IMAGEM: DryDel Shipping

O Japão está considerando medidas ousadas para revitalizar sua outrora dominante indústria de construção naval, incluindo a criação de um estaleiro nacional apoiado pelo governo, como parte de uma estratégia mais ampla para restaurar as capacidades de manufatura marítima, cruciais para a segurança nacional.

A proposta, apresentada ao primeiro-ministro Shigeru Ishiba pelo Partido Liberal Democrata (LDP) na sexta-feira, prevê a reabilitação de instalações de construção e reparo navais inativas, além de incentivos para investimentos públicos e privados em infraestrutura de estaleiros de última geração.

O Japão já foi responsável por quase 50% da produção global de construção naval na década de 1990. Hoje, sua participação de mercado despencou para cerca de 10%, ficando muito atrás da China, que controla 70% da capacidade global de construção de navios novos e impressionantes 90% da capacidade de reparo, e da Coreia do Sul, sua rival regional de longa data.

A forte queda foi impulsionada pela acirrada competição de preços, com estaleiros chineses e coreanos se beneficiando de amplos subsídios estatais e vantagens de escala. O golpe mais recente ocorreu em maio, quando as encomendas de novos navios nos estaleiros japoneses caíram 48% em relação ao ano anterior, para apenas 884.100 toneladas brutas, de acordo com dados divulgados esta semana pela Associação de Exportadores de Navios do Japão (JSEA).

Em meio à crise, o setor de construção naval do Japão recebeu um novo impulso de liderança. Yukito Higaki, presidente da Imabari Shipbuilding — o maior estaleiro do país — foi nomeado esta semana como o novo presidente da Associação da Indústria de Construção Naval do Japão (JSIA), tornando-se o primeiro líder vindo de um estaleiro comercial dedicado, em vez de uma empresa diversificada da indústria pesada como a Mitsubishi ou a IHI.

Em uma coletiva de imprensa, Higaki delineou uma meta ambiciosa: recuperar pelo menos 20% da participação no mercado global até 2030, dobrando os níveis atuais.

"Para nos tornarmos líderes de preços com o poder de controlar os preços, precisamos atingir pelo menos 20% da participação no mercado global até 2030", disse o chefe da Imabari.

Higaki também expressou abertura à cooperação com os EUA, especialmente sob o impulso do governo Trump para reativar a construção naval americana.

Tóquio e Washington estão se preparando para lançar um Fundo de Revitalização da Construção Naval Japão-EUA, projetado para canalizar investimentos para estaleiros nacionais e americanos. Empresas japonesas estão de olho em contratos para construir navios porta-carros, navios de GNL e navios de guerra para transporte de gelo para o mercado americano, potencialmente se posicionando como alternativas estratégicas aos fornecedores chineses.

As discussões incluíram colaboração naval, produção de quebra-gelos e o estabelecimento de uma cadeia de suprimentos marítima bilateral dissociada da China. Os EUA também devem aumentar as taxas portuárias sobre a tonelagem ligada à China que atraca em portos americanos ainda este ano, parte de um esforço mais amplo para reduzir o domínio marítimo da China.

O plano de revitalização do Japão será sustentado pela Lei de Promoção da Segurança Econômica de 2022, que permite ao governo apoiar diretamente indústrias consideradas vitais para o interesse nacional.

No entanto, o tempo pode estar se esgotando. De acordo com a Danish Ship Finance, a menos que os estaleiros japoneses conquistem uma onda substancial de novos pedidos, as taxas médias de utilização podem cair de 50% neste ano para apenas 20% até 2027. Essa queda iminente ameaça não apenas a produção industrial, mas também a retenção de trabalhadores qualificados.

"Os estaleiros no Japão podem se ver subutilizados, apontando para um descompasso entre a capacidade de produção e a competitividade comercial", alertou a Danish Ship Finance em um relatório divulgado no mês passado.

FONTE: SPLASH247.COM

IMAGEM: LOGÍSTICA360

Como o conflito entre Israel e o Irã afetará o mercado de petroleiros?

O Irã tem opções para retaliar. Pode tentar fechar o Estreito de Ormuz ou interromper o transporte marítimo neste ponto de estrangulamento, por onde passam mais de 20% do fornecimento global de petróleo. Pode atacar instalações petrolíferas em países vizinhos ou atingir bases militares americanas na região.

No entanto, todas essas ações potenciais acarretam riscos significativos. Fechar o Estreito de Ormuz ou atacar a infraestrutura energética na região elevará os preços da energia, transformará todos os seus vizinhos em adversários e, muito provavelmente, atrairá para o conflito o exército americano, que tem grande presença na região. Fechar o Estreito de Ormuz também pode prejudicar a capacidade de exportação do Irã e dar aos israelenses e/ou americanos um incentivo para atacar sua infraestrutura energética (refinarias, oleodutos, terminais de exportação, etc.). Perder a receita das exportações de energia esgotaria rapidamente os recursos e a capacidade de reação do Irã.

Imediatamente após os ataques israelenses, tanto os preços do petróleo quanto as tarifas dos petroleiros subiram. Isso era esperado e é uma reação normal a um aumento nas tensões geopolíticas e ao aumento do risco de interrupções significativas no fornecimento global de energia. A evolução dos preços do petróleo nos próximos dias e semanas dependerá da ocorrência de interrupções efetivas no fornecimento de petróleo.

No geral, os mercados globais de petróleo estão bem abastecidos e os estoques estão em níveis saudáveis ​​em todo o mundo.

No entanto, o fornecimento iraniano está cada vez mais em risco. Mesmo antes do ataque israelense, a maioria das previsões do mercado de petróleo já previa um declínio na produção iraniana nos próximos meses, levando a uma redução nas exportações iranianas de cerca de 400-500 kb/d. Esse número provavelmente aumentará se o conflito se intensificar. As refinarias independentes chinesas, que compram quase todo o petróleo iraniano, precisarão buscar fontes alternativas de petróleo bruto, podendo tentar comprar petróleo com desconto da Rússia ou buscar barris alternativos no Oriente Médio.

As tarifas para petroleiros também aumentaram após os ataques, em particular para os VLCCs, a principal classe de embarcações para as exportações do Golfo Pérsico. Semelhante à reação dos preços do petróleo, este é um desenvolvimento normal nas atuais circunstâncias. As tarifas para a rota de referência Golfo Pérsico (AG)-Leste VLCC aumentaram de WS43 para W55. No entanto, embora o aumento seja significativo em termos percentuais, o mercado de petroleiros permanece na estagnação do verão.

