de Águas) Vicente Andreu quase ficou de fora de uma sessão na terça (20) enquanto tentava entrar com o presidente da Adasa (agência do DF), Paulo Salles. "Mas foi ele que trouxe esse fórum para Brasília", intercedeu uma pessoa próxima.

Em outra sala que discutiu como as cidades podem se adaptar a eventos climáticos extremos, o engenheiro civil Herbert Lacerda ficou meia hora fora da palestra até conseguir um lugar. "Se houvesse uma pré-inscrição para cada evento, a organização saberia qual a demanda das palestras e poderia readequar."

Conhecido como principal evento internacional na discussão sobre acesso e qualidade da água, o fórum também foi brindado, na segunda (19), com falta dela em alguns bebedouros de "ilhas de hidratação" criadas especialmente para acolhê-los.

Segundo uma funcionária que estava no local, as torneiras foram fechadas ao ver que a água saía amarelada. Com garrafas vazias, participantes eram orientados a procurar os bebedouros espalhados nos longos corredores.

A medida ocorreu mesmo após a suspensão, no local, do racionamento que ocorre há um ano e meio no DF.

Em nota, o fórum diz que é uma plataforma plural e que organiza suas atividades de forma descentralizada, envolvendo mais de mil instituições de todo o mundo.

Diz que organizou mais de 300 painéis e que na quase totalidade havia espaço para todos. O público total superou a expectativa e houve mais de 2.000 inscrições após o início, o que pontualmente levou à lotação de algumas sessões. 

Quanto à falta de água nos bebedouros, a organização diz que as falhas pontuais foram prontamente solucionadas.

 

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

 

 



O juiz Marcelo Testa Baldochi, do Maranhão, não conseguiu trancar ação penal a que responde no Superior Tribunal de Justiça por suposta prática do crime de reduzir alguém à condição análoga à de escravo.

No último dia 14, o ministro Edson Fachin negou seguimento a habeas corpus impetrado pela defesa do magistrado, por considerá-lo intempestivo. Como já houve o encerramento do julgamento na Suprema Corte –com certificado de trânsito em julgado– Fachin determinou a imediata baixa dos autos, independentemente da decisão.

Baldochi foi denunciado pelo Ministério Público com base em relatório do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho.

O Tribunal de Justiça do Maranhão havia absolvido o juiz por ausência de tipicidade de conduta. Ao julgar recurso da acusação, o Superior Tribunal de Justiça recebeu a denúncia e determinou o prosseguimento da ação penal.

O relatório do MJ apontava, entre outras práticas, alojamentos precários, ausência de instalações sanitárias, falta de fornecimento de equipamento de proteção individual e de água potável, jornada de trabalho exaustiva, sistema de servidão por dívidas, retenção de salários e contratação de adolescente.

O juiz alegou que o STJ reexaminou o conjunto fático-probatório, invadindo competência reservada às instâncias ordinárias. Argumentou que teve seu direito de defesa cerceado.

Em novembro de 2016, Fachin negara a concessão de liminar. O ministro citou precedentes do STF e registrou que o tipo penal se classifica como de ação múltipla e, nessa medida, basta a ocorrência de um dos elementos nele descritos.

Baldochi ficou conhecido nacionalmente quando, em 2014, deu voz de prisão a funcionários da TAM, quando perdeu um voo no aeroporto de Imperatriz (MA), e foi provisoriamente afastado do cargo.

Na ocasião, a Associação dos Magistrados Brasileiros divulgou nota compartilhando “da indignação da sociedade”. A entidade declarou que “considera inadmissível qualquer atitude praticada por agentes públicos, magistrados ou não, que represente abuso de poder e de autoridade”.

A AMB defendeu “a transparente apuração dos fatos garantindo o devido processo legal” e reiterou que o comportamento de Baldochi “não representa a conduta dos juízes brasileiros, que laboram diariamente assegurando direitos fundamentais e as liberdades públicas”.

O juiz afirmou à Folha na ocasião que iria recorrer da decisão, por entender que havia “várias arbitrariedades” no processo.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Empresas com mais de 100 funcionários podem passar a ter que instituir cotas de no mínimo 5% para contratação de mulheres vítimas de violência doméstica ou em situação de vulnerabilidade social. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 244/2017, aprovado nesta quarta-feira (21) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O texto segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
A regra, de acordo com o texto, vale apenas para empresas prestadoras de serviços a terceiros. A intenção é eliminar desigualdades no mercado de trabalho e ajudar mulheres a sair dessas condições.
Na justificativa do projeto, a autora, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), apresenta dados do IBGE relativos ao primeiro trimestre de 2017 que confirmaram uma tendência já registrada em outros levantamentos da instituição: as mulheres são maioria entre as pessoas em idade de trabalhar (52,2%), porém os homens levam vantagem entre as pessoas ocupadas (56,9%). A taxa de desocupação das mulheres (15,8%) supera a dos homens (12,1%).
— O cenário se torna ainda mais cruel quando voltamos nosso olhar para as mulheres em situação de violência ou sujeitas a outros fatores de vulnerabilidade. Muitas vezes, a mulher não conseguirá romper com seu próprio ciclo de violência sem que alcance um certo nível de autonomia financeira — diz Rose de Freitas.
Ao sugerir a aprovação do texto, a relatora na CDH, senadora Ângela Portela (PDT-RR),  afirmou que a autonomia financeira é fundamental para ruptura da dependência econômica e da exclusão social da mulher sujeita a violência ou a outros fatores de vulnerabilidade.
Medida protetiva
Ela apresentou emenda, aprovada pela comissão, para evitar fraudes — só poderão ter o benefício das cotas as mulheres com medida protetiva concedida pela Lei Maria da Penha ou em situação de vulnerabilidade social de acordo com a Lei 8.742/1993 (encaixadas nos critérios definidos pelos Conselhos de Assistência Social). Outra emenda aprovada contém apenas mudanças de redação.

Fonte: Agência Senado

 

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Aposentados e pensionistas do INSS poderão solicitar revisões e outros serviços relacionados à Previdência na sede do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados) em São Paulo.
Os atendimentos devem começar até junho.
A inclusão de 126 mil beneficiários associados ao Sindnapi irá mais que dobrar o número de segurados no estado que já podem ter serviços previdenciários diretamente nos seus sindicatos.
Atualmente, acordos de cooperação com o INSS permitem que aproximadamente 110 mil trabalhadores paulistas possam escapar da espera de até seis meses para agendar atendimento em postos da Previdência.
Além da rapidez no atendimento, contar com ajuda especializada é uma das vantagens desse tipo de atendimento, de acordo com a coordenadora jurídica do Sindnapi, Tonia Galleti.
 
Fonte: Agora SP

 

 

 
Por entender que a facultatividade da contribuição sindical — prevista na Lei 13.467/2017, conhecida como reforma trabalhista — viola a Constituição Federal, o juiz Pedro Rogério dos Santos, da 3ª Vara do Trabalho de São Caetano do Sul (SP), manteve a obrigatoriedade do pagamento.
O beneficiado pela decisão foi o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de São Paulo, que ajuizou uma ação civil pública contra uma empresa de laticínios pleiteando a declaração da inconstitucionalidade de artigos da reforma e a manutenção da contribuição.
Com isso, a empresa deverá recolher a contribuição sindical de todos os empregados no mês de março (e nos demais meses para os admitidos posteriormente), sob pena de multa diária de R$ 1 mil por trabalhador, a ser revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Na ação foram declaradas inconstitucionais, de forma incidental, as expressões "desde que prévia e expressamente autorizadas", do artigo 578; "condicionado à autorização prévia e expressa", do artigo 579; "que autorizaram prévia e expressamente o seu recolhimento", do artigo 582; "observada a exigência de autorização prévia e expressa prevista no art. 579 desta Consolidação", do artigo 583; "que venham a autorizar prévia e expressamente o recolhimento", do artigo 602 da CLT; e, ainda, a exigência de autorização prévia e expressa fixada no 545 da CLT.
De acordo com o juiz, a Constituição impõe aos sindicatos o dever de representar toda a categoria (associados ou não) e que a contribuição deve ser paga indistintamente pelos empregados, pois essa é a única forma de os objetivos impostos por ela e pela CLT serem alcançados.
“Daí que, para fins da respectiva cobrança, é o interesse da categoria que deve ser levado em consideração pelo legislador ordinário, e não o interesse individual de cada um de seus integrantes, porque a contribuição sindical tem por finalidade dar condições para que os sindicatos possam atuar na defesa dos interesses daquela (categoria), contribuindo para a sociedade, e no exercício de suas prerrogativas”, afirmou.
O magistrado entende que a reforma trabalhista, ao mesmo tempo em que priorizou a negociação coletiva, enfraqueceu os sindicatos. “A facultatividade do recolhimento faz com que o objetivo fixado pela Constituição Federal (o interesse da categoria) para a contribuição sindical não seja alcançado, porque a maior parte, para não dizer a totalidade dos trabalhadores — conforme permite concluir as regras de experiência comum —, não concordará com o recolhimento”, explicou.
Profusão de ações
 
Levantamento elaborado pela Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) mostra que mais de 30 entidades sindicais já conseguiram a manutenção da contribuição obrigatória.
Desde que entrou em vigor, a reforma trabalhista vem sendo contestada judicialmente. Somente no Supremo são 20 ações questionando a lei, sendo ao menos 14 sobre a contribuição sindical.
 
Fonte: FTTRESP

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Juiz determinou que União custeie honorários periciais em que trabalhador pobre ficou sucumbente.
A responsabilidade pelo pagamento de honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão do objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita. A regra, no entanto, só vale para perícias requeridas após a vigência da reforma trabalhista. Assim entendeu o juiz do Trabalho Ricardo Gurgel Noronha, da 1ª vara de Pedro Leopoldo/MG.
A ação trabalhista foi ajuizada pelo empregado de uma prestadora de serviços auxiliares de transporte aéreo. O trabalhador apresentou declaração de pobreza, razão pela qual lhe foram deferidos os benefícios da Justiça gratuita. Ele alegou ter problemas auditivos em razão das atividades de “auxiliar de rampa” que desenvolvia na empresa. Assim, pediu indenizações por danos moral e material e, para tanto, requereu a realização de perícia médica, com o fim de demonstrar a doença relacionada ao trabalho. O médico perito, por sua vez, concluiu que a perda auditiva não se relacionava às suas atividades na empresa, além de não ter sido agravada pelo trabalho, e também não lhe causou incapacidade.
A CLT, em seu artigo 790-B, isentava o empregado beneficiário da Justiça gratuita do pagamento dos honorários do perito, mesmo que ele não fosse vencedor no objeto da perícia realizada na ação trabalhista. Nesse caso, os honorários periciais ficariam a cargo da União. Mas a reforma trabalhista modificou o artigo 790-B da CLT, o qual passou a ter a seguinte redação: “A responsabilidade pelo pagamento de honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão do objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita”.
Como foi o trabalhador a parte sucumbente no objeto da perícia, de acordo com a nova lei trabalhista ele teria de arcar com o pagamento dos honorários periciais. No entanto, como a perícia foi designada antes da vigência da lei, o julgador entendeu que o reclamante não pode ser responsabilizado.
 
 
“Ainda que fosse aplicada a regra de direito intertemporal prevista no CPC (de forma supletiva e subsidiária), o art. 1.047 do CPC/15 contempla a aplicação da nova legislação, em relação ao direito probatório, apenas às provas requeridas ou determinadas de ofício pelo juiz a partir da data de início de vigência."
O trabalhador foi isentado do pagamento dos honorários periciais, fixados em R$ 1 mil, que ficaram a cargo da União, na forma da resolução 66/2010 do CSJT.
 
Fonte: AssCom TRT-3

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Investir em campanha publicitária foi a empreitada do governo para tentar aprovar a reforma nas regras da aposentaria

A INTENSA EMPREITADA do governo Temer para aprovar a reforma da Previdência nadou, nadou e morreu na praia. Mas, antes, deixou mais gordos os cofres do maior conglomerado de mídia do país. Dados conseguidos pela agência Livre.jor com a Secretaria de Comunicação da Presidência, via Lei de Acesso à Informação, revelam que o Grupo Globo faturou R$ 38,6 milhões para propagandear a necessidade de mudanças nas regras de aposentadoria dos brasileiros. O valor equivale a pouco mais de um terço de tudo o que foi gasto com a campanha publicitária: R$ 110 milhões.

Clique aqui para ver a relação completa de pagamentos.

A maior parte do valor recebido pelas empresas da família Marinho foi para a Globo Comunicação e Participações, que agrega a Rede Globo, os canais Globosat, o portal Globo.com, a Editora Globo, a Som Livre e o site de imóveis Zap. Foram R$ 36 milhões.  O restante foi dividido entre rádios, Infoglobo – responsável pelos jornais O Globo, Extra e Expresso – e Valor.

A propaganda pela reforma se arrastou na mídia de dezembro de 2016 a fevereiro deste ano. Agora, após o foco ter se voltado para a intervenção na Segurança Pública do Rio, os R$ 110 milhões foram praticamente jogados fora, já que estão congeladas mudanças na Constituição, como é o caso da proposta apresentada pelo governo. Uma agenda econômica requentada substituiu a batalha pelas modificações no sistema de aposentadoria.

Quem quer dinheiro?

Depois do Grupo Globo, o topo da lista da propaganda da reforma segue com a Record (R$ 12,1 milhões) e o SBT (R$ 9,8 milhões). Em janeiro, quando o governo ainda tentava um último fôlego para colocar o tema em votação no Congresso, Temer chegou a ir no programa de Sílvio Santos, de quem ganhou um nota de 50 reais no palco.

A campanha pela reforma também repassou recursos para o Facebook. Quarta na lista dos que mais receberam verbas publicitárias na empreitada fracassada de Temer, a empresa de Mark Zuckerberg faturou R$ 3,6 milhões, que vitaminaram a exibição de postagens e anúncios na rede social. É quase o dobro do que recebeu a Bandeirantes, quinta na lista, que ficou com R$ 1,9 milhão.

Outros veículos que se alinharam editorialmente com a proposta, como o jornal O Estado de S. Paulo ou a rádio paulistana Jovem Pan – onde o presidente emedebista costuma ser recebido para entrevistas laudatórias – ficaram com R$ 1,06 milhão e R$ 883 mil, respectivamente.

Quase o mesmo dinheiro entregue aos veículos de mídia da Igreja Sara Nossa Terra (TV Gênesis e rádio Rede Sara Brasil), que pertencem ao  ex-deputado federal Robson Rodovalho. Elas receberam pagamentos que somam R$ 862 mil por espaço publicitário para a reforma. Foi num culto na Sara Nossa Terra, em Brasília, que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falou a fiéis em defesa das mudanças na Previdência.

Até tu, Doria?

A lista de agraciados com as verbas publicitárias da reforma é bastante extensa. Ao todo, são 1.300 nomes. Se for somada a produção dos materiais, há outras 50 empresas que foram contempladas. Até a Doria Editora, que pertence ao grupo ligado ao empresário e prefeito de São Paulo João Doria, levou seu quinhão: R$ 136 mil.

Além do Facebook, outras duas grandes redes sociais, o Twitter e o Linkedin, receberam respectivamente R$ 848 mil e R$ 145 mil. Bem mais que o gasto com anúncios em portais tradicionais, como e Yahoo! (R$ 169 mil) e Terra (R$ 74 mil). O governo também apelou para conteúdos específicos para Smart TV, como os oferecidos pela Smartclip. Essa conta ficou em R$ 234 mil.

Ao todo, a campanha para tornar palatável a defunta reforma da Previdência teve quatro fases de produção. Ora reforçando a linguagem mais formal, ora mudando ares nos vídeos, adicionando personagens, simulando cenas reais.

Das quatro fases, a segunda foi a que mais consumiu dinheiro (R$ 70 milhões para produção e veiculação de peças), entre fevereiro e junho de 2017, após o governo Temer receber os resultados de uma pesquisa realizada pela Mood Pesquisas, que avaliou que as peças veiculadas até então foram consideradas por entrevistados como “genéricas demais, imprecisas, superficiais e para alguns até mesmo mentirosas”.

 

Fonte: The Intercept Brasil

 

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Questionamentos sobre o fim da contribuição sindical obrigatória — previsto na Lei 13.467/2017, conhecida como reforma trabalhista — devem ser feitos por alegação de inconstitucionalidade. Se no pedido de liminar esse ponto não é levantado, então a ação deve ser rejeitada.
Esse foi o entendimento do juiz Marco Antonio Miranda Mendes, da 2ª Vara do Trabalho de Dourados (MS), ao negar pedido do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Couro para que uma empresa fosse obrigada a voltar a impor a contribuição sindical obrigatória aos empregados.
“O deferimento do pedido liminar (emissão de guias sem prévia autorização dos trabalhadores), como já dito, encontra-se diretamente ligado à prévia análise da inconstitucionalidade da lei citada. Acresce que não houve pedido de que tal análise fosse efetuada via liminar, o que, por si só, já seria suficiente para a rejeição da medida”, afirmou o juiz.
O magistrado ainda ressaltou que o sindicato deixou de seguir o novo Código de Processo Civil ao não demonstrar a probabilidade de ter o direito que pedia na liminar.
“Mesmo porque o deferimento dos pleitos está diretamente ligado à declaração de inconstitucionalidade de texto de lei, o que, a meu ver, tal questão desafia uma cognição mais esclarecedora dos fatos, o que somente poderá ser verificado com a apresentação da defesa e regular produção de provas em sede de instrução processual”, finalizou Miranda Mendes.
Mudança polêmica
Apesar do que determina a Lei 13.467/2017, alguns magistrados têm aplicado entendimento diverso e mantido a contribuição sindical. O desembargador Luís Henrique Rafael, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas-SP), por exemplo, além de divergir da nova lei, aproveitou para criticá-la em uma de suas decisões. Para ele, a reforma trabalhista "tem claro objetivo de desorganizar o sistema sindical vigente no Brasil".

As mudanças na legislação trabalhista também são alvo, até o momento, de 20 ações no Supremo Tribunal Federal. O fim da contribuição sindical obrigatória é alvo de 14 delas. Todas alegam que a verba tem natureza jurídica tributária e, por isso, só poderia ser modificada por meio de lei complementar.

Fonte: ConJur

 

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A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento a recurso de uma ex-vendedora da Valisère Indústria e Comércio Ltda. para anular seu pedido de demissão e condenar a empresa ao pagamento das diferenças rescisórias. Segundo a decisão, o descumprimento da formalidade da homologação da rescisão contratual com assistência do sindicato da categoria anula a demissão do empregado.

Na reclamação trabalhista, a vendedora disse que foi coagida a pedir demissão após retornar da licença-maternidade “e sofrer intensa perseguição pela empresa”.  O juízo da 81ª Vara do Trabalho de São Paulo e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), no entanto, consideraram válido o pedido. Segundo o TRT, a falta da assistência sindical gera apenas uma presunção favorável ao trabalhador. No caso, a empresa apresentou o pedido de demissão assinado pela própria empregada e esta, por sua vez, não comprovou a coação alegada.

No recurso de revista ao TST, a vendedora sustentou que a homologação na forma prevista no artigo 477, parágrafo 1º, da CLT é imprescindível e, na sua ausência, seu pedido de demissão deve ser desconsiderado.

O relator, ministro Alexandre Agra Belmonte, observou que a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST decidiu que a formalidade prevista na CLT é imprescindível à formalidade do ato. “Se o empregado tiver mais de um ano de serviço, o pedido de demissão somente terá validade se assistido pelo seu sindicato”, concluiu, ressalvando seu entendimento pessoal sobre a matéria.

FONTE:TST

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Muitas vezes, diagnósticos errados são repetidos indefinidamente a ponto de parecerem verdades; não é diferente quando o assunto é o mercado de trabalho

Quando o norte-americano Bernard D. Sadow, na década de 1970, teve o estalo de colocar rodinhas em suas malas, fez rolar com elas não só a bagagem, mas também os empregos de carregadores, que perderam espaço em aeroportos, rodoviárias e hotéis. O mesmo acontecera, décadas antes, com as comunicações telefônicas. A partir do momento em que o sistema conseguiu conectar ramais automaticamente, as telefonistas passaram a ser dispensadas.
Muitas vezes, diagnósticos errados são repetidos indefinidamente a ponto de parecerem verdades. Um desses diagnósticos errados é o de que desemprego é produzido pela robotização e pelo emprego intensivo de tecnologia. Robotização e emprego de tecnologia ajudam, sim, a reduzir a contratação de mão de obra. Mas muito provavelmente não são o principal fator. Na maior parte das vezes, isso acontece apenas por novas arrumações do setor produtivo. As rodinhas das malas são um bom exemplo e, antes delas, no início do século 20, Henry Ford já tinha promovido isso quando acabou com os cavaletes de montagem e inventou a linha de produção.
Mas veja, por exemplo, o que está acontecendo no comércio varejista. Com enorme rapidez, as lojas estão deixando de ser pontos tradicionais de venda e se transformando em showrooms. O consumidor confere o aparelho de TV ou a roupa que pretende adquirir, mas não leva o produto. Faz o pedido que depois lhe vai ser entregue em casa. Com a novidade, o lojista melhora o desempenho de seu negócio em muitos aspectos, mas ganha sobretudo na centralização de seus estoques, que não mais precisam ser pulverizados loja por loja, e na dispensa de vendedores e de caixas.
Enfim, os meios de produção estão em rápida reorganização, testam novos arranjos e, obviamente, no processo reduzem postos de trabalho. Levantamento da consultoria McKinsey estima que até 800 milhões de postos de trabalho podem desaparecer do mundo até 2030 se o ritmo de adoção dessas novas arrumações for ainda mais veloz do que o atual.
Assim com casca e tudo, esse número assusta, mas é preciso contabilizar também o novo. A própria McKinsey mostra que as perdas não são toda a história. Outros 375 milhões de trabalhadores mudarão de função e entre 555 milhões e 890 milhões de novos empregos devem ser criados. O resultado líquido é aumento do emprego.
O sócio-diretor da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) Roberto Martins aponta, no entanto, outros fatores de grande impacto sobre as relações de trabalho: “A tecnologia não é o que motiva as mudanças. Ela é apenas o instrumento das transformações”.
Um desses fatores é de natureza social. Tem a ver com a mudança das relações de consumo e das relações interpessoais. Martins observa que a sociedade passa por novo processo de urbanização, em que todos estão mais conectados entre si. Mas, na opinião dele, a globalização avançou pouco nas relações do trabalho propriamente ditas, o que começa a mudar agora, com as novas plataformas de oferta de serviços, a chamada economia compartilhada: “As pessoas mais e mais desenvolvem serviços e produtos e, nisso, competem de igual para igual até mesmo com empresas centenárias”. Quando, por exemplo, alguém aluga acomodação pela plataforma Airbnb, está dispensando os serviços de grandes redes de hotéis.
E há o fator demográfico. Como já se sabe exaustivamente, o mundo segue ganhando rugas e cabelos brancos. Estudos estimam que haverá pelo menos 300 milhões de pessoas acima de 65 anos em 2030 em todo o mundo, 50% a mais do que agora. “A força de trabalho ganha, pouco a pouco, profissionais de diferentes faixas etárias, cada um com necessidades e valores distintos, o que gera novas demandas”, conclui Martins.
O estudo da consultoria McKinsey também vai por aí. Entre os postos de trabalho que devem surgir estão os relacionados com o envelhecimento da população em todo o mundo. “Globalmente, estimamos que empregos relacionados com o envelhecimento e cuidados com a saúde poderiam crescer entre 80 milhões e 130 milhões até 2030”, aponta a consultoria. São geriatras, enfermeiros, cuidadores, fisioterapeutas, personal trainers e funções que ainda serão criadas.

Tudo isso é parte da paisagem nova que vai sendo desenhada. Repetir por aí que a automação, a robotização e a alta tecnologia acabam com o emprego é apenas um pedaço da verdade. E é o menor.

FONTE:O ESTADO DE S.PAULO

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No primeiro bimestre de 2018 foram divulgados três projetos de investimentos chineses no Brasil. Desses, dois tiveram os valores divulgados, totalizando US$ 349 milhões. As informações constam da terceira edição do Boletim Bimestral sobre Investimentos Chineses no Brasil, divulgado nesta terça-feira (20) pela Secretaria de Assuntos Internacionais (Seain) do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

Entre os três negócios anunciados neste início de ano, está a compra da 99 Taxis pela DiDi Changing, em negociação que teria movimentado cerca de US$ 297 milhões. Também está computada no escopo dos investimentos vindos de empresas da China a SZ DJI Technology, responsável por 70% das vendas mundiais de drones, que inaugurou, no início do ano, no Rio de Janeiro, a sua primeira loja física oficial no mercado brasileiro, com investimento não divulgado. Por fim, o Fosun Group anunciou a compra de 80% da Guide Investimentos, com aporte de cerca de US$ 52 milhões.

Com os montantes deste primeiro bimestre, os investimentos chineses confirmados no Brasil já somam US$ 54,1 bilhões desde 2003, em 97 projetos. A maior parte desses aportes foi realizada por empresas de capital público, como Wisco, China Three Gorges, Sinopec e State Grid.

Somando US$ 46,4 bilhões, a geração e a transmissão de energia elétrica, a extração de minerais, de petróleo e de gás representam a maior parte do investimento estrangeiro direto chinês no país. Já em quantidade de projetos, o setor automobilístico é destaque, com montadoras como Chery, JAC Motors, Lifan e Effa investindo em 18 projetos, incluindo novas plantas fabris, fusões e aquisições e joint ventures. São Paulo é o Estado que mais concentra projetos de investimento, num total de 29. 

Fonte: Valor

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São Luís

A CCCC (China Communications Construction Company), maior empresa chinesa de infraestrutura, olha com atenção a todos os projetos de concessão de ferrovias no Brasil, afirmou o presidente da companhia para a América do Sul, Chang Yunbo.

Ele veio ao país para o lançamento, na semana passada, da pedra fundamental do Porto São Luís, novo terminal privado multicargas da capital maranhense do qual a estatal chinesa detém 51%.

Interessam à CCCC os editais de ferrovias previstos para este ano, como o da Ferrogrão (MT/PA) e o da Norte-Sul (Porto Nacional-TO a Estrela D'Oeste-SP). A companhia avalia também uma participação na Malha Sul, da Rumo Logística.

"Temos um porto no norte, agora estamos vendo um no sul. Uma vez que haja conexão por ferrovia, é uma logística estratégica", disse, sem revelar mais detalhes.

O executivo diz que a China vê oportunidades em momentos de crise, justificando o interesse, apesar das incertezas econômicas, pelo Brasil. A primeira aquisição da CCCC no país foi a de 80% da construtora Concremat, por R$ 350 milhões, em 2017.

"Ferrovias de grande porte são investimentos de tamanho chinês, como se diz no mercado, porque é um setor que requer um volume de capital ao qual os chineses estão mais adequados", diz Marcos Ganut, diretor da área de infraestrutura da consultoria Alvarez & Marsal.

Com investimentos em portos e ferrovias a China busca não apenas diversificar sua atuação no Brasil --eles já têm presença marcante no setor de energia --, mas garantir a segurança alimentar de uma nação que tem 1,3 bilhão de habitantes.

O Brasil é um parceiro importante: em 2017, quase 79% das exportações nacionais de soja, por exemplo, foram para a China, segundo dados do Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

"O chinês tem uma questão de planejamento de longo prazo. O tema do fornecimento de alimento e commodities em geral vem sendo tratado com bastante carinho pela China, e nesse contexto o investimento em logística é estratégico", diz Ganut.

Para Yunbo, comprar de outros países não significa que há insegurança, mas diz que a maior função do porto será o transporte de grãos.

Concorrência

O porto de São Luís tem potencial para quase dobrar a movimentação do porto público vizinho do Itaqui, que movimentou 19,1 milhões de toneladas em 2017.

Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não há risco de o novo porto privado abafar o já existente. "Há uma complementação entre os portos. Vamos ter mais um, dois, três e isso é bom para o Maranhão", diz.

Após a primeira fase de obras, orçada em R$ 800 milhões e que deve ser concluída em quatro anos, a capacidade do TUP (Terminal de Uso Privado) será de 15 milhões de toneladas --sendo 7 milhões delas para grãos.

O investimento total do novo porto é estimado em cerca de R$ 2 bilhões.

Junto à CCCC, também têm participação no negócio as brasileiras WPR (24%) e a Lyon Capital, de private equity (20%), além de acionistas minoritários.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO