Em meio à crise política deflagrada pelas delações da JBS, centrais sindicais e movimentos sociais convocaram para esta quarta-feira, 24, uma marcha em Brasília contra as reformas estruturais propostas pelo governo federal. O protesto, que já estava agendado, deverá ter ainda como pauta a renúncia do presidente Michel Temer. A expectativa dos organizadores é de reunir cerca de 100 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios.
Segundo líderes de centrais sindicais, o objetivo do movimento, intitulado “Ocupa Brasília”, é manter na ordem do dia as discussões sobre as reformas trabalhista e da Previdência. Apesar de vários parlamentares já terem afirmado “não haver clima” para o avanço das propostas diante das denúncias contra Temer, os sindicalistas temem que as reformas continuem tramitando no Congresso em paralelo à crise de governabilidade.
A reforma da Previdência deverá permanecer suspensa pelos próximos dias na Câmara, que se ocupará dos processos de impeachment protocolados contra o presidente. Já a reforma trabalhista deverá manter o seu cronograma. O relator da proposta na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), voltou atrás e comunicou que apresentaria o parecer sobre a proposta nesta terça-feira, 23, conforme previsto inicialmente. Na última semana, após a divulgação das delações da JBS, Ferraço chegou a anunciar a suspensão do calendário de análise da proposta.
“Não podemos baixar a guarda. O movimento conservador que afirma que as reformas são a solução é maior que a questão do ‘Fica Temer’ ou do ‘Fora Temer’”, afirmou o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. A organização defende a realização de eleições diretas gerais como saída para o atual momento político. “Não queremos alguém para cumprir um mandato tampão, mas um novo presidente e um novo Congresso”, completou Freitas.
A ideia, no entanto, é um ponto de divergência entre as centrais. Organizações como a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), que participaram de atos de apoio ao impeachment de Dilma Rousseff (PT), pregam cautela e “saída constitucional”. “Temos uma constituição que tem regras que nos colocam em momentos como esse. Nosso País não pode viver de golpe e contragolpe”, comentou o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.    
Greve geral. Apesar do protesto marcado para esta quarta, 24, levar o nome de “Ocupa Brasília”, os organizadores esclarecem que as manifestações devem durar apenas um dia. As lideranças sindicais não descartam, contudo, a deliberação, nas próximas semanas, de uma paralisação geral semelhante à ocorrida no último 28 de abril, avaliada como “um sucesso”. Segundo o presidente da UGT, Ricardo Patah, a deflagração ou não de uma greve geral dependerá do avanço das reformas, e não da permanência do presidente Michel Temer no poder. “( A greve) Não é um ato que nos orgulha porque trouxe prejuízo, mas é valorizado como um momento de indignação e de mostrar pro Brasil que o povo tem condição de debater essas reformas”, destacou.
Fonte: O Estado de S. Paulo

A chuva, segundo organizadores do ato convocado para este domingo (21), contra o governo Michel Temer, frustou a manifestação. "Temer está certo sobre a chuva", afirmou Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares e Frente Brasil Popular, ao comentar o número reduzido de pessoas no ato, no vão livre do Masp, em São Paulo (SP).
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que "o governo Temer acabou envolvido em corrupção" e conclamou a realização de eleições diretas. "Sem legitimidade só lhe resta um caminho que é entregar o povo a decisão de escolher seu próximo presidente", disse. O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o senador Humberto Costa (PT-PE) defenderam o afastamento de Temer e as eleições diretas.
Primeiro político a discursar no ato na capital paulista, o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi na mesma linha. "O próprio Temer disse que se um de seus ministros fossem alvo de inquéritos ele seria afastado. Como ele agora é alvo de inquérito, ele deve se afastar para pacificar esse maravilhoso povo brasileiro."
A equipe do Instituto Lula chegou a avaliar as condições de segurança para que o ex-presidente comparecesse ao ato realizado neste domingo mas, por causa da chuva e da pouca quantidade de gente, a presença foi cancelada. Segundo Bonfim, a expectativa é que, nesta quarta-feira (24), a marcha Ocupa Brasília, agendada antes mesmo da revelação da JBS e inicialmente contra as reformas, reúna 50 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios.
No Rio, os manifestantes se reuniram em frente ao prédio onde mora o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). Lá, fizeram um protesto em ironia à feijoada oferecida por Temer a aliados políticos no sábado (20). O ato chegou a reunir cerca de 200 manifestantes, mas por volta das 17 horas menos da metade deles continuavam em frente ao edifício de Maia.
Na capital baiana, a manifestação que pedia a saída de Temer e eleições diretas começou por volta das 13h na Praça do Campo Grande, centro da cidade. A senadora Lídice da Mata (PSB) participou do ato e disse que é grave o momento político do País. Ela afirmou que não é hora de falar em nomes, mas de aprovar uma PEC para garantir um novo presidente em eleição direta.
Novas paralisações
Alinhadas em defesa do fim das reformas Trabalhista e Previdenciária no Congresso, as centrais sindicais ameaçam parar o País novamente, como foi feito em 28 de abril, quando parte dos trabalhadores resolveram aderir à greve geral. Já havia um calendário organizado antes das delações do empresário e presidente da JBS, Joesley Batista, implicarem Temer e lideranças do Congresso.Com a delação do empresário, o "Fora Temer" foi ressaltado no discurso dos movimentos e, também das centrais.
Sobre uma nova greve geral, Bonfim, afirma que o sentimento de indignação é geral e que a população não aguenta mais pagar a conta da corrupção política. "A disponibilidade de luta e revolta é geral. De um lado vemos a base e o governo atacando os direitos dos trabalhadores e de outro o próprio presidente é pego com a boca na botija para obstruir a justiça e praticando atos de corrupção. O povo está sem paciência", pontuou Bonfim.
No início da semana passada, em sessão no Senado, sobre a reforma Trabalhista, o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que uma nova greve será organizada "maior" do que a anterior. "Respeitem os nossos direitos, e não duvidem da nossa capacidade de reagir. Se esta Casa teimar em não ouvir a voz da classe trabalhadora, se insistir nesse caminho de desmonte da legislação trabalhista, vocês podem esperar: nós vamos construir no Brasil uma greve geral muito, mas muito maior do que foi essa do dia 28", ameaçou.
Por ora, a luta gira em torno de três bandeiras. "Estamos nos organizando em torno do 'Fora Temer', 'Diretas já' e pelo fim das reformas. Essas são as três bandeiras unificadas pelas Frentes" disse Bonfim.
Ele afirma que, mesmo com a crise política desencadeada no governo de Michel Temer, os movimentos sentem que é preciso avançar nas demandas e pressionar deputados e senadores a não "retirarem mais direitos do povo".
"Embora os sinais emitidos pela própria base sejam de que diante da crise não há condições para aprovar as reformas, as frentes mantiveram o Ocupa Brasília porque já estava organizado e preparado. É preciso acabar com a tramitação dos projetos", acrescentou.
Antagonista à CUT, a Força Sindical apoiou os atos de ontem, liderados pelas frentes e por outros grupos organizados. Apesar disso, adota o tom da cautela quando ao futuro do governo Temer. Em nota, a entidade sindicalista afirma que é preciso uma "solução democrática para a atual crise política e econômica pela qual o País atravessa".
Fonte: DCI

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Há 26,5 milhões de trabalhadores subutilizados no Brasil, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua divulgada na última quinta-feira (18/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entram nesse grupo os brasileiros que estão sem emprego, os que trabalham menos do que gostariam e os que querem trabalhar, mas não procuram ou não têm disponibilidade, a chamada força de trabalho potencial.
O número de pessoas em uma dessas situações voltou a aumentar no primeiro trimestre do ano, chegando a atingir 24,1% da força de trabalho. Nos últimos três meses de 2016, a taxa foi de 22,2% e, no primeiro trimestre do ano passado, de 19,3%.
Segundo o IBGE, 14.2 milhões de brasileiros estão desocupados, um aumento de 3 milhões de pessoas, ou 27,8%, em relação ao mesmo período do ano passado. Com relação ao trimestre anterior, houve crescimento de 1,8 milhão de pessoas, ou seja, variação de 14,9%.
A população desocupada compreende as pessoas que não têm trabalho e estão procurando. Além dos 14,2 milhões nessa situação, o Brasil conta com 5,3 milhões de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, ou seja, que podem trabalhar mais, mas não encontram oportunidade.
Fonte: Correio Braziliense

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realiza audiência pública nesta terça-feira (23) para analisar as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que serão violadas caso a reforma trabalhista (PL 6787/16) seja aprovada pelo Congresso.
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que pediu a realização do debate, afirma que a própria OIT já alertou para o risco que a reforma trabalhista representa às convenções 98 e 154, que tratam do direito de sindicalização e de negociação coletiva e foram ratificadas pelo governo brasileiro.
“Segundo os procuradores do Ministério Público do Trabalho, as convenções têm como objetivo promover a negociação coletiva sob a perspectiva de tratativas de condições de trabalho mais favoráveis do que as fixadas em lei”, afirma o deputado. 
O objetivo das convenções, explica Orlando Silva, é melhorar a proteção dos trabalhadores garantida em lei “e não a redução do patamar mínimo de proteção ao trabalhador como enseja a atual reforma trabalhista”.
Debatedores
 
Foram convidados para discutir o assunto:
 
- o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra; 
- o representante da OIT no Brasil, Peter Poschen; 
- o procurador-geral do Trabalho do Brasil, Ronaldo Curado Fleury; 
- o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas; 
- o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade; 
- o presidente da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo; e
- o presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), José Ricardo da Costa Aguiar Alves.
A audiência será realizada no plenário 12, a partir das 14 horas.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

O Projeto de Lei do Senado nº 142/2017 de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) propõe a alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para instituir o Contrato de Trabalho Especial do Idoso.
De acordo com o projeto, pessoas com mais de 60 anos irão trabalhar em regime diferenciado. No Contrato de Trabalho Especial, a duração não pode exceder quatro horas diárias, não sendo permitida a prorrogação ou compensação da jornada. Além disso, o trabalhador teria direito ao salário-hora equivalente ao piso da categoria profissional em que atua.
“Da mesma forma como existe em nosso ordenamento jurídico propulsores para a contratação de pessoas portadoras de deficiência e menores aprendizes, o projeto em tela visa impulsionar a contratação dos idosos”, afirmou o senador Fernando Bezerra.
Incentivo
O empregador pode contratar através do regime especial até 10% do efetivo. Para incentivar a contratação de idosos, a alíquota do FGTS será reduzida para o montante de 2%, assim como a dispõe a Lei nº 10.097, que trata sobre regime para menor aprendiz.
A matéria tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde será votado em decisão terminativa. Caso seja aprovado, ela não precisa passar pelo plenário do Senado Federal e segue direto para a Câmara dos Deputados. O prazo para recebimento de emendas foi até a última quarta-feira (17).
 
Fonte: Jornal do Comércio / Agora

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O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista (PLC 38/17) no Senado, anunciou na tarde desta segunda-feira (22), que vai entregar na terça-feira (23) o relatório sobre o projeto, na Comissão de Assuntos Econômicos. Ferraço também é relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A oposição promete obstruir os trabalhos, pois entende que não é possível discutir nada relevante no Congresso Nacional que não seja a superação da crise político-institucional que tomou conta do país.

“Uma coisa é a dramática crise institucional que vive o governo brasileiro, é uma crise sem precedentes, muito complexa. Mas nós não podemos misturar a crise institucional com o nosso dever e nosso compromisso com o país. Esse é um debate que começou há meses no Congresso brasileiro e amanhã estaremos dando o primeiro passo com a leitura do nosso relatório sobre a reforma trabalhista”, afirmou Ferraço à imprensa nesta segunda. Esta posição colide com a decisão de suspender a tramitação, na semana passada.

Na semana passada, ele havia dito, em nota oficial, que a tramitação do projeto, em razão da crise político-institucional, estava suspensa. A decisão de Ferraço está no contexto da crise. O mercado, vendo o governo do presidente Michel Temer (PMDB) naufragar, quer acelerar as reformas para garantir que, pelo menos, a trabalhista seja chancelada.

Aprovada na Câmara dos Deputados, o projeto está em discussão no Senado, em fase de audiências públicas na CAE e CAS. O plenário do Casa também realizou duas sessões temáticas. Uma no dia 11 e outra no dia 16.

Conteúdo
Ferraço está de acordo com o projeto aprovado na Câmara. O grupo de assessores que ajudou na formulação do substitutivo aprovado pelos deputados também assessoria o senador capixaba.

Outro dado relevante em relação ao senador Ferraço é o fato de ser autor do projeto de lei (PLS 218/16) que trata da instituição do contrato de trabalho intermitente. Ele disse inclusive que iria adotar o parecer do projeto na reforma trabalhista.

Fonte: DIAP

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“Nosso objetivo será a luta para barrar as propostas de  reformas trabalhista e previdenciária”, disse Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical, sobre a participação da Central na Marcha a Brasília, que será realizada no próximo dia 24 em conjunto com as demais centrais – Nova Central, UGT, CTB, CUT, CSB, CGTB, Conlutas e Intersindical.
A meta é levar milhares de trabalhadores para demonstrar aos defensores das reformas que os trabalhadores precisam ser ouvidos e seus pleitos acatados.
A declaração de Paulinho foi feita durante a reunião da Operativa da Central, realizada na sexta-feira, dia 19, quando foram debatidos temas como a conjuntura nacional, as ações das centrais na luta contra as propostas das reformas trabalhista e previdenciária e a organização do 8º Congresso Nacional da Força Sindical, que será realizado nos dias 12, 13 e 14 de junho, em Praia Grande.
Paulinho e os dirigentes sindicais analisaram a situação política do País e decidiram manter o foco contra as propostas de reformas e as negociações com os parlamentares que são favoráveis às reivindicações dos trabalhadores.
A Força Sindical manterá a unidade das centrais sindicais e participará dos movimentos na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Vale lembrar a nota das centrais divulgada no dia 18: “qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, tarefa que deve mobilizar a sociedade civil e suas mais importantes representações, os partidos políticos, as centrais sindicais e as demais organizações dos trabalhadores e representações patronais. Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do Governo Federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas”.
Fonte: AssCom Força Sindical

A tramitação da reforma trabalhista está mantida no Senado Federal, mesmo com a crise política que o país atravessa.
 
Nesta terça-feira, dia 23, às 9 horas, está programada a Audiência Pública Interativa, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), para debater a reforma trabalhista.
A audiência terá a participação das centrais. Pela Força Sindical irá o 1º secretário Sergio Luiz Leite, Serginho. “Vamos lá para pedir a suspensão do debate sobre as reformas trabalhista e previdenciária, devido a crise política”, diz Serginho.
Esta audiência pública será realizada em caráter interativo, com a possibilidade de participação popular. Por isso as pessoas que tenham interesse em participar com comentários ou perguntas podem fazê-lo por meio do Portal e-Cidadania – Link: www.senado.leg.br/ecidadania, e do Alô Senado, através do número 0800612211.
 
Fonte: AssCom Força Sindical

Dos 27 ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho), 19 são contra os acordos feitos entre patrões e empregos terem prevalência sobre a legislação em negociações trabalhistas, como ficou fixado na reforma trabalhista aprovada pela Câmara. E 23 deles são contra a terceirização da atividade-fim das empresas. Os dados são de pesquisa feita pelo Anuário da Justiça Brasil (editora Conjur), que será lançado em maio.

Fonte: Folha de S. Paulo

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A juíza Solange Barbosa de Castro Coura, na titularidade da 1ª Vara do Trabalho de Passos, condenou uma empresa do ramo de pedras a reintegrar ao emprego três dirigentes sindicais, bem como a pagar a eles os salários vencidos desde a dispensa até a data da reintegração. Determinou ainda o pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$50 mil a favor do SINTEMAR - Sindicato dos Trabalhadores na Extração e Transformação Mineral em Alpinópolis e Região. Por fim, considerando a ré litigante de má-fé, condenou-a a pagar muita 1% sobre o valor da causa. Os pedidos foram feitos pelo Ministério Público do Trabalho, em Ação Civil Pública.

A magistrada reconheceu que a empregadora praticou conduta antissindical, ao dispensar empregados detentores de cargo de direção no sindicato, na tentativa de frustrar a vontade coletiva dos trabalhadores. Conforme registrou nos fundamentos, os dirigentes foram validamente eleitos em 17/11/2013, sendo dispensados quando gozavam de estabilidade provisória em face de mandato sindical (artigo 10, letra “a”, do ADCT e artigo 543, parágrafo 3º, da CLT). Quanto ao dano moral coletivo, entendeu ser cabível, tendo em vista que uma só ação ou omissão pode lesionar o direito de toda a coletividade. Neste sentido, foi apontado o artigo 1º da Lei 7.347/85 (Lei da Ação Civil Pública).

A decisão rejeitou os argumentos da defesa de que a instituição sindical seria irregular. Nesse sentido, a julgadora ponderou que o Estado tem se afastado das entidades sindicais para garantir a elas independência e autonomia previstas na Constituição da República de 1988.  “A formação e existência do sindicato dispensa qualquer registro no MTE, não obstante tal inscrição seja necessária para outros aspectos, como por exemplo, para a observância da unicidade sindical (Súmula nº 677 do STF) e para sua legitimidade para o  processo (OJ nº 15 da SDC)”, registrou.

Com respaldo em documentos e na própria argumentação da defesa, a magistrada não teve dúvidas de que a categoria econômica que a empresa integra demonstrou indisposição em relação à organização da categoria profissional e ao próprio sindicato. Para ela, ficou claro que a entidade sindical - validamente constituída – enfrenta dificuldades reais para atuar na região em prol de seus representados. A decisão lembrou que os trabalhadores necessitam da proteção coletiva, sobretudo por se tratar de atividade extenuante e em contato direito com agente insalubre que pode ser fatal (pó de  sílica).

As condições precárias de trabalho ficaram provadas no processo. Assim revelaram as inúmeras autuações impostas à empresa por motivos relacionados à saúde e segurança dos empregados. “Para dizer pouco”, a juíza apontou que a frente de lavra não contava com sanitário e abrigo; as vias por onde transitam os veículos automotores não são umidificadas; a documentação relativa aos empregados encontra-se em desordem e não há sequer CIPA constituída na empresa.

No entender da julgadora, ficou clara a negligência da ré em relação à saúde de seus empregados. “Indolente, não demonstra maiores preocupações com o futuro do conjunto de trabalhadores”, frisou, constatando que a empregadora também não possuía programas indispensáveis, tais como: PCMSO, PPR Programa de Proteção Respiratória e programas relacionados à perda de audição induzida por ruído (PAIR). Programas estes que, na visão da juíza, são ainda mais imprescindíveis no caso do trabalho com a sílica para resguardar a saúde e a vida dos trabalhadores em face das conhecidas consequências do trabalho no ramo. “Nesse cenário de descumprimento reiterado da legislação trabalhista por uma empregadora indolente, em meio a um ambiente de trabalho extremamente danoso à saúde dos trabalhadores pelo contato com o pó de sílica torna-se ainda mais necessária a atuação de um sindicato  forte e representativo na proteção dos direitos de seus representados  que, pelo que resta provado nos autos, o poder econômico da região tem conseguido obstar”, frisou.

Como apurado, o sindicato buscou apoio externo, tanto por parte da Federação, quanto junto ao Ministério do Trabalho e Emprego para as negociações com as mineradoras de quartzito de Alpinópolis.

A situação apurada indica que os integrantes da categoria econômica estavam dispostos a sufocar o movimento coletivo no seu nascedouro. Segundo a juíza, isso ocorria por meio do terror que o poder econômico é capaz de exercer, com tentativa de desestabilizar a organização sindical e, assim, manter os empregados estrategicamente separados.

Diante de todo esse cenário, a julgadora decidiu reconhecer a lesão coletiva causada pela  postura da empresa, condenando-a ao  pagamento de danos morais coletivos, fixados em R$50 mil, a favor da entidade sindical, como requerido pelo MPT.

Recurso - Acompanhando o voto da desembargadora Maria Cecília Alves Pinto, a 1ª Turma do TRT de Minas rejeitou o recurso da empresa ré e acolheu parcialmente o do Ministério Público do Trabalho. “O dano moral coletivo restou configurado, tendo em vista que a ré violou normas trabalhistas, acarretando, além de prejuízos materiais aos empregados envolvidos, também danos morais coletivos, consistentes na lesão do patrimônio moral de toda a coletividade dos trabalhadores da empresa, assim como da própria sociedade, em virtude das condutas violadoras da ordem jurídica e social, na medida em que o respeito à dignidade da pessoa humana e ao valor social do trabalho, erigidos a fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 5º, incisos III e IV, da CRFB), transcendem o interesse meramente individual, atingindo a esfera coletiva.”, constou da decisão, que também entendeu que quando o empregador empreende dispensa discriminatória e antissindical, expõe o empregado à situação constrangedora, extrapolando os limites de atuação do seu poder diretivo e atinge a dignidade desse trabalhador.

Foi acrescida à condenação a determinação para que a empresa se abstenha da prática de atos antissindicais, sob pena de multa de R$50 mil para cada constatação, revertida para o sindicato prejudicado. Ademais, a empresa foi condenada a pagar a cada empregado ilegalmente dispensado, indenização por dano moral, no importe de R$5 mil.

Processo: 00451-2014-070-03-00-5 (RO) — Sentença em 19/11/2014

Fonte: TRT-3

Uma proposta do senador Telmário Mota (PTB-RR) quer acabar com a cobrança de Imposto de Renda sobre o 13º salário e as férias dos trabalhadores. De acordo com o autor do projeto (PLS 145/2017), a cobrança é injusta porque essas remunerações são calculadas sobre o salário mensal do trabalhador, que já sofre incidência de IR. Sendo assim, o 13º e o adicional de férias sofrem a cobrança duas vezes, segundo o senador.
O projeto de lei está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e aguarda a indicação de um relator para o texto.
Em sua justificativa para a proposta, o senador afirma que "há distorção gravíssima em matéria de tributação no Brasil, pois a parcela mais rica da população paga percentualmente menos tributo sobre a renda do que a classe média".  omo exemplo de benefício concedido aos mais ricos, Mota cita que não há cobrança de IR sobre lucro e dividendos distribuídos pelas empresas a seus sócios ou acionistas.
A aprovação do projeto reduziria a arrecadação de impostos pelo governo. De acordo com cálculos feitos pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado, deixariam de ser arrecadados R$ 28,87 bilhões em 2018 e R$ 31,47 bilhões em 2019, caso a medida começasse a valer a partir do ano que vem.

Fonte: UOL