IMAGEM: SÉRGIO LIMA/PODER360

O Ministério Público do Trabalho (MPT) defendeu, em audiência pública no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a necessidade de estabelecer limites para a negociação coletiva que autoriza a ampliação da jornada em atividades insalubres. A manifestação ocorreu durante discussão do Tema 149, submetido ao rito dos recursos repetitivos, que definirá precedente vinculante sobre a matéria.

O subprocurador-geral do Trabalho, Francisco Gerson de Lima, representante do MPT na audiência, defendeu que a tese a ser fixada pela Corte trabalhista condicione a validade da cláusula coletiva à comprovação efetiva da existência de insalubridade no ambiente de trabalho. Segundo ele, a proposta não representa impedimento à negociação coletiva, mas estabelece critério para sua legitimidade.

Lima rebateu argumentos de que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estaria defasada e destacou que a discussão central envolve proteção à saúde do trabalhador. "Não estamos tratando de mera ampliação de jornada, mas de saúde em ambiente hostil ao trabalhador", afirmou.

O relator do processo no TST, ministro Douglas Alencar Rodrigues, ressaltou que o debate está alinhado ao Tema 1.046 do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a validade de acordos coletivos desde que respeitados direitos fundamentais. O ministro também mencionou a possibilidade de nova audiência pública para aprofundar a controvérsia.

Setor produtivo

Representantes do setor de saúde e da indústria defenderam a manutenção da validade das negociações coletivas sobre jornada em ambientes insalubres.

Nelson Mannrich, da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), argumentou que a negociação não suprime normas de saúde e segurança, nem elimina o adicional de insalubridade. Sustentou que o que se negocia são aspectos como duração do trabalho e intervalos, matérias delegadas pelo legislador à negociação coletiva.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da advogada Carolina Tupinambá, defendeu que as entidades sindicais conhecem melhor a realidade de cada setor. Invocou o artigo 60 da CLT, que exige autorização prévia para prorrogação de jornada em atividades insalubres, mas argumentou que o dispositivo teria sido derrogado pela Constituição de 1988, que estimula o diálogo coletivo.

O Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihosp) alertou que decisão contrária à negociação poderá impactar a rotina hospitalar, especialmente na escala 12x36, adotada por trabalhadores da saúde.

FONTE: DIAP

IMAGEM: NEWS.AZ

O secretário-geral Arsenio Dominguez afirmou que os marinheiros não devem ser alvos, após relatos de mortes de marinheiros no Oriente Médio.

O Secretário-Geral da Organização Marítima Internacional, Sr. Arsenio Dominguez, emitiu a seguinte declaração:

“Estou alarmado e profundamente entristecido ao saber do ataque mortal a uma embarcação no Estreito de Ormuz em 6 de março de 2026, no qual pelo menos quatro marinheiros teriam perdido a vida e três ficaram gravemente feridos.

Meus pensamentos estão com as famílias e entes queridos dos afetados, bem como com a comunidade marítima global que lamenta essas perdas.

Cerca de 20.000 marinheiros permanecem retidos no Golfo Pérsico, a bordo de navios sob risco elevado e considerável pressão psicológica.

Isso é inaceitável e insustentável. Todas as partes e interessados ​​têm a obrigação de tomar as medidas necessárias para garantir a proteção dos marinheiros, incluindo seus direitos e bem-estar, e a liberdade de navegação, em conformidade com o direito internacional.

FONTE: IMO

IMAGEM: PORTO DE SANTOS/DIVULGAÇÃO

Primeiro mês do ano com números positivos no Estatístico Aquaviário da ANTAQ

Soja está entre as mercadorias de maior destaque, com 4 milhões de toneladas movimentadas - número que representa um aumento de 114% em comparação ao mesmo período de 2025

A Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (ANTAQ) divulgou, hoje (13), os números dos dados estatísticos relativos à movimentação portuária registrados em janeiro de 2026. O primeiro mês do ano traz o total de 104 milhões de toneladas movimentadas, um crescimento de 12,8% se comparado ao mesmo mês de 2025. Ao divulgar esses dados, a Agência reforça seu papel técnico de fornecer informações confiáveis ao setor privado e, desse modo, as empresas podem planejar e tomar as melhores decisões no mercado aquaviário. 

Movimentação de mercadorias

Em janeiro deste ano, as mercadorias que se destacaram entre as 20 com maiores movimentações foram a soja (4 milhões de toneladas, um aumento de 114,3%), o óleo bruto de petróleo, com 21,4 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 37,6% e o coque de petróleo, que aumentou 32,7% em relação ao mesmo período, movimentando 0,6 milhão. 

Recorde nos portos

Os portos públicos cresceram 10,3% e chegaram a 35,3 milhões de toneladas de cargas. O Porto de Santarém, no Pará (PA), continua se destacando entre as 20 instalações com maior crescimento, apresentando 1,6 milhão de toneladas movimentadas.

Consolidação de contêineres

Foram 13,2 milhões de toneladas movimentadas em janeiro deste ano. Esse dado representa um crescimento de 1,9% quando comparado com o mesmo período de 2025. 

Em TEUs, a movimentação chegou a 1,3 milhão, com crescimento de 8,1%. Desse total, 864 mil TEUs foram movimentados em longo curso e 379 mil por cabotagem. 

Cargas e Navegação

Em relação aos granéis sólidos, a movimentação atingiu 54,7 milhões de toneladas (aumento de 10,4%) e os granéis líquidos chegaram a 31,2 milhões de toneladas (aumento de 29,7% quando comparado à 2025). Já para a carga geral solta, a movimentação foi de 4,9 milhões de toneladas, uma queda de 13,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

A movimentação de cargas de longo curso foi de 70,9 milhões de toneladas em janeiro de 2026 (+11%). A cabotagem alcançou uma movimentação de 27,4 milhões de toneladas (+13,7%), enquanto que a navegação interior chegou a 5,5 milhões de toneladas, um crescimento de 36% no comparativo janeiro de 2025/2026.

Terminais Privados

A movimentação dos terminais privados alcançou 68,7 milhões de toneladas de cargas em janeiro - representando um crescimento de 14,1% no comparativo com 2025.

Nessa categoria, destaque para Terminal de Petróleo TPET/TOIL, em Porto do Açu  (RJ), que teve o maior crescimento relativo entre as 20 instalações com maior movimentação em janeiro deste ano: foram 7,7 milhões de toneladas, representando um aumento de 159,8% na comparação com jan/2025.

FONTE: ANTAQ

 IMAGEM: X.COM

Com os preços do petróleo disparando no início do pregão, registrando o maior ganho percentual diário desde 1988, e as taxas de frete à vista em seus níveis mais altos da história, o conflito em curso entre o Irã e a coalizão EUA/Israel – que já dura dez dias – continua a pesar fortemente sobre a economia global.

O Índice Clarksea – o barômetro ponderado da Clarksons Research que abrange todos os segmentos de transporte marítimo comercial – atingiu na sexta-feira um recorde histórico de US$ 53.319, ultrapassando os US$ 50.000 pela terceira vez. As duas ocasiões anteriores ocorreram no auge do boom de 2007/08, e o valor excepcional de sexta-feira contrasta com a sólida média de US$ 26.836 por dia projetada para 2025.

"Além do enorme risco operacional e da tensão, os mercados de transporte marítimo estão vivenciando um 'potencial de disrupção' no momento", observou a Clarksons em seu último relatório semanal.

Entretanto, os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 115 por barril pela primeira vez desde 2022 na segunda-feira, com importantes distribuidoras de energia no Oriente Médio declarando força maior, incluindo a BABCO, companhia petrolífera do Bahrein, portos do Kuwait e Ras Laffan, no Catar.

O navio petroleiro Kalamos VLCC, de 16 anos e pertencente à Embiricos, fez história na sexta-feira ao ter seu frete fixado pela Bharat Petroleum Corp por uma impressionante taxa recorde mundial de US$ 770.000 por dia. No entanto, analistas sugerem que o incrível boom dos VLCCs pode ser de curta duração se o Estreito de Ormuz permanecer paralisado por um longo período.

A perda persistente de volumes pode desencadear pressões no mercado, sugeriu a Clarksons, com as taxas spot de VLCC na Baltic Exchange recuando no final da semana passada.

A corretora de navios-tanque Poten & Partners descreveu a situação em torno de Ormuz como "insustentável" em seu último relatório semanal.

“Eventualmente, os petroleiros que aguardam do lado de fora deixarão a área em busca de trabalho em outros lugares”, previu Poten. “Os produtores do Oriente Médio serão cada vez mais forçados a interromper a produção e a redução do fluxo global de petróleo afetará a demanda por tonelada-milha. Nesse cenário, as taxas de frete de petroleiros sofrerão forte pressão de baixa.”

Analistas de transporte marítimo do SEB, um banco escandinavo, previram que, com o Golfo Pérsico permanecendo efetivamente fechado, mais e mais navios sem lastro seguirão para o Atlântico para transportar cargas, o que acabará por superlotar esse mercado e pressionar as taxas de frete.

O conflito em curso já ceifou a vida de marinheiros na região. Um rebocador que prestava assistência ao navio porta-contêineres Safeen Prestige, atacado, também foi alvo de um ataque na sexta-feira, resultando na morte de pelo menos quatro tripulantes.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, reiterou o apelo para que o transporte marítimo internacional não seja alvo de ataques.

“Isto é inaceitável e insustentável. Todas as partes e partes interessadas têm a obrigação de tomar as medidas necessárias para garantir a proteção dos marítimos, incluindo os seus direitos e bem-estar, e a liberdade de navegação, em conformidade com o direito internacional”, disse Dominguez na sexta-feira.

FONTE: SPLASH247.COM

 

IMAGEM: BING
 
A escalada militar envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos levou a ataques e a ameaças contra navios mercantes. Com o acirramento do conflito no Golfo Pérsico e reflexos para a gente do mar, a Conttmaf encaminhou à Transpetro uma proposta para incluir de forma mais clara, no acordo coletivo de trabalho (ACT), o direito de recusa para zonas de guerra, previsto na Convenção do Trabalho Marítimo (MLC).

É importante registrar que a alta administração da empresa, ainda no início do conflito, informou à Conttmaf que não havia embarcações na zona de guerra e que teria solicitado à Petrobras não programar navios brasileiros para operação na região.

Contudo, para que nossos marítimos tenham mais segurança e transparência em relação aos seus direitos, propusemos incluir uma cláusula específica no ACT Marítimos Transpetro 2025/2027 sobre o “Direito de Recusa em Viagem a Zona de Guerra”.

“Desejamos estabelecer uma garantia clara para os nossos marítimos no ACT da Transpetro, uma cláusula específica que regule o direito de recusa caso algum navio da companhia, por algum motivo, tenha que navegar ou operar em zona de guerra. Essa iniciativa se alinha, também, ao que temos discutido internacionalmente na ITF como proteção básica aos marítimos”, declarou o presidente da Conttmaf e do Sindmar, Carlos Müller.

No Brasil, a Transpetro é a única empresa que operou navios de bandeira brasileira na região conflagrada em anos recentes. A representação sindical esclarece que esta demanda não deve ser objeto de barganha na negociação do ACT, pois visa regulamentar apropriadamente um direito que a própria Transpetro já informou que irá cumprir.

“Esperamos que a Transpetro contemple a cláusula proposta pela Conttmaf, se mantendo em patamar igual ou superior ao mínimo praticado pelos armadores internacionalmente”, concluiu Müller.

Neste momento, mais de 20 mil marítimos estão na zona de guerra do Golfo, muitos dos quais pegos de surpresa pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Cláusula proposta pela Conttmaf:

Cláusula – Direito de Recusa em Viagem a Zona de Guerra
Nenhum empregado marítimo será obrigado a embarcar, permanecer embarcado ou navegar em navio da Companhia que tenha previsão de operar em área classificada como zona de guerra.

Parágrafo primeiro – Caso o navio venha a ser direcionado para operação ou navegação em área classificada como zona de guerra, a Companhia deverá informar previamente a tripulação tão logo tenha conhecimento dessa circunstância. O empregado marítimo poderá solicitar seu desembarque em porto seguro antes da entrada do navio na referida área, o qual deverá ser definido e comunicado pela Companhia.

Parágrafo segundo – O exercício do direito previsto no caput desta cláusula não implicará em qualquer forma de sanção disciplinar, prejuízo funcional, restrição a futuras escalas de embarque, promoções ou qualquer outra medida que possa caracterizar discriminação profissional.

Parágrafo terceiro – O empregado marítimo que optar por não permanecer a bordo para viagem a zona de guerra terá assegurado o direito à repatriação, inclusive transporte, hospedagem, alimentação e demais despesas envolvidas na logística necessária até sua cidade de referência, às expensas da Companhia.

Parágrafo quarto – Alternativamente, caso haja disponibilidade operacional e logística, o empregado marítimo poderá solicitar transferência para outro navio da Companhia, a fim de completar o período de embarque já iniciado. Nesse caso, os dias em transferência entre navios serão considerados como dias de embarque contínuo.

Parágrafo quinto – Para os fins desta cláusula, consideram-se zonas de guerra aquelas oficialmente designadas por organismos internacionais ou autoridades marítimas competentes, incluindo as áreas classificadas pelo Joint War Committee (JWC) dos seguradores de Londres, responsável pela definição das “Listed Areas” utilizadas no mercado internacional de seguros marítimos.

Parágrafo sexto – As atualizações e revisões das áreas de risco divulgadas pelos organismos mencionados nesta cláusula serão automaticamente consideradas para os fins deste Acordo Coletivo de Trabalho.

Parágrafo sétimo – O empregado marítimo que optar por permanecer a bordo durante viagem que envolva operação ou trânsito em zona de guerra fará jus aos seguintes benefícios e vantagens enquanto o navio permanecer na referida área:

I. pagamento das diárias adicionais de zona de guerra, nos termos previstos na Cláusula da Diária de Viagem ao Exterior, assegurado o pagamento mínimo correspondente a 10 dias de diária dobradas, ainda que a navegação e permanência na área sejam concluídas em prazo inferior.

II. majoração de 100% dos valores previstos na Cláusula do Autosseguro.

 

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

A 2ª CNT (Conferência Nacional do Trabalho) encerrou as atividades com a divulgação de declaração final que propõe agenda de modernização das relações de trabalho no Brasil baseada no diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo.

O documento sustenta que o País precisa atualizar o modelo laboral para enfrentar as transformações tecnológicas, econômicas e sociais que estão redefinindo o mundo do trabalho.

Realizada entre os dias 3 e 5 de março, a etapa nacional da conferência reuniu mais de 3 mil representantes de entidades sindicais, empresários e gestores públicos, além de delegados oriundos de 27 etapas estaduais e distrital (DF).

Segundo os organizadores, o objetivo foi construir consensos mínimos capazes de orientar políticas públicas e negociações trabalhistas em período marcado por profundas mudanças estruturais.

“O Brasil se fortalece quando brasileiras e brasileiros rompem barreiras para dialogar e construir propostas que ampliem os horizontes do trabalho”, está escrito no documento final aprovado pelos delegados.

TRANSFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS

Um dos eixos ou pontos centrais da declaração é o impacto das transformações tecnológicas no emprego e na organização produtiva. O texto destaca que a aceleração da automação e o avanço da inteligência artificial generativa1 criam novos desafios para o trabalho humano, especialmente para atividades qualificadas.

“O mundo do trabalho enfrenta transformações de ritmo intenso, buscando acompanhar as mudanças tecnológicas que levam à automação”, registra o documento.

Segundo os delegados, essa transição exige investimentos em inovação, tecnologia e qualificação profissional para evitar aumento do desemprego estrutural e da informalidade.

A conferência também apontou a necessidade de políticas públicas capazes de acompanhar a reconfiguração das cadeias globais de produção e seus efeitos sobre a competitividade das empresas brasileiras.

TRANSIÇÕES DEMOGRÁFICA E CLIMÁTICA

Além da revolução tecnológica, o texto identifica outras 3 grandes transições que impactam o mundo do trabalho: demográfica, ambiental e comunicacional.

A transição demográfica2, marcada pela redução das taxas de natalidade e pelo aumento da expectativa de vida, tende a alterar o perfil da força de trabalho nas próximas décadas. A transição ambiental3, relacionada às mudanças climáticas, impõe novos desafios à economia diante da intensificação de eventos climáticos extremos.

Segundo os delegados, esses fatores exigem políticas integradas que conciliem crescimento econômico, sustentabilidade e geração de empregos.

PRODUTIVIDADE E JUSTIÇA SOCIAL

A declaração final sustenta que o Brasil precisa elevar seus níveis de produtividade sem abrir mão da inclusão social. Para os participantes da conferência, a modernização das relações de trabalho deve caminhar com políticas de redução das desigualdades.

“Atualizar o paradigma das relações de trabalho no Brasil é fundamental para nos alinharmos aos países desenvolvidos e alcançarmos maiores patamares de produtividade”, está escrito no documento.

A conferência também defendeu a criação de ambiente econômico favorável ao investimento produtivo, com expansão do crédito e fortalecimento da competitividade das empresas.

Ao mesmo tempo, ressaltou que o desenvolvimento deve garantir salários dignos, acesso à educação de qualidade e combate às discriminações.

PAPEL DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Outro ponto enfatizado pelos delegados foi o papel estratégico do Ministério do Trabalho e Emprego na condução das políticas públicas orientadas ao emprego e às relações laborais.

Segundo a declaração, o fortalecimento institucional da pasta é essencial para consolidar programas como a valorização do salário mínimo, a lei de igualdade salarial e iniciativas de crédito orientadas aos trabalhadores.

“Seu fortalecimento e modernização são fundamentais para que políticas públicas respondam aos desafios atuais do mundo do trabalho”, afirma o documento.

Entre as diretrizes destacadas pela conferência estão o aprimoramento das políticas de intermediação de mão de obra, a ampliação da qualificação profissional contínua e o fortalecimento de instrumentos como o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

AGENDA DE NEGOCIAÇÃO

Apesar do esforço de construção de consensos, o documento reconhece que diversos temas permanecem em aberto e exigirão novas rodadas de negociação.

Entre esses estão o trabalho intermediado por aplicativos, o combate à informalidade, as novas formas de organização do trabalho, a discussão sobre jornada e escalas laborais e o fortalecimento das entidades sindicais.

“A responsabilidade pela adaptação é coletiva”, afirma a declaração.

A conferência também reafirmou a importância da negociação coletiva e do diálogo social como instrumentos centrais para resolver conflitos trabalhistas e construir soluções duradouras.

DIÁLOGO PERMANENTE

Inspirada no modelo tripartite da OIT (Organização Internacional do Trabalho), a 2ª Conferência Nacional do Trabalho defendeu a institucionalização de espaços permanentes de diálogo entre governo, trabalhadores e empregadores.

O documento recomenda fortalecer conselhos e instâncias de concertação social, como o Conselho Nacional do Trabalho, o Codefat e o Conselho Curador do FGTS, além de estimular fóruns semelhantes nos estados.

Segundo os delegados, a experiência da conferência mostra que a construção de consensos é possível mesmo em cenário de divergências políticas e econômicas.

“Planejada como um exercício democrático de diálogo social, a 2ª CNT aponta caminhos para outras esferas da vida política nacional. Todos nós saímos vencedores. O Brasil sai vencedor”, conclui a declaração final aprovada em São Paulo.

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1 GenAI (Inteligência Artificial Generativa) é um tipo de IA focado em criar novos conteúdos — textos, imagens, códigos, vídeos e músicas — a partir de padrões aprendidos em grandes bases de dados.

2 A transição demográfica no Brasil é caracterizada pela rápida transição de sociedade jovem e rural para população envelhecida e urbana, marcada pela queda acentuada nas taxas de natalidade (1,75 filho/mulher) e mortalidade, além do aumento da expectativa de vida. Atualmente, na 3ª fase, o País enfrenta desaceleração do crescimento populacional, envelhecimento populacional e o fim do “bônus demográfico”. Período em que a população em idade ativa (15 a 64 anos) é superior à de dependentes (crianças e idosos), que está próximo de terminar, exigindo investimentos em produtividade.

3 A transição ambiental ou ecológica, que busca modelo de desenvolvimento mais verde, representa alternativa crucial para mitigar os impactos das mudanças climáticas e aliviar a pressão exercida pelo sistema econômico sobre o meio ambiente.

FONTE: DIAP

IMAGEM: SPLASH247.COM

Os ataques estão se intensificando em todo o Golfo, com petroleiros incendiados, um navio porta-contêineres atingido e tanques de combustível omanitas em chamas.

Grupos iranianos incendiaram dois navios-tanque de produtos químicos entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, em meio à intensificação dos ataques contra a navegação comercial e a infraestrutura energética no Golfo Pérsico. As autoridades iraquianas identificaram as embarcações como o Safesea Vishnu, de 74.000 dwt, e o Zefyros, de 50.200 dwt. O grupo de monitoramento TankerTrackers.com informou que foram observadas transferências de carga entre os dois navios-tanque ao largo da costa sul do Iraque antes dos ataques.

Em um incidente separado na madrugada de quinta-feira, um navio porta-contêineres, o Source Blessing, de propriedade chinesa e com capacidade para 3.200 TEUs, foi atingido ao norte de Jebel Ali por um projétil não identificado, sofrendo danos materiais. A tripulação foi informada estar em segurança. O navio está atualmente sendo utilizado pela Gemini Corporation.

Com os ataques mais recentes, o número de embarcações comerciais alvejadas sobe para 15 desde que a coalizão EUA/Israel iniciou sua guerra contra o Irã, há 13 dias.

Em Omã, o porto de Salalah registrou tanques de armazenamento de combustível em chamas (foto abaixo) e alguns terminais foram fechados após o que as equipes de resgate filmaram como um ataque aéreo com drones a um parque de tanques – o segundo ataque à instalação desde o início da guerra.

Os ataques agravam uma crise crescente na navegação e nos seguros. "O Estreito de Ormuz permanece 'inacessível', com o risco adicional de minas; no entanto, Fujairah e Mina Al Fahal, em Omã, ainda representam uma possibilidade vaga... A única certeza é a incerteza", afirmou a corretora Fearnleys, resumindo o sentimento do mercado, enquanto armadores redirecionam rotas e colocam navios em reserva, com quase um terço de todos os VLCCs (Very Large Crude Carriers) parados, segundo estimativas do SEB, um banco escandinavo.

A intensificação das greves está provocando repercussões globais. “O Oriente Médio está na encruzilhada das principais rotas comerciais globais. A interrupção na região terá impacto nas cadeias de suprimentos globais, com viagens mais longas, atrasos e a necessidade de reorganizar as redes de transporte marítimo para manter o fluxo comercial”, disse Joe Kramek, presidente e CEO do World Shipping Council, o grupo de lobby global do setor de transporte marítimo de linha regular.

FONTE: SPLASH247.COM

IMAGEM: REPRODUÇÃO/DIVULGAÇÃO

O texto será promulgado no Senado na próxima semana e depois será assinado pelo presidente Lula

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (04) o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, em negociação há 26 anos, que prevê a criação do maior mercado comum do mundo, somando Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22,4 trilhões. O PLD 41/2026, que ratifica o acordo, foi aprovado por unanimidade, será promulgado pelo presidente do Congresso Davi Alcolumbre na próxima semana, depois será assinado pelo presidente Lula e já poderá ser enviado à União Europeia. A entrada em vigor, isto é, a permissão para a realização de negócios, está prevista para o mês de maio deste ano.

Para garantir mais proteção à competitividade nacional, o governo federal publicou, numa edição extra do Diário Oficial da União, o Decreto 12.866 com salvaguardas. Esse decreto visa garantir que produtores brasileiros e setores industriais tenham instrumentos de defesa comercial caso a importação de produtos da Europa prejudique a produção interna. Com esse decreto, se espera que o Brasil possa aplicar medidas de retaliação ou defesa caso os órgãos europeus imponham sanções injustificadas.

A relatora do projeto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), destacou que esse é um acordo histórico. Reconheceu que não é perfeito, mas é necessário e vai resultar em benefícios concretos para a população brasileira.

A tão esperada parceria Mercosul e União Europeia permite a criação de um mercado comum com cerca de 718 milhões de pessoas e que, fazendo a conversão da geração de riqueza de todos na moeda brasileira, soma R$ 117,15 trilhões de PIB. Segundo dados das balanças comerciais, a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, para onde o país exportou US$ 49,8 bilhões em 2024.

Santa Catarina é um dos estados onde é grande a expectativa sobre impactos positivos desse acordo. Para a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), ele chega num momento especial, de conflitos geopolíticos maiores, podendo reduzir esses desequilíbrios.  

O presidente da federação, Gilberto Seleme, quando o acordo foi assinado, em 17 de janeiro, destacou que Santa Catarina tem um relacionamento comercial “robusto” com o mercado europeu e, com essa parceria, pode avançar mais. O empresário disse que o estado pode ser favorecido porque é um hub logístico, produtivo, turístico, de serviços e de integração física graças a sua posição geográfica e infraestrutura portuária.

O Observatório de Negócios do Sebrae/SC fez estudo que apontou oportunidades bilionárias para pequenas empresas de diversos setores no mercado europeu em função do acordo. Esse grupo de pequenas empresas que podem exportar mais para a Europa estão em setores como agroindústria, mel, metalmecânica e automotivo. O superintendente do Sebrae, Carlos Henrique Ramos Fonseca, disse que a instituição pode colaborar na preparação dessas empresas para avançar nesse mercado.

Além do Brasil, outros países do Mercosul também avançam para fazer a sua parte de aprovação política para iniciar negócios dentro do acordo. A Argentina já concluiu as aprovações e enviou à UE. Os demais países estão avançando também. E a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen informou que vai autorizar a vigência provisória do acordo, até que não seja concluída a análise jurídica. Assim, os negócios com o Brasil poderão começar em maio.

FONTE: NSCTOTAL

IMAGEM: SPLASH247.COM/DIVULGAÇÃO

Navios que se aventuram a entrar na zona de perigo continuam sendo atingidos dentro e ao redor do Estreito de Ormuz, no 12º dia do conflito entre o Irã e a coalizão EUA/Israel.

O ataque mais severo de hoje foi contra o navio Mayuree Naree, de bandeira tailandesa e controlado pela Precious Shipping, que foi atingido por um projétil ao norte de Omã, no estreito, resultando em um incêndio e na evacuação da tripulação. O incêndio foi extinto após algumas horas.

O navio ONE Majesty, de bandeira japonesa e capacidade para 6.724 TEUs, também sofreu danos em um ataque separado. O comandante do navio relatou que a embarcação sofreu um furo de 10 cm. O navio porta-contêineres já se dirigiu para uma ancoragem segura. Todos os tripulantes estão seguros e foram contabilizados.

O navio graneleiro kamsarmax Star Gwyneth, da Star Bulk, de bandeira das Ilhas Marshall, também foi atingido a noroeste de Dubai, sofrendo danos ao casco. Toda a tripulação está a salvo, em um dos dias mais perigosos para a navegação comercial desde o ataque a Teerã. As forças militares dos EUA informaram durante a noite que eliminaram vários navios de guerra iranianos, incluindo 16 navios lança-minas, perto do Estreito de Ormuz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, recorreu às redes sociais ontem para instar o Irã a remover quaisquer minas marítimas que possa ter colocado no estreito.

Para o transporte marítimo internacional – e para a economia global como um todo – o foco agora está em quanto tempo essa guerra irá durar.

“Por enquanto, a variável-chave é a duração”, afirmaram analistas da corretora grega Xclusiv em um novo relatório. “A história do transporte marítimo oferece precedentes bastante contrastantes: o fechamento do Canal de Suez em 1967 desencadeou um boom de vários anos para navios-tanque, enquanto a crise do petróleo de 1973 acabou destruindo a demanda. Se a interrupção em Ormuz se mostrar temporária, o efeito imediato poderá ser fortemente favorável aos lucros e ao valor dos ativos dos navios-tanque. Mas se o conflito evoluir para uma guerra regional prolongada, o risco passa de um choque de oferta para danos macroeconômicos. No transporte marítimo, a diferença entre esses dois resultados é a diferença entre um ganho inesperado de frete e um colapso da demanda.”

FONTE: SPLASH247.COM

IMAGEM: DNIT

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) pretende se reunir com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para discutir o fortalecimento do sistema hidroviário na Amazônia e a competitividade desse modal, depois que as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós foram retiradas do Programa Nacional de Desestatização (PND).A entidade diz que o debate é urgente porque cerca de 1,2 milhão de m³ de combustíveis e biocombustíveis seguem pelo corredor aquaviário Miritituba-Santarém, o que evita cerca de 20 mil viagens de caminhões.

“Se será o governo que fará a manutenção ou se isso será repassado à iniciativa privada, não temos como opinar. Nossa preocupação é que existam recursos permanentes para assegurar condições de navegabilidade em uma região cujo consumo de combustível vem aumentando”, afirma o presidente do IBP, Roberto Ardenghy.

“Isso sem falar na redução das emissões, que é significativa quando se transporta mercadorias pelas hidrovias”, complementa, citando estudos como o do Future Climate Group, que indicam que o modal hidroviário emite até 73% menos CO2 que o rodoviário e 36% menos que o ferroviário.

De acordo com o IBP, todos os anos cerca de 840 mil m³ de derivados chegam a Miritituba e 360 mil m³ de biocombustíveis saem da região pela hidrovia do Tapajós, mesmo com episódios de assoreamento, interrupções logísticas e restrições operacionais. A demanda potencial por energéticos, no entanto, continua em expansão. “À medida que cresce a produção agrícola no Brasil, o consumo de combustível aumenta entre 1,5% e 2%, enquanto, naquela área, o avanço pode chegar a 4%”, observa Ardenghy.

O Terminal Portuário de Santarém (PA) é o principal ponto de escoamento da produção agropecuária local. Operado pela Cargill, o terminal teve suas atividades afetadas em fevereiro por manifestações de grupos indígenas que reivindicavam a exclusão das hidrovias do PND. No momento de maior tensão, houve invasão das instalações, ato condenado por diferentes entidades, inclusive o IBP.

A entidade defende que a concessão, quando acompanhada de governança e monitoramento ambiental contínuos, garante previsibilidade operacional e evita que ribeirinhos e comunidades tradicionais arquem com tarifas, que ficam concentradas nos grandes usuários de carga.

O diretor de Downstream do IBP, Carlos Orlando, avalia que a experiência recente nas hidrovias do Arco Norte afasta novos aportes privados. “O Brasil possui cerca de 12,5% de suas rodovias pavimentadas, o que constitui outro gargalo logístico relevante. Assim, o país enfrenta dificuldades para oferecer uma infraestrutura mínima que dê segurança a quem pretende investir, enquanto vemos exemplos, como nos Estados Unidos, que direcionam grande parte do transporte de combustíveis e grãos para hidrovias.”

Para Ardenghy, encontrar uma solução, independentemente do regime jurídico adotado, é fundamental também para a segurança energética das famílias que dependem do GLP (gás liquefeito de petróleo), conhecido como gás de cozinha, cujo uso atinge 91% dos domicílios brasileiros, segundo o Sindigás.

“O GLP na Amazônia é ainda mais crucial. O envio é planejado, muitas vezes, com seis meses de antecedência, pois se trata de uma quantidade muito grande de botijões. Porém, quando chega a estação da seca, as barcaças não conseguem navegar. Uma logística ineficiente eleva o custo dos fretes e amplia as emissões de gases”, conclui.
Investimentos públicos

O Ministério de Portos e Aeroportos informou, por meio de nota, que na hidrovia do rio Madeira, foram executadas dragagens de manutenção em 2025 com base em contrato vigente. Um novo contrato já foi licitado, está fase final de homologação, com investimento previsto de R$ 123,3 milhões para 2026.

Na hidrovia do rio Tapajós, está em fase de planejamento as ações de manutenção. Antes da contratação de novos serviços de dragagem, estão sendo priorizados estudos técnicos e ambientais para apoiar intervenções futuras.

Na hidrovia do rio Tocantins, não há contrato de dragagem de manutenção. As ações em curso concentram-se no derrocamento do Pedral do Lourenço, intervenção estratégica para ampliar a segurança da navegação e reduzir restrições operacionais ao longo do corredor.

“O governo federal avança na realização de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA), para a estruturação do programa de concessões hidroviárias. Esses estudos contemplam diferentes corredores, com destaque para a hidrovia do rio Paraguai, que se encontra em estágio mais avançado”.

FONTE: ESTADÃO/BROADCAST

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Os dois navios da Marinha iraniana que receberam refúgio em portos estrangeiros esta semana, o IRINS Bushehr (K422) em Kochi, Índia, e o IRINS Lavan (L514) no Sri Lanka, estavam em um cruzeiro de treinamento para cadetes da Academia Naval da Marinha Iraniana em Nowshahr, formalmente conhecida como Universidade Iman Khomeini de Ciências Navais. Isso explica por que ambos os navios tinham tripulações excepcionalmente grandes.

O cruzeiro de treinamento de inverno de seis semanas para cadetes da Marinha era um evento anual. O cruzeiro de treinamento de 2025 foi realizado pelo IRINS Bushehr e pelo IRINS Lavan, que compunham a 100ª Flotilha. A flotilha do ano passado fez escalas em Mumbai e Colombo, sendo recebida calorosamente pelas marinhas anfitriãs em ambos os portos. Os cadetes também tiveram uma experiência de serviço em uma área operacional, já que a flotilha também passou algum tempo no Golfo de Aden. Embora Mumbai e Colombo sejam portos de escala regulares para o cruzeiro de treinamento de inverno, em alguns anos, Muscat e Karachi também foram visitados.

Ambos os navios são muito antigos: o navio de abastecimento da frota IRINS Bushehr foi construído na Alemanha em 1974 e o navio de desembarque IRINS Lavan em Yarrow, Glasgow, em 1985. O IRINS Lavan e seu navio irmão, o IRINS Tunb (L513), foram usados ​​no passado como plataformas de lançamento de drones durante exercícios. Pelas fotos dos navios atracados em Colombo no ano passado, ambos parecem estar bastante enferrujados e o IRINS Lavan, em particular, aparentava ter condições de navegabilidade duvidosas. Portanto, o pedido do IRINS Bushehr para atracar na Índia devido a problemas mecânicos é plausível.

De acordo com o Direito da Guerra Naval, reconhecido internacionalmente, navios de guerra de uma nação beligerante que atracam em um porto neutro podem permanecer por apenas 24 horas e sob condições rigorosas; tripulações e navios que violarem essas condições estão sujeitos a internação até a cessação das hostilidades.

FONTE: THE MARITIME EXECUTIVE

IMAGEM: MINISTÉRIO DE PORTOS E AEROPORTOS

Cabotagem cresce na Região Sul e movimenta 33,6 milhões de toneladas em 2025

Petróleo e derivados, contêineres e ferro e aço foram os produtos mais transportados na região

cabotagem voltou a crescer na Região Sul e encerrou 2025 com 33,6 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e dezembro. Os dados, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos, indicam avanço de 1,38% em relação a 2024, quando o volume foi de 33,2 milhões de toneladas.

O resultado demonstra o crescimento da cabotagem após os fortes impactos climáticos registrados no Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento, Santa Catarina concentrou a maior parte da movimentação (19,6 milhões de toneladas), seguida pelo Rio Grande do Sul (9,6 milhões de toneladas) e Paraná (4,4 milhões de toneladas). Juntos, os três estados consolidam o Sul como eixo estratégico de redistribuição de cargas no país, conectando cadeias produtivas e assegurando o abastecimento de energia, insumos industriais e bens de consumo.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, o desempenho confirma a relevância da cabotagem para a economia nacional. “Mesmo diante de eventos extremos, a cabotagem mostrou capacidade de adaptação e continuidade operacional, e assegura o abastecimento, fortalece a indústria e amplia a competitividade dos estados”, afirmou.

Entre os produtos mais transportados estão o petróleo (17,2 milhões de toneladas), os contêineres (10 milhões de toneladas), os derivados de petróleo (3 milhões de toneladas) e ferro e aço (2,6 milhões de toneladas). Também foram movimentados gás de petróleo e biodiesel. Esses itens sustentam o fornecimento de energia, garantem insumos para a indústria e contribuem diretamente para a geração de emprego e renda.

Estabilidade regulatória
O ambiente regulatório mais previsível também contribuiu para o avanço registrado em 2025. As medidas implementadas no âmbito do Programa BR do Mar ampliaram a segurança jurídica e criaram condições para a expansão sustentável do setor.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a previsibilidade é fator decisivo para consolidar o crescimento do modal. “Quando há estabilidade e regras claras, o setor ganha confiança para investir, ampliar rotas e aumentar eficiência. Isso se traduz em desenvolvimento regional e integração nacional”, destacou.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos