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Para a indústria de petróleo brasileira, o ano de 2018 terá apenas seis meses. O motivo é que, por ser um ano eleitoral, a principal cliente do setor, a estatal Petrobras, só poderá realizar concorrências para contratação de bens e serviços no primeiro semestre. A análise é da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (Abespetro), que reúne gigantes globais do setor como GE, Halliburton, Schlumberger, Transocean, Siemens, Aker Solutions, entre outras.

"Sou otimista com cautela, porque vamos ter que fazer tudo o que tiver que acontecer até julho. Isso significa uma atividade bastante acelerada no começo do ano, principalmente porque a Petrobras estará contratando vários FPSOs [plataformas marítimas de produção e armazenamento de petróleo e gás natural]", afirmou Claudio Makarovsky, novo presidente da Abespetro, que tomará posse no cargo na primeira semana de janeiro. "Tivemos os leilões [de áreas exploratórias], que já começam a gerar demanda por sondas. Vai ser um ano bem agitado", completou.

Nos próximos cinco anos, a Petrobras prevê investir US$ 74,5 bilhões, dos quais 81% (US$ 60,3 bilhões) no segmento de exploração e produção, principal área de atuação das associadas da Abespetro. Especificamente na área de produção, a estatal prevê a entrada em operação de 19 novos sistemas de produção offshore (marítimo) entre 2018 e 2022.

Com relação a este ano, segundo Makarovsky, existe uma combinação de fatores favoráveis para o setor petróleo. Entre esses motivos estão a retomada dos leilões, que demandarão bens e serviços de fornecedores, as mudanças regulatórias implementadas pelo governo e a evolução do preço do barril do petróleo em 2017.

Também contribui positivamente, destacou ele, a definição pelo governo de um cronograma de leilões de blocos exploratórios até 2019. "Em se mantendo isso, já dá [para a indústria] uma linha de planejamento bem interessante. Se os leilões acontecerem em 2019, a indústria já começa a se planejar até 2025", afirmou. "Temos que destravar investimentos. Precisamos de atividade. Essa indústria está desmobilizada. E, se desmobilizar um pouco mais, acabou".

De acordo com levantamento feito pela associação, em 2017, foram concluídos apenas 14 poços exploratórios, o pior resultado anual desde o início da série histórica da Abespetro, em 2004. E o número de utilização de sondas de perfuração permaneceu em apenas 16 unidades, mantendo patamar observado desde o início de 2016 e que também é o pior da séries histórica. O número de sondas de perfuração em atuação é o "termômetro" da atividade exploratória petrolífera do país. Além disso, cada sonda significa a geração de 1 mil empregos diretos e indiretos, segundo a Abespetro.

Fonte: Valor

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Nenhuma das 74 linhas intermunicipais de transporte aquaviário de passageiros em Manaus, que envolvem 200 embarcações, tem fiscalização, informou a Arsam, (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas). Sem regulamentação, esse tipo de transporte opera na condição de clandestino.

“Temos que pensar no transporte aquaviário como um vetor de crescimento econômico e não como um problema sem solução. Queremos levar a questão da regulação desse serviço de maneira harmônica, ouvindo e reunindo todos os atores envolvidos em prol de uma só causa: a segurança dos trajetos hidroviários”, diz o diretor-presidente da Arsam, Walter Cruz.

Conforme Cruz, um grupo de técnicos analisa a legislação de navegação estadual e federal, incluindo o serviço de transportes de passageiros e cargas, para adaptar a proposta da lei que irá regulamentar o setor. Engenheiros da Arsam já visitaram os portos do Roadway, Manaus Moderna, Escadaria dos Remédios e São Raimundo para verificar quantidade, tipos, pontos de vendas, preços praticados, além dos critérios de segurança adotados pelas embarcações intermunicipais.  Estudo tem participação da Antaq (Agência Nacional de Transporte Aquaviário) e do Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas).

A iniciativa de consultar o órgão regulador estadual partiu da agência nacional, que pretende concretizar um acordo de cooperação técnica para desenvolver os estudos necessários para a regulação do setor.

Segundo a gerente de autorização da Antaq, Auxiliadora Borges, a Amazônia Legal possui mais de dez milhões de passageiros e a falta de ordenação do serviço de transporte aquaviário acarreta uma série de prejuízos, principalmente legais, aos prestadores de serviços e aos usuários.

A Antaq apenas fiscaliza o setor em âmbito federal, o que faz com que seus fiscais não possam atuar diretamente nas embarcações que trafegam entre os municípios do Amazonas, papel que legalmente pertence à agência reguladora estadual.

Fonte: Amazonas Atual

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou nesta terça-feira resolução que atende manifestação da Petrobras e estabelece que a empresa participará como operadora na disputa por três áreas do pré-sal que serão licitadas neste ano, na 4ª Rodada sob regime de partilha de produção.

Marcada para 7 de junho, o leilão vai ofertar um total de cinco áreas, com um bônus de assinatura total fixo de 4,65 bilhões de reais.

Na resolução, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, o CNPE estabeleceu que, conforme manifestação da Petrobras ao governo, o edital da rodada deverá indicar que a participação obrigatória da petroleira, como operadora, ocorrerá com 30 por cento em cada uma das áreas de Dois Irmãos, Três Marias e Uirapuru.

Caso a participação da empresa nas áreas se confirme, a Petrobras deverá pagar um total de 945 milhões de reais apenas a título de bônus de assinatura ao governo.

FONTE:Reuters

 

 

 

A indústria de transformação eliminou 29.006 postos de trabalho formais (-0,39%) em praticamente todos os segmentos. A construção cortou 22.826, na segunda maior queda percentual: -1,04%. A maior foi registrada na agricultura, com influência sazonal – 21.761 a menos (-1,34%).

O comércio abriu 68.602 vagas (0,76%), principalmente no varejo, o que era esperado devido ao movimento de fim de ano. Também fecharam vagas os serviços (-2.972) e a administração pública (-2.360).

De janeiro a novembro, o saldo ainda é positivo, com 299.635 postos de trabalho (alta de 0,78%). A indústria abriu 88.793 vagas (1,23%) e o setor de serviços, 139.450 (0,83%). O comércio criou 30.333 (0,34%), enquanto a construção civil eliminou 52.013 (-2,32%).

O maior crescimento percentual (5,43%) é da agricultura, que abriu 83.303 empregos com carteira no ano. A administração pública também registra alta (1,87%), com mais 15.847 vagas formais.

Em 12 meses, de dezembro do ano passado a novembro deste ano, o Caged mostra perda de 178.528 empregos (-0,46%). São 14,586 milhões de contratações e 14,764 milhões de demissões.

Mais uma vez, o salário médio de admissão é menor que o de demissão. O ganho de quem foi dispensado era de R$ 1.675,58 em novembro, enquanto o contratado recebeu R$ 1.470,08.

Intermitente

Modalidade prevista na nova lei, o trabalho intermitente registrou 3.120 admissões e 53 demissões em novembro, com saldo de 3.057. A principal atividade requisitada foi de assistente de vendas (2.763 admitidos e 14 dispensados). Bem depois, vêm montador de andaimes (41 admissões) e servente de obras (28).

Fonte: Rede Brasil Atual

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A carga tributária brasileira, incluindo todas as esferas de governo, marcou em 32,4% do Produto Interno Bruto em 2016, segundo dados da Receita Federal. Trata-se de patamar próximo ao padrão de países mais ricos e elevado grau de proteção social, Canadá, Reino Unido e Espanha.

Um aspecto importante a destacar é que, apesar de elevado, o peso dos impostos na renda nacional quase não variou nos últimos 15 anos –passou de 25% a cerca de 30% na década de 1990 e oscila pouco desde então. O ponto mais alto ocorreu em 2007, quando a arrecadação atingiu 33,7% do PIB.

Tal estabilidade por certo decorre da resistência da sociedade em aceitar mais tributos. Mas também é sintoma do estado disfuncional a que chegou o sistema brasileiro, que sufoca a atividade produtiva num emaranhado de regras e custos exorbitantes.

Se a reforma da Previdência é imperiosa para controlar o gasto público e viabilizar a ampliação de outros programas sociais, mostra-se igualmente crítico promover transformações no campo das receitas públicas, em nome da eficiência e da justiça.

Nas comparações internacionais, as regras brasileiras se destacam por onerar em demasia a produção e o consumo, em detrimento da renda.

Cerca de 50% da arrecadação vem de tributos que incidem diretamente na cadeia produtiva (como PIS/Cofins, IPI, ICMS, ISS e outros) –sacrificando, note-se, os estratos mais pobres da população. Apenas um quinto decorre da taxação direta dos rendimentos das pessoas físicas e jurídicas.

Em países mais desenvolvidos, verifica-se uma distribuição mais equilibrada da carga. Nos emergentes, predominam os impostos sobre o consumo, mas a tributação em geral é menor que a brasileira.

Essa anomalia tem consequências nefastas –sobre os preços das mercadorias nacionais e a burocracia enfrentada pelas empresas.

A agenda de reforma, velha conhecida, não anda por resistências políticas, setoriais e federativas. No âmbito federal, seria enorme avanço simplificar as regras e eliminar a miríade de regimes especiais de cobrança de PIS e Cofins. Nos Estados, alinhar as legislações do ICMS.

A vergonhosa desigualdade nacional, por sua vez, impõe políticas de combate à pobreza –não permitindo redução drástica dos impostos. Mais lógico será redistribuí-los, elevando a taxação sobre rendas mais altas e heranças.

FONTE:FOLHA DE S.PAULO

 

César Itiberê/Fotos Públicas
Fila para emprego em São Paulo Fila para emprego em São Paulo

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, tentou minimizar os números em matéria na Folha de S.Paulo. Segundo ele, “novembro tem tendência a apresentar saldo negativo” e que os dados do Caged não interrompem o “processo de retomada do crescimento do país”. Os dados, no entanto, frustraram expectativa de analistas ouvidos pela Reuters, que projetavam um saldo positivo de 22 mil vagas.


O saldo negativo de postos de trabalho em novembro confirmam declarações de Clemente Ganz, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Economicos (Dieese), feitas ao Portal Vermelho no início de dezembro. Segundo ele, a reforma trabalhista, ao contrário do que diz o governo, pode ser um tiro no pé na retomada de qualquer crescimento e um estímulo para demissões.

“Como eu vou buscar crédito mostrando a minha carteira de trabalho como trabalhador intermitente? Como eu vou fazer uma compra parcelada em 12 vezes se eu não sei se terei renda para pagar? Você pode até ter queda no desemprego mas por conta de empregos precários e com rebaixamento da massa salarial. O Brasil vai vivenciar um efeito que já ocorre em outros países que flexibilizaram a legislação trabalhista: efeito depressivo no mercado interno. Eu demito 10 e contrato 20 só que esses últimos ganham menos que os dez, não geram demanda e não aquecem a economia”, comparou o diretor do Dieese.

A reforma trabalhista formalizou modalidades de contratação como o trabalho intermitente e a jornada a tempo parcial, criticadas pelo movimento sindical como formas de contratação precárias. O trabalho intermitente, que já foi contabilizado pelo Caged para obter os dados de novembro, coloca o trabalhador à disposição do empregador sem saber quantas horas vai trabalhar, nem o quanto vai ganhar. Caso seja chamado pelo “patrão” e não comparecer paga multa. Com salário que não deve atingir o mínimo, a contribuição previdenciária desse trabalhador deve ser feita à parte.

FONTE:PORTALVERMELHO

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O Terminal de Toras do Porto de Pelotas (TPP) encerrou o ano com dados que estimulam a ampliação do fomento à hidrovia gaúcha. Ao longo dos 12 meses de operações, a movimentação atingiu um total de 662 mil toneladas de madeira movimentadas. Durante este período, 339 barcaças de toras de madeira saíram do Porto de Pelotas com destino à fábrica da CMPC Celulose Riograndense, em Guaíba (RS). 

Hoje, cerca de 95% da celulose produzida em Guaíba são movimentadas e exportadas pela hidrovia. “O projeto do TPP criou uma forma inteligente de aproveitar o frete de retorno das barcaças vindas do Porto de Rio Grande”, destaca o gerente da Sagres em Pelotas, Bruno Carvalho.

A matéria-prima da celulose é proveniente de diversas bases florestais, entre elas 14 municípios localizados na região sul do Rio grande do Sul.  Com está geografia, a iniciativa também se confirma como uma importante alternativa para desafogar o saturado tráfego da BR 116 entre Pelotas e a capital gaúcha. 

A partir do incremento hidroviário, a madeira que chegaria à Guaíba de caminhão vai pelas águas. “Esta alternativa promove inúmeras vantagens como redução do impacto poluidor, número de acidentes e diminuição com gastos de manutenção viária”, observa Bruno. Só em 2017 foram 47.460 viagens a menos na BR 116, considerando que cada barcaça transporta a carga equivalente a 70 caminhões carregados de madeira, em viagens de ida e volta.

Os bons índices não param por aí e são frutos da otimização do processo operacional realizado pela Sagres Agenciamentos Marítimos. De acordo com Bruno Carvalho em outubro de 2016, quando iniciou o projeto, o tempo de carregamento de uma barcaça era em torno de 33 horas. “Hoje temos uma média de 9 horas, o que revela a clara evolução do processo”, informa. 

Ele ressalta ainda que todas as etapas tem total foco na segurança e são baseadas no conceito de sustentabilidade, com amplo espectro nos seus aspectos econômicos e ambientais.

HISTÓRICO - Após décadas de estagnação e subutilização o Porto de Pelotas está revitalizado. O novo cenário surgiu a partir do projeto do Terminal de Toras (TPP) e contribuiu consideravelmente para que a movimentação de cargas triplicasse. Pelotas tem o primeiro porto gaúcho licenciado ambientalmente pela FEPAM e segue implantando os necessários programas de ordem ambiental. “Hoje temos um Porto fortalecido e consequentemente apto para ampliar cada vez mais a sua utilização”, finaliza.

FONTE:PORTOS&NAVIOS

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A reforma trabalhista e as restrições fiscais de diferentes esferas de governo vão fazer o orçamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) cair em até 40% em dois anos.

A entidade tem duas fontes de renda: contratos com a administração pública e mensalidades pagas por sindicatos filiados a ela.

A primeira receita representa, hoje, cerca de 30% do volume total e tem diminuído de 2014 para cá, afirma o diretor-técnico da instituição, Clemente Ganz Lúcio. O dinheiro oriundo dos sindicatos está ameaçado porque eles mesmos terão problemas para se financiar sem a contribuição sindical, que deixou de existir com a reforma trabalhista deste ano.

"Teremos perda de receita, mas não sabemos ainda com qual intensidade. Muitos sindicatos correm risco até de sumir, imagine pagar mensalidade", diz Lúcio.

O orçamento de 2018 ficará entre R$ 22 milhões e R$ 27 milhões, diz. Em 2014, o Dieese obteve R$ 45 milhões para funcionar, segundo ele. Com as diminuições de receita que já ocorreram, eles deixaram de fazer pesquisa de emprego em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte.

Levantamentos como o de valores da cesta básica também podem ser descontinuados em algumas cidades.

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A Transpetro abre no dia 9 de janeiro as inscrições para o processo seletivo público que selecionará 321 profissionais para o quadro de mar da companhia. São 107 vagas para o cargo de moço de convés, 94 para moço de máquinas, 44 para cozinheiro, 31 para condutor mecânico, 14 para condutor bombeador, 14 para taifeiro, 14 para eletricista e 3 para auxiliar de saúde, além da formação de cadastro de reserva.

Para concorrer, o candidato deve possuir registro de aquaviário, de acordo com a Norma da Autoridade Marítima (Normam 13) e estar com os documentos básicos originais devidamente atualizados pelo Cadastro e Controle e Certificação da Marinha (Sisaqua) de acordo com a categoria pretendida.

A remuneração mínima varia entre R$ 3.712,67 e R$ 6.619,90, dependendo do cargo. Os admitidos também terão direito a benefícios como auxílio educacional para os dependentes, plano de saúde e plano de previdência complementar.

As inscrições para o processo seletivo vão até o dia 31 de janeiro. As provas estão previstas para 11 de março (auxiliar de saúde, condutor bombeador, cozinheiro e moço de convés) e 25 de março (condutor mecânico, eletricista, moço de máquinas e taifeiro), em seis cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Sebastião (SP). Os candidatos aprovados nessa etapa serão convocados para o exame de capacitação física.

O edital está disponível no site da Fundação Cesgranrio e as inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet no endereço www.cesgranrio.org.br.

FONTE:TRANSPETRO

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Sete em cada dez brasileiros se opõem à privatização de estatais, aponta levantamento do Datafolha.

A maioria (67%) da população também vê mais prejuízos que benefícios na venda de companhias brasileiras para grupos estrangeiros.

A oposição a privatizações predomina em praticamente todos os recortes analisados —por região, sexo, escolaridade, preferência partidária e aprovação à gestão Temer.

O único cenário em que a ideia é aceita pela maioria é entre aqueles com renda superior a dez salários mínimos por mês, dos quais 55% se disseram favoráveis.

A aceitação cai conforme diminui a renda familiar mensal. Entre os que ganham até dois salários mínimos, 13% são a favor.

Os moradores do Norte e do Nordeste são os mais resistentes —com taxas de 78% e 76% de reprovação, respectivamente—, enquanto os do Sudeste são os que melhor aceitam a ideia: são 67% contrários e 25% a favor.

As privatizações sofrem resistência até de eleitores de partidos e políticos em geral favoráveis à venda de estatais. Entre quem aponta como partido de preferência o PSDB —que historicamente apoiou e promoveu desestatizações—, 55% se disseram contrários, e 37%, a favor.

Foram ouvidas 2.765 pessoas com margem de erro de dois pontos percentuais.

O placar é mais apertado entre os que avaliam como bom ou ótimo o governo de Michel Temer —que tem promovido uma série de projetos de privatização—, mas a maioria (51%) também se opõe.

Essa resistência é o principal entrave para as desestatizações que o governo pretende concluir até o fim de 2018, segundo analistas —a Eletrobras é a maior delas.

A privatização da Petrobras —tema já levantado por ministros e pré-candidatos à Presidência— também é fortemente rechaçada pela maior parte da população: 70% se disseram contrários, e 21%, a favor. Os demais não souberam responder ou se disseram indiferentes.

Pesquisa feita pelo Datafolha em 2015 questionou: "Você é a favor ou contra a privatização da Petrobras?". À época, 24% declararam ser favoráveis e 61%, contrários.

Uma possível participação de capital estrangeiro na Petrobras tem oposição ainda maior: 78% se disseram contra, e 15%, a favor.

ELEIÇÕES

O tema deverá ganhar destaque nas eleições de 2018.

A continuidade de programas de desinvestimento criados pelo atual governo é critério central para o apoio de investidores interessados em negócios de longo prazo no país. Mas a resistência de eleitores é clara, e não se restringe a candidatos de esquerda.

Nenhum grupo que hoje votaria nos potenciais candidatos é majoritariamente favorável à privatizações em geral nem à venda da Petrobras.

Os menos resistentes são aqueles que declararam voto em Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSC).

Em dois cenários —um com a participação de Lula (PT) na disputa e outro sem—, o apoio a privatizações varia de 31% a 36% entre os potenciais eleitores dos dois nomes.

Os que declararam voto no petista são os que mais rechaçam as privatizações. A rejeição foi de 80% para a venda de estatais em geral e de 76% para a venda da Petrobras.

FONTE:FOLHA DE S.PAULO

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(Reuters) - O governo federal editou uma nova portaria sobre o trabalho escravo, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, em que volta atrás em mudanças feitas em outubro nas definições de jornada exaustiva e condições degradantes de trabalho, e também recua de medida que dificultava a divulgação da chamada “lista suja” do trabalho escravo.

A portaria com data de 28 de dezembro é assinada pelo ministro Ronaldo Nogueira, que apenas um dia antes apresentou pedido de demissão ao presidente Michel Temer e aguarda para ser substituído no cargo.

Em outubro, o governo editou uma portaria, também assinada por Nogueira, duramente criticada no Brasil e até no exterior por dificultar a divulgação da “lista suja” do trabalho escravo no país, uma relação de pessoas e empresas que foram autuadas em fiscalização por submeterem trabalhadores a condições análogas às de escravidão.

Algumas mudanças impostas pela portaria de outubro foram inclusive suspensas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Trabalho, a antiga portaria dificultava a comprovação do crime ao limitar o trabalho escravo ao cerceamento de liberdade.

A nova portaria publicada nesta sexta-feira volta atrás em mudanças feitas em outubro nas definições de jornada exaustiva e condições degradantes de trabalho, e também retira a determinação que limitava a publicação da “lista suja” a ato do ministro do Trabalho.

No início deste mês, o Ministério Público Federal em Brasília entrou na Justiça com uma ação de improbidade administrativa contra o ministro Ronaldo Nogueira sob argumento de que a atuação dele à frente do Ministério do Trabalho desrespeitou de forma deliberada a legislação ao enfraquecer estruturas de fiscalização de combate ao trabalho em condição análoga à de escravidão, gerando o desmonte da política pública de erradicação dessa prática no Brasil.

A portaria inicial do governo sobre o trabalho escravo foi editada por Temer às vésperas da votação da segunda denúncia na Câmara contra o presidente, e atendeu pleito da forte bancada ruralista na Câmara dos Deputados.

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Sete em cada dez brasileiros se opõem à privatização de estatais, aponta levantamento do Datafolha.

A maioria (67%) da população também vê mais prejuízos que benefícios na venda de companhias brasileiras para grupos estrangeiros.

A oposição a privatizações predomina em praticamente todos os recortes analisados —por região, sexo, escolaridade, preferência partidária e aprovação à gestão Temer.

O único cenário em que a ideia é aceita pela maioria é entre aqueles com renda superior a dez salários mínimos por mês, dos quais 55% se disseram favoráveis.

A aceitação cai conforme diminui a renda familiar mensal. Entre os que ganham até dois salários mínimos, 13% são a favor.

Os moradores do Norte e do Nordeste são os mais resistentes —com taxas de 78% e 76% de reprovação, respectivamente—, enquanto os do Sudeste são os que melhor aceitam a ideia: são 67% contrários e 25% a favor.

As privatizações sofrem resistência até de eleitores de partidos e políticos em geral favoráveis à venda de estatais. Entre quem aponta como partido de preferência o PSDB —que historicamente apoiou e promoveu desestatizações—, 55% se disseram contrários, e 37%, a favor.

Foram ouvidas 2.765 pessoas com margem de erro de dois pontos percentuais.

O placar é mais apertado entre os que avaliam como bom ou ótimo o governo de Michel Temer —que tem promovido uma série de projetos de privatização—, mas a maioria (51%) também se opõe.

Essa resistência é o principal entrave para as desestatizações que o governo pretende concluir até o fim de 2018, segundo analistas —a Eletrobras é a maior delas.

A privatização da Petrobras —tema já levantado por ministros e pré-candidatos à Presidência— também é fortemente rechaçada pela maior parte da população: 70% se disseram contrários, e 21%, a favor. Os demais não souberam responder ou se disseram indiferentes.

Pesquisa feita pelo Datafolha em 2015 questionou: "Você é a favor ou contra a privatização da Petrobras?". À época, 24% declararam ser favoráveis e 61%, contrários.

Uma possível participação de capital estrangeiro na Petrobras tem oposição ainda maior: 78% se disseram contra, e 15%, a favor.

ELEIÇÕES

O tema deverá ganhar destaque nas eleições de 2018.

A continuidade de programas de desinvestimento criados pelo atual governo é critério central para o apoio de investidores interessados em negócios de longo prazo no país. Mas a resistência de eleitores é clara, e não se restringe a candidatos de esquerda.

Nenhum grupo que hoje votaria nos potenciais candidatos é majoritariamente favorável à privatizações em geral nem à venda da Petrobras.

Os menos resistentes são aqueles que declararam voto em Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSC).

Em dois cenários —um com a participação de Lula (PT) na disputa e outro sem—, o apoio a privatizações varia de 31% a 36% entre os potenciais eleitores dos dois nomes.

Os que declararam voto no petista são os que mais rechaçam as privatizações. A rejeição foi de 80% para a venda de estatais em geral e de 76% para a venda da Petrobras.

FONTE:FOLHA DE S.PAULO