Novos aumentos de tarifas são possíveis nos próximos dias, dependendo da evolução do conflito, mas também é possível que o mercado enfraqueça novamente após o fim de semana. Em conflitos anteriores, os afretadores às vezes entravam em pânico e, na tentativa de acessar cargas adicionais, a atividade de fixação aumentava drasticamente. Ao mesmo tempo, os armadores se tornavam cada vez mais relutantes em entrar em áreas de alto risco, como o Golfo Pérsico. Essa combinação de fatores elevaria as tarifas dos petroleiros muito mais rapidamente. Não estamos nesse cenário no momento. De acordo com nossos corretores de petroleiros, a atividade de fixação não aumentou até agora e a maioria dos armadores ainda está disposta a trazer seus petroleiros para o AG. No entanto, isso pode mudar rapidamente.

FONTE:  THE MARITIME EXECUTIVE

IMAGEM: DIVULGAÇÃO/PORTAL MS

Hidrovia do Rio Paraguai deve ir a leilão em dezembro, confirma ministro
Anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, nesta terça-feira

A Hidrovia do Rio Paraguai deve ir a leilão na B3 em dezembro deste ano, conforme anunciou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, nesta terça-feira (17). A data anterior estava prevista para julho, mas o leilão foi adiado.

“Essa obra é muito estratégica para a gente poder ajudar no escoamento da produção, sobretudo para um olhar também da celulose, entre outros ativos que vão fazer parte do escoamento da produção. A ideia é que agora em dezembro a gente possa fazer a primeira concessão hidroviária do Brasil, que será aqui em Mato Grosso do Sul, que vai ajudar na logística do estado, reduzindo o custo logístico e ampliando a competitividade cada vez mais", destacou durante a cerimônia de início das obras dos aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.

Ele ainda ressaltou sobre as potencialidades de Mato Grosso do Sul. "Hoje o Estado é um dos que mais crescem no Brasil, que mais gera emprego, que mais tem obras de infraestrutura”, completou.

De acordo com o governador Eduardo Riedel (PSDB), atualmente, a hidrovia exporta 2 milhões de toneladas de soja e mais de 8 milhões de toneladas de minério. Com a concessão, esse escoamento vai aumentar podendo chegar a até 70 milhões de toneladas de minério de ferro, por exemplo.

“É fundamental que a gente tenha investimentos em sinalização, em operacionalização desse trecho brasileiro da hidrovia, através de quem conhece o melhor do assunto e opera melhor. É essa a visão que o Governo Federal está tendo, e a gente apoia integralmente essa iniciativa. Não vamos mais movimentar 15 milhões de toneladas, vamos movimentar 50, 60, 70 milhões de toneladas, que é o destino de Mato Grosso do Sul”, enfatizou.

O projeto abrange um trecho de 600 quilômetros entre Corumbá e a Foz do Rio Apa, em Porto Murtinho. O objetivo é aumentar a eficiência logística, reduzir emissões de gases de efeito estufa e fomentar o desenvolvimento sustentável.

Nos primeiros 5 anos, estão previstos serviços de dragagem, derrocagem, balizamento, sinalização, construção de infraestrutura e implantação de sistemas de gestão do tráfego hidroviário.

O investimento direto estimado para essa fase é de R$ 63,8 milhões. O contrato terá duração de 15 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. A tarifa para movimentação de cargas será de até R$ 1,27 por tonelada, podendo ser reduzida conforme o critério da licitação.

Em relação a publicação do edital de licitação da Hidrovia do Rio Paraguai estava marcada para maio deste ano, mas a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) mudou para até outubro deste ano, devido as exigências do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que negou pedidos de dragagem emergencial ao longo do Rio Paraguai, após a análise de estudos.

FONTE: CAMPO GRANDE NEWS

IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo anuncia hidrovia com 1.371 km navegáveis no Rio São Francisco Projeto ligará Pirapora (MG) a Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), transportando 5 milhões de toneladas no 1º ano.

O Governo Federal anunciou nesta 6ª feira (13.jun.2025) a Nova Hidrovia do Rio São Francisco. O projeto conectará Pirapora (MG) a Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). O projeto prevê 1.371 km de vias navegáveis para transportar 5 milhões de toneladas de cargas entre o Centro-Sul e o Nordeste do país no 1º ano de funcionamento.

Entre os produtos que serão escoados pela hidrovia, estão insumos agrícolas, gesso, gipsita, calcário, grãos, bebidas, minério e sal.

O projeto será dividido em 3 etapas: A 1ª fase contemplará um trecho de 604 km navegáveis, ligando Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) a Ibotirama (BA), passando por Sobradinho (BA). Nesta etapa, as cargas serão transportadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias, na Baía de Todos os Santos;

A 2ª etapa abrangerá 172 km navegáveis entre Ibotirama (BA) e as cidades baianas de Bom Jesus da Lapa (BA) e Cariacá (BA). O trecho terá conexão com os Portos de Ilhéus e Aratu-Candeias por meio da malha ferroviária;

Na 3ª fase, a hidrovia será ampliada em 670 km, conectando Bom Jesus da Lapa (BA) e Cariacá (BA) a Pirapora (MG).

O empreendimento beneficiará diretamente 505 municípios e mais de 11,4 milhões de pessoas que mantêm alguma relação com o Rio São Francisco. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que a hidrovia será estratégica para o desenvolvimento da região.

“Essa é uma pauta muito importante para o desenvolvimento do Nordeste, será muito estratégico para o desenvolvimento de toda a região. Em junho vamos assinar a delegação à Companhia das Docas do Estado da Bahia e iniciaremos os estudos técnicos ao lado da Infra SA”, afirmou.

O secretário Nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Dino Antunes, disse que o projeto irá colaborar com a descarbonização do transporte de cargas no Brasil. “A Nova Hidrovia do São Francisco representa mais um avanço para a logística nacional, integrando regiões e promovendo um transporte mais limpo, eficiente e competitivo”, afirmou.

FONTE: PODER360

IMAGEM: SAILORS' SOCIETY

 

Em vez do jornal diário e da programação de notícias em um pequeno número de canais, três vezes ao dia, a mídia jornalística tem espaço online ilimitado para preencher – e precisa preencher esse espaço 24 horas por dia.

O apetite por notícias significa que temos um suprimento infinito de más notícias com manchetes sensacionalistas, projetadas para chamar a atenção.

E as notícias marítimas não são diferentes. Qualquer pessoa que me conheça bem sabe que lido com fatos reais – e, como estamos nos aproximando do Dia do Marítimo, é hora de apresentar esses fatos ao mundo.

Com razão, as pessoas estão ansiosas para erradicar o assédio sexual a bordo de navios. Mas os dados que estamos vendo divulgados são extremamente imprecisos, vindos de fontes que não podem ser verificadas.

O fato é que o assédio sexual em nosso setor não é pior do que em muitos setores em terra. É claro que isso não significa que queiramos ser complacentes, longe disso.

Há muito a dizer sobre uma carreira na indústria marítima, e pouquíssimas pessoas o dizem.

Por exemplo: enquanto as mulheres lutam por igualdade salarial em outros setores ainda hoje, na indústria marítima há muitas décadas temos igualdade salarial para marítimos homens e mulheres.

Embora muitas nacionalidades tenham enfrentado discriminação racial por muitas décadas ao ingressar em determinados setores, a indústria marítima é um dos setores mais diversos do mundo.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, muitos países do Sudeste Asiático estão entre os principais países marítimos do mundo, já que o setor emprega mais de 2 milhões de trabalhadores na Indonésia e no Vietnã, mais de 1,8 milhão nas Filipinas, mais de 1 milhão na Tailândia e centenas de milhares em Mianmar e Camboja. Isso inclui pessoas que trabalham em nosso setor, especialmente na indústria de cruzeiros.

Então, o que pode ser feito para melhorar o nosso setor?

Capitã Kuba Szymansky (Secretária-Geral da InterManager) responde:

O que não temos é um sistema de denúncia de irregularidades, que permita a denúncia completa e adequada de irregularidades. É uma exigência da legislação da UE, mas ainda não temos um. É também um fato que muitos outros setores também não dispõem de um sistema desta natureza – então, porque não pode o setor marítimo ser melhor do que os outros e implementar um?

É tempo de fortalecer o nosso setor em vez de o destruir. Estamos aqui e prontos para nos promovermos no mundo como modernos e vanguardistas; prontos para acolher uma nova geração nas nossas tripulações.

FONTE: SPLASH247.COM

IMAGEM: FECOMÉRCIO

Plenário aprova cancelamento digital da contribuição sindical no PL1663/2023; veja como os deputados votaram.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 318 a 116, o Destaque nº 8 (DTQ 8), apresentado pelo deputado Pedro Lucas Fernandes (UNIÃO-MA) à Emenda 1 do Projeto de Lei 1663/2023, de autoria do deputado Rodrigo Valadares (UNIÃO-SE). O PL 1663/2023 propõe a revogação de dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), instituída pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e agora segue para análise no Senado Federal.

O destaque aprovado estabelece que os trabalhadores poderão cancelar, de forma digital, a contribuição sindical — de natureza voluntária. Esse cancelamento poderá ser realizado por meio de portais governamentais, plataformas sindicais, aplicativos privados autorizados ou e-mail. Para a validade do procedimento, será exigida a autenticação da identidade do trabalhador, por meio digital ou mediante assinatura física acompanhada de documento de identificação.

A proposta determina que os sindicatos disponibilizem canais digitais para o cancelamento, prestem atendimento adequado e mantenham os registros dos pedidos por, no mínimo, cinco anos. O cancelamento deverá ser confirmado em até 10 dias úteis e, caso não haja resposta no prazo, o pedido será considerado automaticamente processado. O texto também prevê que o Poder Executivo deverá regulamentar os padrões de segurança digital aplicáveis no prazo de até 90 dias após a sanção da lei.

Veja como votou cada deputado na Câmara:

Parlamentar UF Voto
Avante
André Janones MG Não
Bruno Farias MG Sim
Delegada Ione MG Sim
Neto Carletto BA Sim
Pastor Sargento Isidório BA Sim
Waldemar Oliveira PE Sim
Total Avante: 6   
Cidadania
Alex Manente SP Sim
Amom Mandel AM Sim
Any Ortiz RS Sim
Arnaldo Jardim SP Sim
Total Cidadania: 4   
MDB
Acácio Favacho AP Sim
Alceu Moreira RS Sim
Alexandre Guimarães TO Sim
Andreia Siqueira PA Sim
Antônio Doido PA Sim
Augusto Puppio AP Sim
Baleia Rossi SP Sim
Célio Silveira GO Sim
Cleber Verde MA Sim
Cobalchini SC Sim
Delegado Palumbo SP Sim
Dra. Alessandra Haber PA Sim
Emanuel Pinheiro Neto MT Sim
Fábio Teruel SP Sim
Gutemberg Reis RJ Sim
Henderson Pinto PA Sim
Hercílio Coelho Diniz MG Sim
Hildo Rocha MA Não
João Cury SP Sim
José Priante PA Sim
Juarez Costa MT Sim
Keniston Braga PA Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Luiz Fernando Vampiro SC Sim
Márcio Biolchi RS Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Terra RS Sim
Otoni de Paula RJ Sim
Pezenti SC Sim
Rafael Brito AL Sim
Rafael Prudente DF Sim
Ricardo Maia BA Sim
Sergio Souza PR Sim
Simone Marquetto SP Sim
Yury do Paredão CE Sim
Total MDB: 35   
Novo
Adriana Ventura SP Sim
Gilson Marques SC Sim
Luiz Lima RJ Sim
Marcel van Hattem RS Sim
Ricardo Salles SP Sim
Total Novo: 5   
PCdoB
Alice Portugal BA Não
Daiana Santos RS Não
Daniel Almeida BA Não
Enfermeira Rejane RJ Não
Jandira Feghali RJ Não
Márcio Jerry MA Não
Orlando Silva SP Não
Renildo Calheiros PE Não
Total PCdoB: 8   
PDT
Afonso Motta RS Não
André Figueiredo CE Não
Dorinaldo Malafaia AP Não
Duda Salabert MG Sim
Félix Mendonça Júnior BA Sim
Flávia Morais GO Não
Josenildo AP Sim
Leônidas Cristino CE Não
Márcio Honaiser MA Não
Marcos Tavares RJ Sim
Mário Heringer MG Não
Mauro Benevides Filho CE Não
Max Lemos RJ Sim
Pompeo de Mattos RS Não
Robério Monteiro CE Não
Total PDT: 15   
PL
Alberto Fraga DF Sim
Altineu Côrtes RJ Sim
André Fernandes CE Sim
André Ferreira PE Sim
Antonio Carlos Rodrigues SP Sim
Bia Kicis DF Sim
Cabo Gilberto Silva PB Sim
Capitão Alberto Neto AM Sim
Capitão Alden BA Sim
Capitão Augusto SP Sim
Carlos Jordy RJ Sim
Caroline de Toni SC Sim
Chris Tonietto RJ Sim
Coronel Armando SC Sim
Coronel Chrisóstomo RO Sim
Coronel Fernanda MT Sim
Coronel Meira PE Sim
Daniel Agrobom GO Sim
Daniel Freitas SC Sim
Daniela Reinehr SC Sim
Delegado Caveira PA Sim
Delegado Éder Mauro PA Sim
Delegado Paulo Bilynskyj SP Sim
Delegado Ramagem RJ Sim
Domingos Sávio MG Sim
Dr. Jaziel CE Sim
Eros Biondini MG Sim
Fernando Rodolfo PE Sim
Filipe Barros PR Sim
Filipe Martins TO Sim
General Girão RN Sim
General Pazuello RJ Sim
Giacobo PR Sim
Giovani Cherini RS Sim
Gustavo Gayer GO Sim
Helio Lopes RJ Sim
Jefferson Campos SP Sim
João Carlos Bacelar BA Não
Joaquim Passarinho PA Sim
José Medeiros MT Sim
Junio Amaral MG Sim
Junior Lourenço MA Sim
Lincoln Portela MG Sim
Luiz Carlos Motta SP Não
Luiz Philippe de Orleans e Bragança SP Sim
Marcelo Álvaro Antônio MG Sim
Marcio Alvino SP Sim
Marcos Pollon MS Sim
Mario Frias SP Sim
Matheus Noronha CE Sim
Mauricio do Vôlei MG Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Nelson Barbudo MT Sim
Nikolas Ferreira MG Sim
Pastor Eurico PE Sim
Paulo Freire Costa SP Sim
Pr. Marco Feliciano SP Sim
Professor Alcides GO Sim
Ricardo Guidi SC Sim
Roberta Roma BA Sim
Roberto Monteiro Pai RJ Sim
Robinson Faria RN Sim
Rodolfo Nogueira MS Sim
Rodrigo da Zaeli MT Sim
Rosana Valle SP Sim
Rosângela Reis MG Sim
Sanderson RS Sim
Sargento Gonçalves RN Sim
Silvia Waiãpi AP Sim
Sonize Barbosa AP Não
Soraya Santos RJ Sim
Sóstenes Cavalcante RJ Sim
Tiririca SP Sim
Wellington Roberto PB Sim
Zé Vitor MG Sim
Zucco RS Sim
Total PL: 77   
Podemos
Bruno Ganem SP Sim
Enfermeira Ana Paula CE Não
Fábio Macedo MA Sim
Gilson Daniel ES Sim
Luiz Carlos Hauly PR Sim
Mauricio Marcon RS Sim
Nely Aquino MG Sim
Raimundo Costa BA Sim
Renata Abreu SP Não
Rodrigo Gambale SP Sim
Romero Rodrigues PB Sim
Ruy Carneiro PB Sim
Total Podemos: 12   
PP
Adriano do Baldy GO Sim
Afonso Hamm RS Sim
Aguinaldo Ribeiro PB Sim
AJ Albuquerque CE Sim
Allan Garcês MA Sim
Átila Lira PI Sim
Bebeto RJ Sim
Clarissa Tércio PE Sim
Claudio Cajado BA Sim
Da Vitoria ES Sim
Delegado Bruno Lima SP Sim
Delegado Fabio Costa AL Sim
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Sim
Dr. Luiz Ovando MS Sim
Evair Vieira de Melo ES Sim
Fausto Pinato SP Sim
João Leão BA Sim
João Maia RN Sim
Julio Arcoverde PI Sim
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Lula da Fonte PE Sim
Marcelo Queiroz RJ Sim
Mauricio Neves SP Sim
Mersinho Lucena PB Sim
Pedro Lupion PR Sim
Pedro Westphalen RS Sim
Pinheirinho MG Sim
Silvia Cristina RO Sim
Socorro Neri AC Sim
Toninho Wandscheer PR Sim
Vermelho PR Sim
Vicentinho Júnior TO Sim
Zé Adriano AC Sim
Zezinho Barbary AC Sim
Total PP: 36   
PRD
Dr. Frederico MG Sim
Fred Costa MG Sim
Magda Mofatto GO Sim
Pedro Aihara MG Sim
Total PRD: 4   
PSB
Bandeira de Mello RJ Sim
Duarte Jr. MA Não
Eriberto Medeiros PE Sim
Gervásio Maia PB Não
Guilherme Uchoa PE Sim
Júnior Mano CE Não
Lídice da Mata BA Não
Lucas Ramos PE Não
Luciano Ducci PR Sim
Paulo Folletto ES Não
Pedro Campos PE Sim
Tabata Amaral SP Sim
Total PSB: 12   
PSD
Átila Lins AM Sim
Caio Vianna RJ Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Castro Neto PI Sim
Célio Studart CE Não
Charles Fernandes BA Não
Danrlei de Deus Hinterholz RS Sim
Delegada Katarina SE Sim
Diego Coronel BA Sim
Domingos Neto CE Não
Dr. Ismael Alexandrino GO Sim
Gabriel Nunes BA Sim
Gilberto Nascimento SP Sim
Hugo Leal RJ Sim
Igor Timo MG Sim
Ismael SC Sim
Josivaldo JP MA Sim
Júlio Cesar PI Sim
Júnior Ferrari PA Sim
Laura Carneiro RJ Sim
Luciano Amaral AL Sim
Luisa Canziani PR Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Luiz Gastão CE Sim
Marcos Aurélio Sampaio PI Sim
Misael Varella MG Sim
Otto Alencar Filho BA Sim
Paulo Litro PR Sim
Paulo Magalhães BA Sim
Raimundo Santos PA Sim
Ribamar Silva SP Não
Rodrigo Estacho PR Sim
Sargento Fahur PR Sim
Saulo Pedroso SP Sim
Sidney Leite AM Sim
Stefano Aguiar MG Sim
Zé Haroldo Cathedral RR Sim
Total PSD: 37   
PSDB
Adolfo Viana BA Sim
Beto Pereira MS Sim
Beto Richa PR Sim
Daniel Trzeciak RS Sim
Geraldo Resende MS Sim
Lêda Borges GO Sim
Lucas Redecker RS Sim
Paulo Abi-Ackel MG Sim
Paulo Alexandre Barbosa SP Sim
Vitor Lippi SP Sim
Total PSDB: 10   
PSOL
Chico Alencar RJ Não
Fernanda Melchionna RS Não
Glauber Braga RJ Não
Guilherme Boulos SP Não
Ivan Valente SP Não
Luiza Erundina SP Não
Pastor Henrique Vieira RJ Não
Professora Luciene Cavalcante SP Não
Sâmia Bomfim SP Não
Tarcísio Motta RJ Não
Total PSOL: 10   
PT
Airton Faleiro PA Não
Alencar Santana SP Não
Alexandre Lindenmeyer RS Não
Alfredinho SP Não
Ana Paula Lima SC Não
Ana Pimentel MG Não
Arlindo Chinaglia SP Não
Benedita da Silva RJ Não
Bohn Gass RS Não
Carlos Veras PE Não
Carlos Zarattini SP Não
Carol Dartora PR Não
Dandara MG Não
Delegada Adriana Accorsi GO Não
Denise Pessôa RS Não
Dilvanda Faro PA Não
Dimas Gadelha RJ Não
Dr. Francisco PI Não
Erika Kokay DF Não
Fernando Mineiro RN Não
Flávio Nogueira PI Não
Helder Salomão ES Não
Ivoneide Caetano BA Não
Jack Rocha ES Não
Jilmar Tatto SP Não
João Daniel SE Não
Jorge Solla BA Não
José Airton Félix Cirilo CE Não
José Guimarães CE Não
Joseildo Ramos BA Não
Josias Gomes BA Não
Juliana Cardoso SP Não
Kiko Celeguim SP Não
Lenir de Assis PR Não
Lindbergh Farias RJ Não
Luiz Couto PB Não
Luizianne Lins CE Não
Marcon RS Não
Maria do Rosário RS Não
Merlong Solano PI Não
Miguel Ângelo MG Não
Natália Bonavides RN Não
Nilto Tatto SP Não
Odair Cunha MG Não
Padre João MG Não
Patrus Ananias MG Não
Paulão AL Não
Paulo Guedes MG Não
Pedro Uczai SC Não
Reimont RJ Não
Rogério Correia MG Não
Rubens Otoni GO Não
Rubens Pereira Júnior MA Não
Rui Falcão SP Não
Tadeu Veneri PR Não
Valmir Assunção BA Não
Vander Loubet MS Não
Vicentinho SP Não
Waldenor Pereira BA Não
Welter PR Não
Zé Neto BA Não
Zeca Dirceu PR Não
Total PT: 62   
PV
Aliel Machado PR Não
Bacelar BA Não
Clodoaldo Magalhães PE Não
Prof. Reginaldo Veras DF Não
Total PV: 4   
Republican
Adail Filho AM Sim
Albuquerque RR Sim
Alex Santana BA Sim
Amaro Neto ES Sim
Antônia Lúcia AC Sim
Antonio Andrade TO Sim
Augusto Coutinho PE Sim
Defensor Stélio Dener RR Sim
Diego Garcia PR Sim
Ely Santos SP Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Franciane Bayer RS Sim
Fred Linhares DF Sim
Gabriel Mota RR Sim
Gilberto Abramo MG Sim
Gilvan Maximo DF Sim
Gustinho Ribeiro SE Sim
Hugo Motta PB Art. 17
Jadyel Alencar PI Sim
Jeferson Rodrigues GO Sim
Jorge Braz RJ Sim
Julio Cesar Ribeiro DF Sim
Katia Dias MG Sim
Lafayette de Andrada MG Sim
Luciano Vieira RJ Sim
Luis Carlos Gomes RJ Sim
Marcelo Crivella RJ Sim
Márcio Marinho BA Sim
Maria Rosas SP Sim
Messias Donato ES Sim
Murilo Galdino PB Sim
Ossesio Silva PE Sim
Ricardo Ayres TO Sim
Roberto Duarte AC Sim
Ronaldo Nogueira RS Não
Samuel Viana MG Sim
Silas Câmara AM Sim
Thiago Flores RO Sim
Total Republicanos: 38   
Solidariedade
Aureo Ribeiro RJ Não
Maria Arraes PE Não
Paulinho da Força SP Não
Weliton Prado MG Sim
Zé Silva MG Sim
Total Solidariede: 5   
União
Alfredo Gaspar AL Sim
Benes Leocádio RN Sim
Carla Dickson RN Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Coronel Assis MT Sim
Coronel Ulysses AC Sim
Cristiane Lopes RO Sim
Dal Barreto BA Sim
Damião Feliciano PB Sim
Dani Cunha RJ Sim
Daniela do Waguinho RJ Sim
Danilo Forte CE Sim
David Soares SP Sim
Dayany Bittencourt CE Sim
Delegado Marcelo Freitas MG Sim
Delegado Matheus Laiola PR Sim
Douglas Viegas SP Sim
Dr. Fernando Máximo RO Sim
Dr. Zacharias Calil GO Sim
Eduardo Velloso AC Sim
Elmar Nascimento BA Sim
Fabio Schiochet SC Sim
Fausto Santos Jr. AM Sim
Felipe Becari SP Sim
Felipe Francischini PR Sim
Fernanda Pessoa CE Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Gisela Simona MT Sim
José Nelto GO Sim
José Rocha BA Sim
Juninho do Pneu RJ Sim
Juscelino Filho MA Sim
Lebrão RO Sim
Leur Lomanto Júnior BA Sim
Luiz Carlos Busato RS Sim
Marangoni SP Sim
Marcos Soares RJ Sim
Maurício Carvalho RO Sim
Meire Serafim AC Sim
Mendonça Filho PE Sim
Moses Rodrigues CE Sim
Murillo Gouvea RJ Sim
Nicoletti RR Sim
Padovani PR Sim
Pastor Claudio Mariano PA Sim
Pastor Diniz RR Sim
Pauderney Avelino AM Não
Paulo Azi BA Sim
Pedro Lucas Fernandes MA Sim
Rafael Simoes MG Sim
Ricardo Abrão RJ Sim
Rodrigo de Castro MG Sim
Rodrigo Valadares SE Sim
Rosangela Moro SP Sim
Yandra Moura SE Sim
Total União: 55                

 

IMAGEM: Photo of the Maersk Frankfurt in the Arabian Sea in July 2024. Photo shared by the Indian Coast Guard

A Federação Internacional de Resgate Marítimo (IMRF) e a Fundação Lloyd's Register iniciaram a primeira revisão abrangente dos sistemas globais de Busca e Salvamento (SAR) marítimos. A avaliação estratégica, anunciada na segunda-feira, visa avaliar as capacidades de SAR nos níveis local, nacional e internacional, identificando lacunas críticas nos sistemas atuais.

A revisão examinará os desafios emergentes, incluindo os impactos das mudanças climáticas, a instabilidade geopolítica e as pressões econômicas que podem moldar as operações de SAR marítimas nas próximas duas décadas. As principais partes interessadas que participam da avaliação incluem organizações locais e nacionais de SAR, entidades governamentais, operadores de transporte marítimo comercial e comunidades de pesca artesanal.

“Aqueles em perigo na água dependem de respostas de busca e salvamento oportunas e eficazes de todos os envolvidos no sistema global de busca e salvamento”, disse Caroline Jupe, CEO do IMRF. “Esta revisão global abrangente ajudará a identificar lacunas persistentes em termos de capacidades, promover a colaboração entre fronteiras e lançar as bases para um futuro marítimo mais seguro em todo o mundo.”

Esta iniciativa baseia-se na colaboração existente entre as organizações, incluindo o projeto #FutureSAR, que aborda os desafios das mudanças climáticas, e a iniciativa #SaferSAR, focada em aprimorar o compartilhamento de dados dentro da comunidade de SAR marítima.

O anúncio ocorre em um momento em que as capacidades de SAR marítimas enfrentam um escrutínio cada vez maior após incidentes recentes. Em maio, uma investigação do Conselho de Segurança Holandês sobre o incêndio na Rodovia Fremantle revelou vulnerabilidades significativas nos sistemas de resposta a emergências do Mar do Norte, incluindo desafios de coordenação entre diversas agências e problemas com protocolos de resposta a emergências.

FONTE: GCAPTAIN

IMAGEM: REUTERS/Rodolfo Buhrer

Movimentação portuária também atingiu recorde pelo segundo mês consecutivo

Os portos brasileiros movimentaram o maior volume para o mês de abril, chegando a 107,6 milhões de toneladas de cargas, um crescimento de 1,12%. Esse é o segundo mês seguido de recorde mensal na movimentação portuária total.

Os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) também mostram um outro recorde para o mês de abril: as movimentações de granéis sólidos e líquidos.

Foram movimentados 65,1 milhões de toneladas de granéis sólidos no quarto mês do ano, um crescimento de 2,27%; e 25,7 milhões de granéis líquidos, um aumento de 1,94%. Por sua vez, carga geral atingiu 5,2 milhões de toneladas, uma alta de 6,8%.

A movimentação de contêiner foi de 11,5 milhões de toneladas (-8,54%) – isso representa 1,1 milhão de TEUs. Desse total, 8,3 milhões de toneladas foram movimentadas em longo curso e 3,2 milhões por cabotagem.

Mercadoria e navegação

Ao longo do mês de abril, as cargas que tiveram o maior destaque percentual foram: Madeira com crescimento de 82,46% e movimentação de 0,6 milhão de toneladas; Fertilizantes que atingiu uma alta de 20,13% e movimentação de 3,3 milhões; e Sal que avançou 16,62% e movimentou 0,7 milhão de toneladas.

Em relação à navegação a movimentação de cargas de longo curso foi de 76,6 milhões de toneladas no quarto mês de 2025 (+1,71%), a cabotagem chegou a 23,3 milhões (-0,26%) e a navegação interior movimentou 7,6 milhões de toneladas de cargas (-0,07%).

Portos Públicos

Os portos públicos movimentaram 37,8 milhões de toneladas de cargas em abril de 2025. O número representa um decréscimo de 3,79% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os 20 portos públicos que mais movimentam no país, o com maior crescimento percentual no quarto mês do ano foi o Porto de Areia Branca (RN). O aumento foi de 82,32%, em comparação com abril de 2024, e a movimentação atingiu 0,4 milhão de toneladas.

Terminais Privados

Nos terminais autorizados houve um crescimento de 4% na movimentação em relação a abril do ano passado. O setor movimentou 69,8 milhões de toneladas de cargas.

Entre os 20 TUPs que mais movimentaram em abril, o com o maior crescimento de movimentação, comparado ao mesmo mês do ano passado, é o Terminal Marítimo Ponta Ubu (ES) com uma alta de 62,4%. O terminal movimentou 1,3 milhão de toneladas de cargas.

FONTE: ANTAQ

IMAGEM: Imagem: Shutterstock

Neuriberg Dias*

Enquanto parte do Congresso Nacional — especialmente parlamentares de oposição ao governo Lula e à organização dos trabalhadores — atua para interditar o debate sobre a modernização do sistema sindical brasileiro, ganha destaque a atuação propositiva do deputado Luiz Gastão (PSD-CE). Em diálogo permanente com entidades laborais e patronais, o parlamentar busca construir uma proposta pactuada na forma de projeto de lei capaz de inaugurar um novo capítulo na história das relações coletivas de trabalho no país.

Em linhas gerais, a proposta em construção prevê a criação do Conselho Superior de Promoção da Negociação Coletiva (CSPNC), das Câmaras de Autorregulação Sindical (CAS) e promove alterações legislativas voltadas à democratização, transparência e fortalecimento institucional do sistema sindical. O CSPNC será um órgão bipartite e paritário, com representantes de trabalhadores e empregadores, e terá como missão principal fomentar o diálogo social, ampliar a negociação coletiva e propor medidas de aprimoramento ao Poder Executivo e ao Congresso Nacional. Entre suas competências estarão a mediação de conflitos coletivos, o estímulo à autocomposição, a organização de um sistema unificado de registro de instrumentos coletivos e a proposição de políticas públicas voltadas ao fortalecimento das relações coletivas.

As Câmaras de Autorregulação Sindical — uma de trabalhadores e outra de empregadores — serão compostas, respectivamente, por centrais sindicais e confederações patronais. Terão atribuições voltadas à promoção da autorregulação, à defesa da liberdade e da unicidade sindical, à resolução de conflitos de representação, à definição de critérios para a contribuição assistencial e à articulação de políticas de transparência. Também poderão propor atualizações no Quadro de Atividades e Categorias da CLT, adequando-o à realidade contemporânea do mundo do trabalho e aos desafios de um sindicalismo mais eficaz e representativo.

A regulamentação da contribuição assistencial é tratada com atenção especial. A proposta determina que qualquer cobrança será válida apenas mediante aprovação expressa em assembleia geral da categoria, com ampla divulgação e participação, inclusive de trabalhadores não sindicalizados. Estabelece regras claras para o exercício do direito de oposição, critérios de rateio entre entidades (sindicatos, federações, confederações e centrais), além da obrigatoriedade de manutenção de portais de transparência com informações detalhadas sobre a destinação dos recursos — elementos que contribuem para consolidar uma nova cultura de legitimidade, responsabilidade e prestação de contas no financiamento sindical.

O texto também propõe que as centrais sindicais e confederações patronais assumam papel estratégico, ao indicarem os representantes que comporão o CSPNC, coordenarem os critérios de representatividade e formularem as regras de autorregulação. Uma mudança importante é a elevação do índice mínimo de representatividade das centrais sindicais para 7% de trabalhadores sindicalizados no plano nacional, conforme critérios definidos pelas próprias entidades em instância técnica — promovendo, assim, coerência com a realidade do sindicalismo brasileiro.

Além disso, a proposta permite a constituição de consórcios entre entidades sindicais para execução de atividades conjuntas — excluindo, porém, a representação e a negociação coletiva —, e introduz dispositivos que reforçam a segurança jurídica da atuação sindical, combatem práticas antissindicais e criam mecanismos institucionais para a resolução de disputas. Tais medidas fortalecem a capacidade das entidades sindicais atuarem de forma coordenada, eficiente e com maior legitimidade institucional.

O projeto encabeçado pelo deputado Luiz Gastão poderá representar um contraponto claro e realista às propostas que atualmente tramitam no Parlamento e que visam restringir o papel das entidades representativas dos trabalhadores — como os PLs 1663/2023, 2099/2023 e 2830/2019 —, retomando uma agenda de desmonte semelhante à promovida pela reforma trabalhista de 2017. Em contraste, essa nova proposta valoriza o fortalecimento da negociação coletiva e da mediação institucional como pilares de um modelo sindical funcional e constitucionalmente adequado.

Nesse processo, merece igualmente destaque a atuação do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), relator dos Projetos de Lei 5795/2016 e 5552/2019. Algumas dessas proposições convergem com pontos centrais da iniciativa do deputado Gastão, como a criação de conselhos nacionais e de mecanismos de custeio sindical. Sua experiência como sindicalista e seu trabalho como membro da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados — onde tramitam mais de 37 proposições correlatas também sob seu exame — têm sido fundamentais para mediar a construção de uma nova base legislativa para o sindicalismo, em meio a uma correlação de forças desfavorável à modificação de aspectos estruturais da Lei 13.467/2017¹, conhecida como reforma trabalhista.

Trata-se, portanto, de iniciativas como a deputado Gastão e as relatadas pelo deputado Motta, em construção com responsabilidade, maturidade e compromisso, que devem ser avaliadas pelo movimento sindical. Diante da iminência de votações de projetos regressivos no Congresso Nacional, é essencial que o campo sindical se apresente com uma proposta unificada, robusta e legitimada, capaz de disputar rumos e consolidar a negociação coletiva como instrumento legítimo, moderno e eficaz de regulação das relações de trabalho. É essa construção que poderá impedir a retomada de projetos de desestruturação do sistema sindical brasileiro e garantir sua adaptação ao mundo do trabalho contemporâneo, assegurando direitos e promovendo desenvolvimento social e econômico.

*Jornalista, Analista Político e Diretor de Documentação do DIAP.

¹ Pontos críticos da reforma trabalhista, destacam-se: 1) a flexibilização de direitos trabalhistas previstos em lei, preservando-se apenas aqueles expressamente assegurados pela Constituição Federal; 2) a ampliação das possibilidades de terceirização e de pejotização, com a contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas, sem vínculo empregatício; 3) a criação de novas formas de contratação, especialmente a do trabalhador autônomo exclusivo e a do contrato intermitente; 4) as restrições de acesso à Justiça do Trabalho, que comprometeram a proteção judicial dos direitos trabalhistas; 5) a retirada de poderes, atribuições e prerrogativas das entidades sindicais como o fim da homologação das rescisões de contrato de trabalho, fim da ultratividade de acordos coletivos e ampliação de acordos individuais; 6) a universalização da negociação coletiva sem os limites ou proteções da legislação, o que fragiliza direitos historicamente conquistados; e 7) a autorização de negociação direta entre empregadores e empregados para redução ou supressão de direitos, à margem da atuação sindical.

IMAGEM: MARCELO SOUZA/TVCA

ANTAQ faz nova apresentação sobre a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai para a América Latina

A licitação vai garantir mais segurança e confiabilidade da navegação, além de aumento na movimentação da via.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou, nesta terça-feira (10), informações sobre a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai para a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). 

O encontro reforça o compromisso da Agência em dialogar com todos os envolvidos na licitação, inclusive entes internacionais. O Rio Paraguai banha, além do Brasil, o Uruguai, o Paraguai, a Bolívia e a Argentina.

A hidrovia é um corredor logístico regional de extrema importância para os municípios que a cerca do ponto de vista de escoamento da produção e para o crescimento econômico brasileiro. 

Participaram da reunião representantes dos ministérios das Relações Exteriores, e do Planejamento e Orçamento; o secretário de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Dino Antunes; e da ALADI.

Sobre a concessão 

A Hidrovia do Rio Paraguai compreende o trecho entre Corumbá (MS) e a Foz do Rio Apa, localizada no município de Porto Murtinho (MS), e o leito do Canal do Tamengo, no trecho compreendido no município de Corumbá. A extensão total do projeto é de 600 km.

Nos primeiros cinco anos da concessão, serão realizados serviços de dragagem, balizamento e sinalização adequados, construção de galpão industrial, aquisição de draga, monitoramento hidrológico e levantamentos hidrográficos, melhorias em travessias e pontos de desmembramento de comboio, implantação dos sistemas de gestão do tráfego hidroviário, incluindo Vessel Traffic Service (VTS) e River Information Service (RIS), além dos serviços de inteligência fluvial. Após esse período ainda serão feitas dragagens de manutenção na via.

Essas melhorias vão garantir segurança e confiabilidade da navegação. O investimento direto estimado nesses primeiros anos é de R$ 63,8 milhões. O prazo contratual da concessão é de 15 anos com possibilidade de prorrogação por igual período.

FONTE: CORREIO DE CORUMBÁ

IMAGEM: MPA

Período para recadastramento teve início em 2021 e vigorou até março de 2025. Pescadores ainda podem pedir recurso administrativo no site do Ministério
 

Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou nesta quinta-feira (5/6), a Portaria a n° 479, DE 4 DE JUNHO DE 2025 que determina o cancelamento das licenças de pescadores e pescadoras profissionais que não realizaram o recadastramento obrigatório até o dia 31 de março de 2025. A medida tem como objetivo manter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) atualizado. Atualmente o registro possui 1,8 milhões de pescadores cadastrados, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Portaria nº 127/2023.

Os profissionais poderão consultar se seus registros foram cancelados por meio da página eletrônica do Ministério da Pesca e Aquicultura. A decisão afeta diretamente mais de 300 mil pescadores e pescadoras que não cumpriram o prazo estabelecido para o recadastramento.

“A atualização do RGP é considerada essencial para o Ministério, pois ela garante a regularidade da atividade pesqueira no país, permite uma melhor gestão dos recursos públicos e assegura que os benefícios e políticas públicas sejam destinados corretamente aos profissionais do setor”, afirmou a Secretária Nacional de Registro Monitoramento e Pesquisa, Carolina Doria.

Os pescadores profissionais que ainda não se regularizaram podem entrar com recurso administrativo ao cancelamento, no prazo de 30 dias, contados a partir da data de publicação da portaria. Após esse período, serão realizadas as análises de todos os recursos e posteriormente será divulgada a relação definitiva de licenças canceladas.

Como solicitar o recurso?

O recurso deve ser protocolado exclusivamente de forma online, por meio do endereço eletrônico: https://www.gov.br/pt-br/servicos/peticionar-documentos-eletronicamente-ao-ministerio-da-agricultura-pecuaria-e-abastecimento

Para auxiliar no processo, o Ministério disponibilizou um manual eletrônico com orientações detalhadas aos interessados. O documento pode ser acessado pelo link: Manual do Peticionamento Eletrônico - 2025.

Entenda o processo

Desde a retomada do Ministério da Pesca e Aquicultura, em 2023, foram promovidas melhorias no sistema e realizada uma força-tarefa para análise dos requerimentos represados no processo de recadastramento. A iniciativa, conduzida em parceria com os Ministérios da Previdência Social e do Trabalho e Emprego, resultou na análise de aproximadamente 200 mil solicitações de RGP.

A regularização dos pescadores e pescadoras profissionais garante o exercício legítimo da profissão e possibilita o acesso a direitos como auxílio-doença, seguro defeso, benefícios previdenciários, crédito e outros benefícios sociais.

Além disso, a estratégia de regularização e informatização dos registros possibilita o cruzamento de dados com outros sistemas, promove a transparência e viabiliza a implementação de um sistema mais seguro. Essa iniciativa, aliada à cooperação em investigações e ao encaminhamento de denúncias, tem fortalecido os mecanismos de controle e contribuído para o combate a práticas fraudulentas.

FONTE: MPA

IMAGEM: GOV.BR

MP aperta regras do seguro-defeso para conter gastos em alta com beneficio ao pescador

Governo ainda vai editar decreto para regulamentar o benefício, que vem em trajetória considerada preocupante

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou duas medidas para conter a aceleração do crescimento das despesas com o pagamento do seguro-defeso. O benefício é pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aos pescadores artesanais durante o período de reprodução de algumas espécies, quando a pesca é proibida.

As medidas de aperto na concessão do seguro-defeso foram incluídas na MP (medida provisória) publicada nesta quarta-feira (11) para elevar a arrecadação de impostos e compensar o recuo na alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O governo acabou optando por incluir na MP cinco medidas do lado das despesas, que já estavam em estudo.

A decisão ocorre num momento em que o Congresso pressiona o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a apresentar medidas para cortar despesas. 

Pelo texto da MP, o governo fixa um limite para a dotação do gasto destinada ao pagamento do benefício, que é o previsto na lei orçamentária aprovada todos os anos pelo Congresso. O gasto não poderá ultrapassar esse valor.

Na prática, a medida estabelece um controle de fluxo de caixa para a despesa com benefício. Se o dinheiro acabar, o governo não poderá aumentar o gasto além do estimado, como acontece hoje.

A lei orçamentária de 2025 previu um gasto de R$ 4,5 bilhões com o seguro-defeso. O valor, porém, subiu R$ 2 bilhões no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Orçamento, enviado ao Congresso em maio, passando para R$ 6,5 bilhões.

Para 2025, um técnico do governo que participou da elaboração do texto da MP explicou à Folha que vale como teto de despesas a dotação de R$ 6,5 bilhões prevista no relatório, a última antes da edição da medida.

A MP também estabelece que a concessão do benefício ao pescador somente poderá ser feita após a homologação do seu registro pela prefeitura do município, onde o pescador é cadastrado. Hoje, o pescador faz o pleito diretamente no sistema, sem um mecanismo eficaz de controle de fraudes.

O presidente Lula vai assinar, nos próximos dias, um decreto com outras medidas de controle para garantir que as despesas se mantenham estáveis dentro da previsão orçamentária, segundo um integrante do governo. As medidas vão exigir o uso de biometria e batimento de dados, práticas que não funcionam ainda na concessão do seguro-defeso.

O diagnóstico no governo é que os gastos com o benefício aos pescadores estão em trajetória ascendente e preocupante. Desde o governo Dilma Rousseff, o Ministério da Fazenda tenta, sem sucesso, apertar as regras do seguro-defeso, mas as medidas não tiveram sucesso com os obstáculos políticos dentro do próprio Executivo e no Congresso. 

Além das duas medidas do seguro-defeso, a nova MP de Lula inclui os gastos do programa Pé-de-Meia para ser contabilizado no piso da educação. A medida diminui a pressão sobre as despesas em 2026, quando o gasto previsto com o programa é de R$ 12 bilhões. O governo também apertou as regras do Atestmed na concessão de auxílio-doença e impôs um limite de gastos para as compensações previdenciárias que a União faz a estados e municípios.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO